Talvez o sol que vem depois da minha tempestade esteja começando a mostrar os seus primeiros raios. Depois do colapso, depois do desabafo, depois do pior estou começando a desfrutar das primeiras amostras de melhora.
Consegui um dinheirinho para comprar o principal para fazer comida e, apesar de ter carregado todas as compras no ônibus 734-Madureira lotado e com a Sophia, agora tenho a cesta básica que toda casa tem que ter: pão, arroz, sal, açúcar, macarrão, molho de tomate, suco e frango.
Consegui um frete para levar a mesa, as cadeiras e o sofá com as poltronas da casa do meu avô par ao apartamento novo e, finalmente, tenho como receber as pessoas e, finalmente, o apartamento está com cara de lar doce lar. Organizei o máximo que pude e agora farei a faxina final. Estou imensamente feliz com isso. Apesar de ter ficado muito triste ao visitar o apt onde vivi tanta coisa com eles, apesar de ter chorado de saudade, apesar de ter chorado por tudo o que tenho passado, estou muito feliz agora e tudo está voltando a valer a pena. Mal consigo me mexer por causa da coluna que não agüenta mais carregar peso, fazer compras de ônibus, estou com uma contratura no trapézio terrível, um terçol, mas estou muito feliz.
Consegui ir ao médico que atende a mim e a vovó e peguei as receitas da vovó que haviam acabado e são controladas, e conversei com ele sobre tudo que eu tenho sentido e que tem acontecido comigo, e estou começando uma nova dieta, e farei novos exames, e vou comprar a pomada para o terço que ele indicou e estou me sentindo como se estivesse começando a me re-erguer. Mesmo sem imunidade nenhuma, mesmo com psoríase, mesmo com toda essa merda, eu SEI que eu vencerei no final.
Fiquei feliz, pois a vovó ficou tranqüila por eu ter ido ao médico, por ter as receitas que precisava tanto para seus remédios essenciais para a dor, para a incontinência, para a pressão, para o coração...
Estou finalmente conseguindo ter momentos super legais com a minha cunhada e isso está sendo muito importante para mim. Ela me ofereceu uma massagem no trapézio que melhorou muito a dor que eu estava sentindo e a contratura. Além disso, só a demonstração de carinho e o interesse na minha situação já me comoveram pra caramba e me enterneceram.
Meu irmão voltou a ficar mais próximo – eu sentia muita falta dele - e estamos tendo momentos super legais juntos e voltamos a conversar. Ele voltou a brincar comigo e a Sophia, a fazer piadinhas, a deitar e rolar como fazia antigamente. Eu sei que ele está exausto, que ele está trabalhando pra cacete, que ele está “crescendo”, mas para mim ele sempre será o Dioguinho, meu irmão caçula, o único macho da família (agora temos os maridos, o Pablo e o Rodrigo Tb...)
Sinto como se os milagres da vida estivessem voltando a acontecer para mim...
Milagres como o pôr-do-sol e o mar, milagres como momentos de amor e paz em família, milagres como voltar a andar para frente e evoluir. Não deixarei esses milagres escaparem. Sei que endureci um pouco com as coisas que aconteceram nos últimos meses, mas ainda tenho a minha essência original num cantinho remoto do meu coração.
Sinto falta da Teresa, embora não acredite que voltaremos a ser amigas um dia. Olho o Ranz de uma maneira diferente, com menos idolatria e mais pé no chão, e estou muito magoada com ele. Morro de saudade da Glória e do Xandão. E perdi a frescura de não dar nome aos bois. Fico triste por ter me afastado do Rodrigo e do Dudu. Fico triste por não curtir mais tantos momentos com pessoas que estão ocupadas demais, acomodadas demais ou afastadas demais, porém curto demais os momentos que estou tendo em família.
Espero que esse seja o primeiro post de muitos outros posts mais positivos.
Puxa,
ResponderExcluirDe coração tô aqui na torcida e com os dedinhos cruzados... tenho CERTEZA de que o sol já começou a espalhar seu brilho por aí. A escuridão da noite assusta, mas ela sempre passa.
Beijinho
Danni
Obrigado.... estou tentando fazer a minha parte... bjs
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