domingo, 31 de janeiro de 2010
Morte e vida
Existem aqueles que vivem porque sabem que não tem o direito de tirar a própria vida. Mas que vida é essa se não vivida com amor e intensamente? Se não desejada voluntariamente? Olho para tantas pessoas que riem como se fossem felizes e choram por dentro. Talvez viver não seja uma dádiva para todo mundo e nem um presente, mas um fardo a ser carregado. Às vezes estar prestes a morrer é uma forma de enxergar as coisas de maneira diferente. Daí concluo que para alguns o verdadeiro presente é a morte e não a vida.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Brincar de casinha
Eu nunca gostei de brincar de casinha. Sempre achei um saco. Outro dia eu estava fazendo não sei o que na rua e me dei conta que nós crescemos e quando percebemos estamos brincando de casinha (merda!). É muito estranho, pois tirando o fato de eu olhar para o espelho e ver um monte de manchas causadas por problemas hormonais, uma barriga de chopp caída, uma bunda que já foi durinha e outras "cositas" mais, eu me sinto a mesma menina de, sei lá, 17 anos. Ás vezes olho para o meu apartamento, para a minha filha, para o meu carro e penso - puta que pariu! - será que eu já posso parar de brincar de casinha agora? Sério. Eu gostava de brincar de pique-esconde para agarrar os meninos na moita. Gostava de "verdade e consequência" pra beijar todo mundo. Adorava o escotismo porque a emoção dos acampamentos se juntava à emoção da paquera. Eu nunca gostei de brincar de casinha porra! E o pior é que minha filha de 8 anos é super precoce e eu estou entrando numa fase desconhecida e complicada para mim, pois não existem mais mistérios para ela. Quando nossos filhos são bebês é fácil - é como brincar de casinha, eles não falam, acreditam em qualquer coisa que você fale para eles, os problemas são fáceis de resolver. Agora a Sophia discute de igual para igual, tem argumentos incontestáveis nas discussões e tem opinião própria (o que seria lindo se às vezes não fosse contra a minha opinião ou contra o que eu gostaria que ela fizesse rsrsrs). E o mais engraçado é que como eu sou muito "criançona" e muito palhaça é muito comum parecer que nós trocamos os papéis. Tá foda!
Eu estou com tanta energia que não tenho aonde enfiar (sem piadinhas, ok?). Quanto mais eu danço mais eu quero dançar, quanto mais eu faço sexo (viu, usei uma linguagem mais leve para variar) mais eu quero fazer, quanto mais eu escrevo mais eu quero escrever... estou compulsiva. Estou um perigo... uauuuuuu!
Enquanto isso o mundo está acabando, a chuva está chovendo, o vento está ventando e eu ainda não decidi o que fazer a respeito de coisas importantes que precisam de decisão. Acho que vou tomar uma smirnoff ice...
Situação delicada
A verdade é que eu não sabia como escrever sobre aquele momento e sobre o que aquilo representava dentro de mim. Situação delicada. Qualquer coisa que eu dissesse ou fizesse poderia gerar um imenso mal estar e eu não queria isso. As pessoas ficam procurando confusão onde não existe. Eu estava feliz, muuuuito feliz e só. A vida nos leva por caminhos muito doidos e não é sempre que o que parece ser destinado acaba sendo. Fiquei com tanto medo de atrapalhar um momento tão especial falando alguma coisa errada, fazendo alguma coisa errada, que ao invés de travar eu pirei e agi como se tivesse tomado um ácido. Cá entre nós, lembrando de tudo agora parece muito engraçado. Não caiu nenhuma lágrima dos meus olhos. Meu coração não bateu mais forte. Eu simplesmente fiquei olhando e pensando em tudo o que nós tínhamos vivido. Eu estava muito feliz por estar ali e fazer parte daquele momento. Eu tomei todo o cuidado do mundo para não fazer nada que pudesse estragar o que deveria estar sendo o dia mais importante da vida dele. A minha felicidade por ele era genuína e eu duvido que houvesse alguém ali que se importasse mais do que eu. Nem sempre o amor é suficiente, nem sempre é determinante, nem sempre é razão para duas pessoas viverem juntas para sempre. O meu amor permanece dentro de mim como se nada tivesse mudado, mas a maturidade nos faz entender que ele pode ser vivido de longe, com amizade, com carinho, com admiração. Não posso dizer que não mexeu comigo, pois eu estaria mentindo. Mas o que estiver ao meu alcance para protege-lo e garantir que ele seja feliz eu sempre irei fazer. Melhor eu parar por aqui...
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Agora sim. Essa sou eu.
É um novo ano, é um novo mundo e tenho desejo de tijolos. Não tijolos de palavras que voam com o vento e são derrubadas facilmente como na historinha dos três porquinhos. Tijolos feitos de atitudes e sentimentos verdadeiros que constroem amizades para a vida inteira e atos que mudam o destino. Não teve praia, não teve família, não teve ceia, não teve tradição. Primeiro tive medo, pois sempre acreditei que precisava daquilo tudo ou algo trágico e definitivo poderia acontecer (quanto drama!). Depois percebi que era a grande chance de escrever uma nova história. Era o momento de mudar tudo. Eu não precisava mais de nada daquilo e nem de um monte de coisa na minha vida e nem de um monte de gente. Nooooossa, que profundo! E sabe o que aconteceu? Depois da fossa, da depressão, da bebedeira, é claro... Eu acordei super leve, cheia de energia, linda e maravilhosa. Olhei para a cara do Dio, que estava super chateado por causa de algo que tinha acontecido entre nós e não estava falando comigo, e disse - ou você melhora essa cara e resolve esquecer o que aconteceu ou não existe mais nós a partir de agora. Porque eu decidi que é responsabilidade minha fazer as coisas serem positivas ou não. Eu estava um saco, um porre. Mea culpa. Mas agora eu estou cultivando alegria, felicidade, energia positiva e jogando fora o que não acompanha isso e quem não acompanha isso. Fazendo faxina na casa agora, incenso delicioso, flores que eu compro sempre na passarela de jacarepaguá com a minha filhota quando eu a levo para passear, plantas na varanda, voltando a cozinhar, me cuidando (mudei o visual), emagrecendo, e voltando a curtir a natureza. Infelizmente isso significa cortes profundos que serão feitos, mais cortes quero dizer. Novos posts dirão isso. Estou me preparando. Carnaval vou desfilar na avenida e vou nos blocos. Estou frequentando ensaios de escola de samba. rsrsrsrsrsrs. Também vou viajar. Estou a mil por hora. Essa sou eu. Agora estou muito feliz. Quero espalhar essa felicidade.
Assinar:
Comentários (Atom)