sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O Woody Allen é Foda!

Uma personagem de Woody Allen, assim eu fui definida, Também me chamaram de personagem do programa "Os normais". E teria muitos outros exemplos e comparações. Estou viajando na bomba de remédios especial para o período e que me deixa meio aérea, perceptiva de uma maneira sobrenatural...
O Woody Allen é FODA! Olhar na tela um pouco do que nos consome é tranquilizante. 
Nos definem como deficientes mentais, mas não concordo com isso. Somos diamantes mentais. Não vai dar para terminar esse post, estou numa profunda mental trip e no estado letárgico dos visionários. Posso ser de tudo, mas me rotular apenas como deficiente mental é me desvalorizar demais....
esse post terei que continuar depois pois estou grog, enrolando a língua e os pensamentos....
Amanhã vai ser espetacular!!!!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Should i stay or should i go?

Uma bagunça dentro de mim. Uma vontade de dizer tudo o que tenho para dizer e uma pseudo censura em prol da harmonia e do bem estar geral. Doses cavalares de tarja preta, de cala a boca, de segura a onda.
E eu sou a melhor atriz do mundo sempre sorrindo, sempre fazendo sorrir enquanto deixo fluir dentro de mim um rio de lágrimas, uma cachoeira de choradeira e muitas noites sem dormir. O descontrole é inevitável, o desequilíbrio fica claro e a eterna tensão volta a ficar presente. O custo para tentar manter tudo pelo menos um pouco controlado e para evitar um surto psiquiátrico? Cerca de R$ 500,00.
Tenho pensado muito na minha mãe e na minha avó. Tenho pensado no que elas sonhavam para nós, no que elas esperavam de e para nós, no que elas queriam para nós. Tenho pensado na infância e adolescência maravilhosa que eu tive ao lado de tantas pessoas que significavam tanto para mim e para elas. Tenho pensado nas pessoas que me viram crescer e que viram meus irmãos crescerem, que participaram das nossas vidas, das nossas perdas, das nossas conquistas. Pessoas que sempre estiveram ao nosso lado. Pessoas que estarão ao nosso lado até a nossa morte. 
A nossa história é resultado  de uma história maior, a história de nossos avós e de nossos pais. Histórias que incluem pessoas especiais como a Edna, a Cecília e o Paulinho, o Valmir, o Carlinhos, e seus filhos, nossos amigos. Pessoas como a tia Ana que cresceu com a minha mãe desde a época em que moravam na vila e cujas mães foram amigas antes mesmo delas existirem. As pessoas do grupo escoteiro que foram indispensáveis para a nossa vida e o desenvolvimento do nosso caráter e nossos amigos de acampamentos e de aventuras. O Ranz, o Casagrande, o Romolo, o Junior, o Márcio Morita... A Janete que trabalhou com a mamãe na CVM e depois juntou-se a nós com seus filhos no 75. A Lúcia que é uma das únicas pessoas no escotismo que conheceu o nosso pai, ou o Edinho que foi um dos únicos amigos que o conheceu também.
Em determinados momentos da nossa vida essas pessoas são as pessoas que importam. Fiz muitos amigos, conheci novas pessoas, comecei amizades que tem uma importância enorme para mim, mas essas pessoas que fizeram parte da existência maior que é a existência da minha família, dos meus pais e avós, essas pessoas tem um valor diferente. É como se fossem da família. Algumas amizades acabarão ou vão se perder com o tempo e a distância. Não as amizades que existem desde antes de nascermos ou que nasceram conosco.
Eu sempre darei valor às pessoas que estiveram ao lado dos meus pais e avós, que ajudaram a minha mãe em sua luta contra o câncer, que estiveram conosco quando perdemos o nosso pai e quase morremos. 
E não poderia deixar de lembrar das pessoas que cresceram conosco no Barramares e dos inúmeros amigos que fizemos ali.
O amor que sinto pelo meu irmão e pela minha irmã é complicado, é carente, é temeroso, é cheio de desespero e medo da perda. Na minha vida eles estão sempre em primeiro lugar. Eu não dou um passo sem contar para eles primeiro ( a não ser que esteja surtada é claro!). 
Amo o Dio, mas os meus irmãos vem antes. Estar disponível para meus irmãos é minha prioridade. Não espero reciprocidade, não busco recompensas, é uma necessidade minha. Às vezes exagero, mas sempre por amor. Defendo os dois com unhas e dentes e tudo o que estiver ao meu alcance. 
A verdade é que eu vejo o quadro geral.
Enfim... momento complicadinho, chato, delicado... Dentro de mim apenas a seguinte pergunta: Should i stay or should i go?

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

TDAH

Quase 6 meses depois de começar o tratamento com a Dra Magda recebo uma notícia impressionante e que se tivesse sido descoberta antes poderia ter mudado toda a minha vida. Além do Transtorno Bipolar fui diagnosticada com TDAH e esse diagnóstico significa uma grande mudança na minha vida. Explica toda a falta de foco, toda a distração, o excesso de impulsividade, a dificuldade de terminar as coisas e de me manter nas coisas e nos caminhos que escolho. Agora vem a "luz". Começo a tomar ritalina junto com os remédios para o Transtorno Bipolar e a expectativa de melhora na minha qualidade de vida é de 200%.
Mal consigo esperar para começar!!!!!

sábado, 11 de setembro de 2010

O casamento do "menino lindo"

E chega o dia que nunca pensei que chegaria. Aquele moleque, aquele pirralho, o menino lindo, o menino maluquinho vai casar.  Nada importa pois o mais importante é vê-lo feliz. A única coisa que importa é ver toda a família reunida - as crianças participando como "daminhas", eu participando como madrinha e a nossa irmã sensata entrando com ele na cerimônia com todas aquelas pessoas olhando para nós, para a nossa família. Nada mais importa. Essa é a nossa família e ninguém poderia representá-la a não ser nós, as mulheres da família Barboza. A emoção da minha irmã pensando na entrada com todos os nossos amigos ao nosso redor, a minha emoção vendo meus irmãos amados entrando e preparada para prestigiar o caçula do clã e as nossas filhas atravessando o corredor que leva até o altar para prestigiar o tio amado. 
Dias correndo atrás dos vestidos perfeitos, horas marcadas com os profissionais que prepararão nossos cabelos e nossa maquiagem, e a certeza de que representaremos perfeitamente nossos pais e avós falecidos. Não existe ninguém melhor do que a minha irmã para representar a minha mãe, nem mesmo eu. 
A Sophia super nervosa pensando em todas as pessoas que estarão olhando para ela, que é super tímida, enquanto ela estiver andando até o altar. A Júlia toda boba sentindo-se uma princesa com o vestido branco e a faixa da cintura.
Nada mais importa. É o casamento do nosso menino lindo e nós somos a sua família, a única família que ele tem, então estaremos lá.
Não consigo mais dormir pensando em todas essas coisas.