Eu cometi um erro terrível. Por não sentir medo, por me sentir forte demais, por achar que sabia demais, eu fui praticamente engolida por uma estratégia sórdida do Diabo. Eu esqueci que existem coisas que são do espiritual e coisas que não são. Esqueci até do exemplo da minha própria pastora que sempre testemunha sobre a fase de depressão pela qual passou. E foi assim que eu caí pela primeira vez na minha vida evangélica. Por causa de uma depressão que me tomou tão devagar que eu não identifiquei.
O diabo não é burro. Ele espreita as nossas vidas e aguarda o nosso ponto fraco aparecer para atacar. E desde que eu me converti eu me sentia (e de fato estava) tão forte que não temia ataque algum pois tinha certeza de que seria vitoriosa. Entretanto, para lutarmos contra forças das trevas também precisamos estar 100% fortes fisicamente, mentalmente, emocionalmente, e em algum momento que eu não percebi eu deixei de estar. E o diabo percebeu, e atacou.
Demorei muito tempo para entender o que acontecia. Passei muito tempo dando desculpas, me envolvendo lentamente e silenciosamente com suas artimanhas e com o mundo. As coisas à minha volta começaram a desmoronar e eu achava tudo normal. Comecei a "gostar" de andar com o diabo e comecei a achar "chato" andar com Deus. Parecia normal voltar a ser quem eu era, parecia normal voltar a fazer parte de um mundo que não era mais o meu mundo.
Voltei a falar palavrão, sem perceber. Voltei a beber um copo de cerveja, dois, três, vodca, e qualquer coisa, como costumava fazer antes. Os decotes voltaram a fazer parte do meu vestiário, as mentiras voltaram a ser necessárias e, as coisas necessárias começaram a deixar de ser. A bíblia passou a enfeitar a estante e a se encher de poeira. Os louvores passaram a ser tocados uma vez ou outra. O passado voltou a fazer ninho em minha mente. E eu não percebi nada disso acontecer.
Eu não percebi logo o que acontecia porque eu sofro de Transtorno Bipolar do Humor e EPT. A euforia do TBH abriu passagem na brecha que eu dei ao diabo e eu não vi. A fé move montanhas mas a responsabilidade sobre a nossa saúde deve caminhar junto com a fé e com a religião. Deus cura, mas também forma médicos, fornece remédios. Eu acredito na cura mas acredito que devo ser responsável em relação ao meu tratamento. TBH não tem cura, a medicação é para o resto da vida, como diabetes por exemplo. Sem medicação o paciente pode ter surtos, recaídas, depressão, euforia, e diversos outros sintomas que certamente abrirão brechas para o diabo. Numa crise de depressão a força necessária para orar e para a disciplina é Hercúlea. Numa crise de euforia a força necessária é quíntupla pois a euforia caminha com o diabo.
Não foi fácil para mim escrever esse testemunho mas acho necessário alertar aos irmãos que acreditam estar imunes, como eu acreditei, a crises e ataques do diabo.
Eu não tenho medo de demônios, não tenho medo de lidar com intercessão, libertação, já vi as piores coisas que alguém pode ver, já estive envolvida com as trevas mais profundas, já lidei com coisas inimagináveis. Nunca tive medo de nada disso pois acredito no meu poder de oração. Mas nunca pensei que poderia ser derrubada no meio de uma crise de depressão, nunca pensei que eu não perceberia que estava tendo uma crise de depressão, e não fui inteligente e esperta o suficiente para me armar e me defender a tempo. Esqueci do quanto o diabo é sujo, estrategista, alerta, paciente...
Cuidemos de orar e vigiar, mas cuidemos também da nossa saúde mental, física, emocional, pois também são brechas para que o diabo entre e nos ataque.
Graças a persistência dos meus irmãos em Cristo, graças a minha filha que não aceita me ver derrotada, graças ao nosso Senhor Jesus que tem misericórdia de nós e não nos abandona, estou me recuperando e certamente aprendi a me policiar e a lutar para que isso não aconteça de novo.
Deus nos abençoe a todos e nos dê forças para lutar contra as artimanhas daquele que merece apenas ser esmagado pela força da nossa fé e pela sola dos nossos pés.
Tatiana Barboza
O diabo não é burro. Ele espreita as nossas vidas e aguarda o nosso ponto fraco aparecer para atacar. E desde que eu me converti eu me sentia (e de fato estava) tão forte que não temia ataque algum pois tinha certeza de que seria vitoriosa. Entretanto, para lutarmos contra forças das trevas também precisamos estar 100% fortes fisicamente, mentalmente, emocionalmente, e em algum momento que eu não percebi eu deixei de estar. E o diabo percebeu, e atacou.
Demorei muito tempo para entender o que acontecia. Passei muito tempo dando desculpas, me envolvendo lentamente e silenciosamente com suas artimanhas e com o mundo. As coisas à minha volta começaram a desmoronar e eu achava tudo normal. Comecei a "gostar" de andar com o diabo e comecei a achar "chato" andar com Deus. Parecia normal voltar a ser quem eu era, parecia normal voltar a fazer parte de um mundo que não era mais o meu mundo.
Voltei a falar palavrão, sem perceber. Voltei a beber um copo de cerveja, dois, três, vodca, e qualquer coisa, como costumava fazer antes. Os decotes voltaram a fazer parte do meu vestiário, as mentiras voltaram a ser necessárias e, as coisas necessárias começaram a deixar de ser. A bíblia passou a enfeitar a estante e a se encher de poeira. Os louvores passaram a ser tocados uma vez ou outra. O passado voltou a fazer ninho em minha mente. E eu não percebi nada disso acontecer.
Eu não percebi logo o que acontecia porque eu sofro de Transtorno Bipolar do Humor e EPT. A euforia do TBH abriu passagem na brecha que eu dei ao diabo e eu não vi. A fé move montanhas mas a responsabilidade sobre a nossa saúde deve caminhar junto com a fé e com a religião. Deus cura, mas também forma médicos, fornece remédios. Eu acredito na cura mas acredito que devo ser responsável em relação ao meu tratamento. TBH não tem cura, a medicação é para o resto da vida, como diabetes por exemplo. Sem medicação o paciente pode ter surtos, recaídas, depressão, euforia, e diversos outros sintomas que certamente abrirão brechas para o diabo. Numa crise de depressão a força necessária para orar e para a disciplina é Hercúlea. Numa crise de euforia a força necessária é quíntupla pois a euforia caminha com o diabo.
Não foi fácil para mim escrever esse testemunho mas acho necessário alertar aos irmãos que acreditam estar imunes, como eu acreditei, a crises e ataques do diabo.
Eu não tenho medo de demônios, não tenho medo de lidar com intercessão, libertação, já vi as piores coisas que alguém pode ver, já estive envolvida com as trevas mais profundas, já lidei com coisas inimagináveis. Nunca tive medo de nada disso pois acredito no meu poder de oração. Mas nunca pensei que poderia ser derrubada no meio de uma crise de depressão, nunca pensei que eu não perceberia que estava tendo uma crise de depressão, e não fui inteligente e esperta o suficiente para me armar e me defender a tempo. Esqueci do quanto o diabo é sujo, estrategista, alerta, paciente...
Cuidemos de orar e vigiar, mas cuidemos também da nossa saúde mental, física, emocional, pois também são brechas para que o diabo entre e nos ataque.
Graças a persistência dos meus irmãos em Cristo, graças a minha filha que não aceita me ver derrotada, graças ao nosso Senhor Jesus que tem misericórdia de nós e não nos abandona, estou me recuperando e certamente aprendi a me policiar e a lutar para que isso não aconteça de novo.
Deus nos abençoe a todos e nos dê forças para lutar contra as artimanhas daquele que merece apenas ser esmagado pela força da nossa fé e pela sola dos nossos pés.
Tatiana Barboza