Qual é a hora certa de terminar um relacionamento? Existe fórmula mágica?
Tenho pensado muito nisso, mas conclui que o principal foco disso tudo é muito mais complicado, pois na verdade a questão é se as pessoas estão dispostas a abandonar o que é estável e certo, ou sair do conforto ou comodismo, ou ter coragem de quebrar algo de que precisam muito, seja lá por qual motivo.
Um casamento envolve bens, filhos (ou não), rede de amigos, compromissos, dinheiro, falando apenas do principal.
Uma amizade envolve amigos em comum, locais freqüentados em comum, memórias e objetos relacionados.
Uma parceria de negócio - sem comentários!
E existem muitos outros relacionamentos.
No caso do candomblé, por exemplo, temos o relacionamento com os Orixás que pode até ser considerado um pacto, pois envolve um comprometimento que vai além do espiritual.
Em todos os casos, abrir mão das coisas que envolvem o relacionamento é doloroso demais, é difícil demais.
Mas não estamos fazendo mais bem do que mal na maioria dos casos?
Abrir mão pode nos trazer muito mais paz e liberdade e perspectivas de um futuro melhor.
Como fazer então? Como olhar nos olhos daquela pessoa que é ou foi tão importante para você e falar - acabou. Como lidar com toda a carga de sentimentos e consequências que virá em seguida?
Também temos que levar em consideração que há relacionamentos que só nos fazem mal, que só nos trazem dor-de-cabeça, prejuízo, perda de pessoas queridas...
Nessa altura eu já estou pensando em fugir pro Himalaya e não me relacionar com mais ninguém, mas a verdade é que eu teria que me relacionar comigo mesmo e isso também seria insuportável, já que sou uma pessoa tão instável, complicada e intensa.
Putz! Vou me matar então...( dessa vez foi só uma brincadeira!!!)
O que eu sei é que existe aquele momento em que nada disso interessa pois estamos preparados para romper com tudo e com todos. É uma questão de sobrevivência às vezes. Ou rompemos, ou nos rompemos.
Estou ligando o motor do meu trator. Vou reformar a casa por dentro e por fora. Vou limpar tudo e tentar de novo. Sozinha ou não, casada ou não, com amigos ou não. É uma questão de sobrevivência.
O relacionamento que está dando certo para mim no momento é com a minha filha (óbvio), com o médico da minha avó e o meu psiquiatra. Os outros relacionamentos estão sobrevivendo pela necessidade, ou covardia, ou pelo conforto.
Mas é hora de mudar. Cortar. Selecionar. Chorar. Cair. Levantar e seguir em frente.
Não posso obrigar ninguém a aceitar o meu amor, nem a minha amizade, nem a me entender ou me compreender ou me tolerar. Mas também não sou obrigada da mesma maneira.
Para os relacionamentos que continuarem ficarei feliz.
Cansei de ser acusada de coisas que não fiz, xingada de coisas que não sou, obrigada a coisas que não quero e rejeitada por motivos que nem sei quais são.
Se eu não souber quem eu sou e acreditar no meu caráter e na minha verdade, quem irá?
O importante é eu manter o meu caminho e as minhas crenças.
E pra não perder a pose...
Foda-se!
quinta-feira, 31 de julho de 2008
O sol, sua presença
Procuro em seus olhos opacos.
Onde está a luz que já vi um dia?
Agora um simples borrão,
o brilho amargo do rancor.
Nenhuma batida em seu coração,
procuro a música do seu sorriso,
abaixo os meus olhos,
encolho a minha mão
que rejeitada pela sua não sei onde pôr.
No escuro que restou
choro baixinho de saudade
Perdi mais que o sol da sua presença
e desconcertada me afasto,
não entendo,
mas não vejo sinal algum de amizade.
(sem comentários, só choro baixinho)
Onde está a luz que já vi um dia?
Agora um simples borrão,
o brilho amargo do rancor.
Nenhuma batida em seu coração,
procuro a música do seu sorriso,
abaixo os meus olhos,
encolho a minha mão
que rejeitada pela sua não sei onde pôr.
No escuro que restou
choro baixinho de saudade
Perdi mais que o sol da sua presença
e desconcertada me afasto,
não entendo,
mas não vejo sinal algum de amizade.
(sem comentários, só choro baixinho)
Falando sobre os limites de cada um
Acabei de voltar do médico e os prognósticos, tanto para mim quanto para a vovó, não são bons. Estou muito triste.
Enquanto esperava para ser atendida eu refleti muito sobre algo que aconteceu ontem.
Uma amiga querida me pediu para retirar uma foto dela que eu havia colocado no meu orkut e reclamou que eu não tinha pedido autorização a ela para colocar a foto. Isso me abalou bastante e me fez pensar sobre os limites dos direitos de cada um.
Uma fotografia tirada com o consentimento de todos numa confraternização é posse e direito de quem?
Será que não é meu direito exibir a foto de alguém que eu gosto e admiro e que foi tirada com o consentimento desse alguém?
Mas e o direito dela de não querer ver a sua foto exibida seja em qual for o lugar ou situação?
Certamente o pedido me magoou muito, pois era uma declaração de amor, mas não é um direito dela?
Eu teria entendido se a foto colocada lá denegrisse a imagem dela ou não valorizasse a pessoa linda que ela é, pois também não gostaria que fizessem isso comigo.
Também fiquei pensando se não seria "pessoal", se ela talvez não quisesse mais a minha amizade, o que também seria um direito dela.
Enfim, chorei muito, mas tirei a foto. Não consigo parar de pensar nisso.
E se todo mundo resolver pedir para ter as suas fotos tiradas dos nossos álbuns e sites?
Quem tem o poder de controlar onde suas fotos estarão ou como serão usadas?
Fico imaginando o que aconteceria se eu tivesse que me livrar de todas as fotos dos homens que amei, que namorei, que fiquei...
ou de todos os amigos que se separaram, que brigaram, que morreram, sei lá...
Não conseguiria viver assim.
Retirei a foto chorando, mas quero protestar. Também é meu direito amar e querer exibir o meu amor e a foto das pessoas que eu amo. Onde fica o meu direito?
Enquanto esperava para ser atendida eu refleti muito sobre algo que aconteceu ontem.
Uma amiga querida me pediu para retirar uma foto dela que eu havia colocado no meu orkut e reclamou que eu não tinha pedido autorização a ela para colocar a foto. Isso me abalou bastante e me fez pensar sobre os limites dos direitos de cada um.
Uma fotografia tirada com o consentimento de todos numa confraternização é posse e direito de quem?
Será que não é meu direito exibir a foto de alguém que eu gosto e admiro e que foi tirada com o consentimento desse alguém?
Mas e o direito dela de não querer ver a sua foto exibida seja em qual for o lugar ou situação?
Certamente o pedido me magoou muito, pois era uma declaração de amor, mas não é um direito dela?
Eu teria entendido se a foto colocada lá denegrisse a imagem dela ou não valorizasse a pessoa linda que ela é, pois também não gostaria que fizessem isso comigo.
Também fiquei pensando se não seria "pessoal", se ela talvez não quisesse mais a minha amizade, o que também seria um direito dela.
Enfim, chorei muito, mas tirei a foto. Não consigo parar de pensar nisso.
E se todo mundo resolver pedir para ter as suas fotos tiradas dos nossos álbuns e sites?
Quem tem o poder de controlar onde suas fotos estarão ou como serão usadas?
Fico imaginando o que aconteceria se eu tivesse que me livrar de todas as fotos dos homens que amei, que namorei, que fiquei...
ou de todos os amigos que se separaram, que brigaram, que morreram, sei lá...
Não conseguiria viver assim.
Retirei a foto chorando, mas quero protestar. Também é meu direito amar e querer exibir o meu amor e a foto das pessoas que eu amo. Onde fica o meu direito?
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Um choro de dor
Eu choro. Eu choro de dor, eu choro por tudo, eu choro porque enquanto o meu mundo está indo por água abaixo as pessoas à minha volta estão tão distantes e tão voltadas para si.
Me sinto tão sozinha e tão decepcionada. Me sinto tão insone, tão inchada, tão fraca, tão sem esperança. É como se eu gritasse e ninguém ouvisse. É como se eu afundasse e estendesse a minha mão, mas ninguém me puxasse.
Eu choro essas lágrimas que queimam o meu rosto, que gravam nomes, palavras, sentimentos, momentos.
A minha avó descansa no quarto dela sem imaginar o que está acontecendo com ela.
A Sophia dorme como uma princesa sem imaginar tudo o que está acontecendo e eu estou segurando sozinha para poupar as pessoas que amo.
Não existe mais PUC, não existe mais estágio, não existe mais trabalho, não existe mais nada.
O Dio dorme no apartamento me acusando de um monte de coisa tão injusta.
Quem sou eu???
Eu vivo para a minha família. Eu existo para a minha família, para os meus amigos.
Todas as vezes que eu estou tendo existência própria algo acontece e eu jogo tudo para o alto.
Dói tanto, está doendo tanto.
Tem tanta coisa acontecendo.
Como é que o Dio pode achar que eu não gostaria de estar no meu apartamento novo, curtindo ele, cozinhando, dormindo na minha cama? Mas eu nunca vou abandonar a minha avó, o meu irmão, a minha irmã, eles são tudo para mim.
Tudo está acontecendo ao mesmo tempo.
Tudo está desmoronando.
Eu preciso tanto, mas tanto do meu dinheiro, mas eu não posso simplesmente chegar para as pessoas que me devem e pedir de volta R$ xx.000,00...
Eu preciso tanto de tanta coisa, mas é a vida...
Um quer que eu largue tudo e só cuide de uma coisa, outros querem que eu não seja amiga das pessoas que são seus "inimigos", outros se afastam cada vez que arrumam uma pessoa nova... Será que eu só sirvo se for conveniente para eles?
Porque as coisas não podem ser como eram com os meus pais? Um grupo de amigos lindo que sobreviveu a tudo, que esteve unido em todos os momentos.
As festas em que todos se reuniam para celebrar juntos, o aniversário de 40 anos do meu pai, os anos-novos na minha casa com tema e tudo...
Será que eu sou uma idealista? Uma boba saudosista?
Eu devo me adaptar a essa realidade com a qual não concordo ou devo lutar pelo que acredito?
Ainda choro e choro muito.
Tento evitar fazer barulho, pois não quero preocupar a vovó e nem acordar a Sophia.
Ela já tem sofrido tanto por causa das minhas brigas com o Diógenes e de tantas outras coisas que tem acontecido. Suas férias foram completamente apagadas por causa dos problemas com a vovó.
Fiquei feliz com a viagem dos meus irmãos, não tenho inveja e nem rancor como os outros pensam. Só fiquei triste pela Sophia que ficou presa para cuidar da vovó junto comigo.
Eu nunca me perdoaria se acontecesse algo com ela por um descuido meu.
É isso que eles não entendem.
É como se eu pudesse, com o meu cuidado, segurar a vida da vovó nas minhas mãos e impedir a morte de levá-la. É como se eu pudesse salvá-la, garantir sua vida, sei lá.
Sei que isso parece pretensioso, mas não é, juro.
Não consigo parar de chorar.
Estou com muita saudade da minha mãe e do meu pai, e do Rene, e dos meus avós...
Estou com muita saudade da Carmen, do Ranz, do Jr, do Romolo, do Hiro, do Chris, da Teresa, da Glória, da Edna, do Fábio, de todo mundo.
Minha madrugada não tem música. Só o som dos pés da vovó se arrastando com o andador para chegar no banheiro e o medo de vê-la cair.
Sinto que nada faz muito sentido hoje em dia.
Qual a motivação? zero
Essa semana eu vou trabalhar essa dor de uma maneira bem arquétipica e profunda: tatuagem... ou melhor, tatuagens...
Essa sou eu...
piercings, tatoos, pinta de fodona e estraçalhada por dentro.
Continuo chorando muito...
Estou muito decepcionada...
Mas de repente isso não é problema de ninguém, né? só meu...
Eu que aprenda a lidar com os caprichos, as manias, as histerias e as qualidades e defeitos das pessoas que eu amo, meus amigos e parentes. Eles com certeza devem achar que estão muito muito muito certos e corretos nas suas atitudes.
Como dizem por aí... o acerto de contas não é comigo, é com o Maestro lá de cima..
e pra não perder a pose....
Foda-se...
Me sinto tão sozinha e tão decepcionada. Me sinto tão insone, tão inchada, tão fraca, tão sem esperança. É como se eu gritasse e ninguém ouvisse. É como se eu afundasse e estendesse a minha mão, mas ninguém me puxasse.
Eu choro essas lágrimas que queimam o meu rosto, que gravam nomes, palavras, sentimentos, momentos.
A minha avó descansa no quarto dela sem imaginar o que está acontecendo com ela.
A Sophia dorme como uma princesa sem imaginar tudo o que está acontecendo e eu estou segurando sozinha para poupar as pessoas que amo.
Não existe mais PUC, não existe mais estágio, não existe mais trabalho, não existe mais nada.
O Dio dorme no apartamento me acusando de um monte de coisa tão injusta.
Quem sou eu???
Eu vivo para a minha família. Eu existo para a minha família, para os meus amigos.
Todas as vezes que eu estou tendo existência própria algo acontece e eu jogo tudo para o alto.
Dói tanto, está doendo tanto.
Tem tanta coisa acontecendo.
Como é que o Dio pode achar que eu não gostaria de estar no meu apartamento novo, curtindo ele, cozinhando, dormindo na minha cama? Mas eu nunca vou abandonar a minha avó, o meu irmão, a minha irmã, eles são tudo para mim.
Tudo está acontecendo ao mesmo tempo.
Tudo está desmoronando.
Eu preciso tanto, mas tanto do meu dinheiro, mas eu não posso simplesmente chegar para as pessoas que me devem e pedir de volta R$ xx.000,00...
Eu preciso tanto de tanta coisa, mas é a vida...
Um quer que eu largue tudo e só cuide de uma coisa, outros querem que eu não seja amiga das pessoas que são seus "inimigos", outros se afastam cada vez que arrumam uma pessoa nova... Será que eu só sirvo se for conveniente para eles?
Porque as coisas não podem ser como eram com os meus pais? Um grupo de amigos lindo que sobreviveu a tudo, que esteve unido em todos os momentos.
As festas em que todos se reuniam para celebrar juntos, o aniversário de 40 anos do meu pai, os anos-novos na minha casa com tema e tudo...
Será que eu sou uma idealista? Uma boba saudosista?
Eu devo me adaptar a essa realidade com a qual não concordo ou devo lutar pelo que acredito?
Ainda choro e choro muito.
Tento evitar fazer barulho, pois não quero preocupar a vovó e nem acordar a Sophia.
Ela já tem sofrido tanto por causa das minhas brigas com o Diógenes e de tantas outras coisas que tem acontecido. Suas férias foram completamente apagadas por causa dos problemas com a vovó.
Fiquei feliz com a viagem dos meus irmãos, não tenho inveja e nem rancor como os outros pensam. Só fiquei triste pela Sophia que ficou presa para cuidar da vovó junto comigo.
Eu nunca me perdoaria se acontecesse algo com ela por um descuido meu.
É isso que eles não entendem.
É como se eu pudesse, com o meu cuidado, segurar a vida da vovó nas minhas mãos e impedir a morte de levá-la. É como se eu pudesse salvá-la, garantir sua vida, sei lá.
Sei que isso parece pretensioso, mas não é, juro.
Não consigo parar de chorar.
Estou com muita saudade da minha mãe e do meu pai, e do Rene, e dos meus avós...
Estou com muita saudade da Carmen, do Ranz, do Jr, do Romolo, do Hiro, do Chris, da Teresa, da Glória, da Edna, do Fábio, de todo mundo.
Minha madrugada não tem música. Só o som dos pés da vovó se arrastando com o andador para chegar no banheiro e o medo de vê-la cair.
Sinto que nada faz muito sentido hoje em dia.
Qual a motivação? zero
Essa semana eu vou trabalhar essa dor de uma maneira bem arquétipica e profunda: tatuagem... ou melhor, tatuagens...
Essa sou eu...
piercings, tatoos, pinta de fodona e estraçalhada por dentro.
Continuo chorando muito...
Estou muito decepcionada...
Mas de repente isso não é problema de ninguém, né? só meu...
Eu que aprenda a lidar com os caprichos, as manias, as histerias e as qualidades e defeitos das pessoas que eu amo, meus amigos e parentes. Eles com certeza devem achar que estão muito muito muito certos e corretos nas suas atitudes.
Como dizem por aí... o acerto de contas não é comigo, é com o Maestro lá de cima..
e pra não perder a pose....
Foda-se...
O pior dos mundos
O pior dos mundos.
A Sophia tapa os ouvidos e cantarola lá lá lá lá lá lá...
Olho para trás e me desespero. Pergunto porque ela está fazendo isso e ela diz que odeio ouvir o Diógenes e eu brigando. Eu já tinha pedido para ele parar justamente por causa dela, mas ele não parou.
Ela não agüenta mais.
Eu não agüento mais.
Ele não agüenta mais.
Qualquer coisa é motivo para briga, qualquer coisa é motivo para crítica e a mudança de comportamento é tão grande que mostra claramente que ele não está mais comprometido com o relacionamento. É como se ele não se importasse mais.
É um momento difícil. Apartamento recém comprado, casamento recém celebrado (tecnicamente não, mas não vem ao caso), tanta coisa que nos prende um ao outro...
A pior separação é a que acontece mesmo existindo amor, amizade, carinho...
Será que uma separação será a única solução?
São 10 anos juntos. Não são 10 dias e, por mais filha da puta que eu tenha sido muitas vezes, eu realmente gosto desse homem.
Kovak ice de maracujá, toblerone, sorvete napolitano, queijo bola...
Mais uma noite sem dormir...
A Sophia tapa os ouvidos e cantarola lá lá lá lá lá lá...
Olho para trás e me desespero. Pergunto porque ela está fazendo isso e ela diz que odeio ouvir o Diógenes e eu brigando. Eu já tinha pedido para ele parar justamente por causa dela, mas ele não parou.
Ela não agüenta mais.
Eu não agüento mais.
Ele não agüenta mais.
Qualquer coisa é motivo para briga, qualquer coisa é motivo para crítica e a mudança de comportamento é tão grande que mostra claramente que ele não está mais comprometido com o relacionamento. É como se ele não se importasse mais.
É um momento difícil. Apartamento recém comprado, casamento recém celebrado (tecnicamente não, mas não vem ao caso), tanta coisa que nos prende um ao outro...
A pior separação é a que acontece mesmo existindo amor, amizade, carinho...
Será que uma separação será a única solução?
São 10 anos juntos. Não são 10 dias e, por mais filha da puta que eu tenha sido muitas vezes, eu realmente gosto desse homem.
Kovak ice de maracujá, toblerone, sorvete napolitano, queijo bola...
Mais uma noite sem dormir...
terça-feira, 29 de julho de 2008
Queria
Duas e meia da manhã e nada de dormir. Kovak ice de maracujá, toblerone, queijo bola e "O virgem de 40 anos" na tv (mas estou trocando o canal).
Tem muita coisa acontecendo...
Peguei os exames da vovó e a coisa não tá boa, o Dio tá dando chilique sem parar por causa de coisa que não vale a pena, eu estou com dificuldades de voltar a estudar, nada está dando certo, nada acontece...
Sinto falta dos meus amigos e de estar com eles e de dar atenção a eles..
Não consigo dar atenção nem a mim mesma.
Não me cuido mais.
Tenho feito um esforço; cortei o cabelo que está caindo como se eu estivesse fazendo quimio, fiz as unhas no salão, fiz as sobrancelhas...
Mas tá foda.
Queria ir pra casa da Teresa encher a cara com ela e morrer de rir um pouco, porque ela é super alto-astral...
Queria deitar no colo da Carmen e chorar porque ela é super mãezona...
Queria ir pra Atibaia e me afundar no sofá da Glória e chorar sem parar madrugada adentro comendo chocolates com ela...
Queria tomar umas ices com o Rô, conversar com o Ranz, dançar com o Junior...
Queria ir até pra puta que pariu se isso me fizesse sentir melhor...
Morro de saudade dos meus irmãos...
A casa fica totalmente vazia sem o Diogo, sem a energia dele...
Queria tanto conversar com a Taís, pedir conselhos...
Três horas da manhã...
Acho que vou de dormonid mesmo... tá foda... não durmo há noites...
Tem muita coisa acontecendo...
Peguei os exames da vovó e a coisa não tá boa, o Dio tá dando chilique sem parar por causa de coisa que não vale a pena, eu estou com dificuldades de voltar a estudar, nada está dando certo, nada acontece...
Sinto falta dos meus amigos e de estar com eles e de dar atenção a eles..
Não consigo dar atenção nem a mim mesma.
Não me cuido mais.
Tenho feito um esforço; cortei o cabelo que está caindo como se eu estivesse fazendo quimio, fiz as unhas no salão, fiz as sobrancelhas...
Mas tá foda.
Queria ir pra casa da Teresa encher a cara com ela e morrer de rir um pouco, porque ela é super alto-astral...
Queria deitar no colo da Carmen e chorar porque ela é super mãezona...
Queria ir pra Atibaia e me afundar no sofá da Glória e chorar sem parar madrugada adentro comendo chocolates com ela...
Queria tomar umas ices com o Rô, conversar com o Ranz, dançar com o Junior...
Queria ir até pra puta que pariu se isso me fizesse sentir melhor...
Morro de saudade dos meus irmãos...
A casa fica totalmente vazia sem o Diogo, sem a energia dele...
Queria tanto conversar com a Taís, pedir conselhos...
Três horas da manhã...
Acho que vou de dormonid mesmo... tá foda... não durmo há noites...
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Os passos que damos...
Os passos que damos...
Até onde vai minha responsabilidade com as coisas que acontecem comigo e com o mundo?
Estou morrendo de saudade dos meus irmãos.
A casa fica tão vazia sem os risos, sem a porradaria, sem a bagunça.
Achei umas fotos antigas.
Ontem mal consegui dormir, queria tomar umas, queria bater um papo, queria pintar os olhos e sair por aí.
Todo mundo estava em algum lugar fazendo alguma coisa. Eu estava deitada em casa com a Sophia do meu lado.
Olho e admiro. Ela está cada dia mais linda, cada dia mais espetacular.
Estou aqui escrevendo no laptop e ela vem, toda sapeca, me tasca um beijo estalado na bochecha e mostra a arte que está aprontando.
Devo estar com menopausa precoce, rsrsrsrsrsrsrs
Sinto um calor que sobe por dentro e toma conta de mim... rsrsrsrsrsrs
Será que estou com tesão? MUITO tesão?
Estou organizando a viagem pra levar a Sophia pra Disney. Agendei o passaporte e estou pesquisando preços. Ela vai amar.
Eu queria ir à Europa. Não rola grana pra isso.
Recebi uma resposta à um email que mandei que me fez chorar. Meu querido Chris respondeu um email sobre amizade que eu mandei. Eu sei os amigos que tenho.....
Acabei de receber o exame de sangue da vovó. Estou chorando. Tenho que dar um tempo.
Até onde vai minha responsabilidade com as coisas que acontecem comigo e com o mundo?
Estou morrendo de saudade dos meus irmãos.
A casa fica tão vazia sem os risos, sem a porradaria, sem a bagunça.
Achei umas fotos antigas.
Ontem mal consegui dormir, queria tomar umas, queria bater um papo, queria pintar os olhos e sair por aí.
Todo mundo estava em algum lugar fazendo alguma coisa. Eu estava deitada em casa com a Sophia do meu lado.
Olho e admiro. Ela está cada dia mais linda, cada dia mais espetacular.
Estou aqui escrevendo no laptop e ela vem, toda sapeca, me tasca um beijo estalado na bochecha e mostra a arte que está aprontando.
Devo estar com menopausa precoce, rsrsrsrsrsrsrs
Sinto um calor que sobe por dentro e toma conta de mim... rsrsrsrsrsrs
Será que estou com tesão? MUITO tesão?
Estou organizando a viagem pra levar a Sophia pra Disney. Agendei o passaporte e estou pesquisando preços. Ela vai amar.
Eu queria ir à Europa. Não rola grana pra isso.
Recebi uma resposta à um email que mandei que me fez chorar. Meu querido Chris respondeu um email sobre amizade que eu mandei. Eu sei os amigos que tenho.....
Acabei de receber o exame de sangue da vovó. Estou chorando. Tenho que dar um tempo.
domingo, 27 de julho de 2008
Êxtase
O êxtase também pode ser solitário...
O momento às vezes é só seu...
E, sozinha, não existe limite... não existe tempo... não existe não
Somente a imaginação.
O êxtase solitário também pode ser clímax...
O clímax dos Deuses que somos nós...
Donos do nosso próprio momento,
do nosso próprio tempo...
O êxtase também pode ser êxtase.
e solitário,
e clímax,
e bom,
encontro com os Deuses.
Baco é meu anfitrião.
Isso diz tudo.
O momento às vezes é só seu...
E, sozinha, não existe limite... não existe tempo... não existe não
Somente a imaginação.
O êxtase solitário também pode ser clímax...
O clímax dos Deuses que somos nós...
Donos do nosso próprio momento,
do nosso próprio tempo...
O êxtase também pode ser êxtase.
e solitário,
e clímax,
e bom,
encontro com os Deuses.
Baco é meu anfitrião.
Isso diz tudo.
Luxúria
Nada a interessa, nada a estimula a sair desse pequeno mundo. O quarto, embora pequeno e modesto, parece grande demais para conter tudo o que ela está sentindo. O seu mundo agora é isso tudo que ela está sentindo.
Seu corpo clama por alguém.
Seu corpo inflama tudo ao redor com o calor e a energia da procura.
Como uma meditação orientada, toda a energia do poder e da chama (seja lá qual for a cor) penetra seu corpo, seu espírito, sua essência.
Sua mente, porém, medita apenas sexo, loucura, luxúria, prazer, devassidão.
Cansada de esperar por alguém que não vem ela levanta e decidi ir atrás da única coisa que poderá aliviar o que sente.
Pensa nos animes japoneses, pensa nas histórias sensuais que já leu.
Veste uma calcinha de renda vermelha, escolhe um espartilho condizente com suas intenções, desiste da meia calça 7/8 que só atrapalharia a logística do que pretende e calça seus saltos mais altos - extensão dos seus pés.
Pensa em várias roupas, mas desiste. Escolhe apenas um sobretudo fácil de despir e borrifa seu Poison Christian Dior. Poison. Nome perfeito - veneno. Quem será envenenado? Quem será o sortudo que encontrará essa mulher desesperada por um pouco de sexo selvagem, casual e desesperado.
Encobre os olhos com bastante lápis preto, como uma Cleópatra contemporânea e espalha a sombra que a torna mais misteriosa, enigmática e perigosa do que já é.
Sente os lábios com os dedos enquanto espalha o batom cor de sangue, cor de promessas, macios, voluptuosos, bem desenhados e profissionais na arte de sorver o que escolhe.
Acaricia cada parte do corpo com seu Victoria's secrets Hot e bagunça o cabelo com fúria.
Respira profundamente já sentindo o poder que emana da sua figura.
Nada de jóias.Algemas de cetim de cor pink com renda preta. Coleira de cetim preta. Faixa preta de cetim para os olhos da vítima. Sorri. Vítima sortuda.
As longas unhas pintadas de preto e vinho.
Admira suas tatuagens como símbolos de seu espírito selvagem. Sorri.
A idade modificou um pouco o seu corpo, mas não a sua alma, não a sua ânsia, não o seu desejo.
Toca os mamilos e agradece a Deus os lindos e fartos seios que tem.
Bebe uma, duas, três vodkas ice.
Até o momento ela só está vivendo um pouco de "sexo". Imagina quando começar a devassidão.
Pensa onde irá.
Sente que está excitada, sente aquele calor conhecido, dentro, latente.
O tempo urge.
O corpo clama.
A alma inflama.
Resta achar alguém.
Ou terminar sozinha o que começou.
Ela não se importa.
Sozinha ela pode mais. Acompanhada eles podem menos.
Sorri.
Porque não ter um pouco dos dois?
Seu corpo clama por alguém.
Seu corpo inflama tudo ao redor com o calor e a energia da procura.
Como uma meditação orientada, toda a energia do poder e da chama (seja lá qual for a cor) penetra seu corpo, seu espírito, sua essência.
Sua mente, porém, medita apenas sexo, loucura, luxúria, prazer, devassidão.
Cansada de esperar por alguém que não vem ela levanta e decidi ir atrás da única coisa que poderá aliviar o que sente.
Pensa nos animes japoneses, pensa nas histórias sensuais que já leu.
Veste uma calcinha de renda vermelha, escolhe um espartilho condizente com suas intenções, desiste da meia calça 7/8 que só atrapalharia a logística do que pretende e calça seus saltos mais altos - extensão dos seus pés.
Pensa em várias roupas, mas desiste. Escolhe apenas um sobretudo fácil de despir e borrifa seu Poison Christian Dior. Poison. Nome perfeito - veneno. Quem será envenenado? Quem será o sortudo que encontrará essa mulher desesperada por um pouco de sexo selvagem, casual e desesperado.
Encobre os olhos com bastante lápis preto, como uma Cleópatra contemporânea e espalha a sombra que a torna mais misteriosa, enigmática e perigosa do que já é.
Sente os lábios com os dedos enquanto espalha o batom cor de sangue, cor de promessas, macios, voluptuosos, bem desenhados e profissionais na arte de sorver o que escolhe.
Acaricia cada parte do corpo com seu Victoria's secrets Hot e bagunça o cabelo com fúria.
Respira profundamente já sentindo o poder que emana da sua figura.
Nada de jóias.Algemas de cetim de cor pink com renda preta. Coleira de cetim preta. Faixa preta de cetim para os olhos da vítima. Sorri. Vítima sortuda.
As longas unhas pintadas de preto e vinho.
Admira suas tatuagens como símbolos de seu espírito selvagem. Sorri.
A idade modificou um pouco o seu corpo, mas não a sua alma, não a sua ânsia, não o seu desejo.
Toca os mamilos e agradece a Deus os lindos e fartos seios que tem.
Bebe uma, duas, três vodkas ice.
Até o momento ela só está vivendo um pouco de "sexo". Imagina quando começar a devassidão.
Pensa onde irá.
Sente que está excitada, sente aquele calor conhecido, dentro, latente.
O tempo urge.
O corpo clama.
A alma inflama.
Resta achar alguém.
Ou terminar sozinha o que começou.
Ela não se importa.
Sozinha ela pode mais. Acompanhada eles podem menos.
Sorri.
Porque não ter um pouco dos dois?
sexta-feira, 25 de julho de 2008
De onde estou
De onde estou eu vejo a vida passar. O tempo crava suas garras sobre mim e não há como fugir. Não posso me entregar, apenas tento encontrar uma maneira de viver com isso da melhor maneira possível. Não tenho medo do tempo, tenho medo da limitação que o tempo pode impor. De onde estou vejo a tristeza. O fardo de tanta dor e tanta perda pesa sobre minhas costas. Não posso cair, não vou cair. Tenho que respirar, suportar e levantar. Quem eu perdi não volta mais, o que sofri ficou para trás. Preciso me livrar desse fardo, desse peso que me corta as pernas, os braços, que me corta o coração e me impede de viver tudo o que é leve e que é bom. Eu quero amar, quero voar, quero levemente ser.
De onde estou eu vejo a culpa punir. O remorso, a mágoa, a autocrítica, e toda miserável sensação que acompanha a culpa me empurram contra a parede e pisam sobre mim. Abaixo a cabeça, choro, uivo. Não importa o que tenha acontecido a culpa é minha. Não importa quem sofra fui eu que causei o sofrimento. Sinto como se fosse a causa de todo o sofrimento do mundo e isso bloqueia meus passos. Quem mais sofre sou eu. A auto-punição me flagela e me mutila. Meu corpo é um palco de auto-flagelação. Preciso me apresentar em outros palcos. Chega de tanta dor.
Eu fujo.
Eu corto o cabelo que está caindo em tufos e tufos, eu faço as unhas que quebram à toa e que mostram como eu me trato, eu faço as sobrancelhas que pareciam cortinas sobre os meus olhos, eu me depilo, eu mudo a dieta, eu corro, eu arrumo a casa, faço faxina, organizo, eu limpo, eu tento...
Eu vejo o tempo. Me engolindo, me pressionando, me mostrando, me questionando.
Aborto espontâneo, cabelos caindo, unhas quebrando, ar faltando...
O corpo fala.
De onde estou eu vejo o corpo falando.
De onde estou eu me vejo e me pergunto: viver ou morrer? escolha simples e objetiva.
De onde estou eu vejo o futuro e o futuro é bom.
De onde estou eu vejo a culpa punir. O remorso, a mágoa, a autocrítica, e toda miserável sensação que acompanha a culpa me empurram contra a parede e pisam sobre mim. Abaixo a cabeça, choro, uivo. Não importa o que tenha acontecido a culpa é minha. Não importa quem sofra fui eu que causei o sofrimento. Sinto como se fosse a causa de todo o sofrimento do mundo e isso bloqueia meus passos. Quem mais sofre sou eu. A auto-punição me flagela e me mutila. Meu corpo é um palco de auto-flagelação. Preciso me apresentar em outros palcos. Chega de tanta dor.
Eu fujo.
Eu corto o cabelo que está caindo em tufos e tufos, eu faço as unhas que quebram à toa e que mostram como eu me trato, eu faço as sobrancelhas que pareciam cortinas sobre os meus olhos, eu me depilo, eu mudo a dieta, eu corro, eu arrumo a casa, faço faxina, organizo, eu limpo, eu tento...
Eu vejo o tempo. Me engolindo, me pressionando, me mostrando, me questionando.
Aborto espontâneo, cabelos caindo, unhas quebrando, ar faltando...
O corpo fala.
De onde estou eu vejo o corpo falando.
De onde estou eu me vejo e me pergunto: viver ou morrer? escolha simples e objetiva.
De onde estou eu vejo o futuro e o futuro é bom.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Minha família
Estava pensando em tudo o que está acontecendo e tentando ver o lado positivo. Nunca vi minha família mais unida, nunca me senti mais parte de algo como agora. Amo meu irmão e minha irmã, e nunca tinha me sentido tão unida a eles como nos últimos tempos. Sem eles não sou ninguém. Fico preocupada, tenho vontade de proteger, de dar colo, de cuidar deles. Me sinto bem irmã mais velha mesmo, mas é engraçado ver como são eles que, no final das contas, tomam conta de mim.
Meu irmão se tornou um homem tão lindo, tão trabalhador, tão honrado e digno. E minha irmã é incomparável, é maravilhosa, forte, decidida, bem sucedida.
Tenho orgulho da nossa família.
Apesar de todas as porradas nós conseguimos continuar em pé.
Nunca deixarei que nós nos separemos. A vovó é o centro dessa família, mas quando ela se for eu vou garantir que nossa família se mantenha unida e junta.
Rezo para comemorar o aniversário de 100 anos da vovó.
Ela ama viver, apesar de tudo. Ela ama as bisnetas, ama a Sophia, ama a nossa família e se sente tão feliz sendo a matriarca.
O aniversário dela está chegando.
E o do meu irmão.
30 anos.
Quem diria! Me sinto uma idosa. Ainda vejo ele aprontando pelo condomínio, correndo feito uma espoleta, deixando todos de cabelo em pé.
Meu irmão se tornou um homem tão lindo, tão trabalhador, tão honrado e digno. E minha irmã é incomparável, é maravilhosa, forte, decidida, bem sucedida.
Tenho orgulho da nossa família.
Apesar de todas as porradas nós conseguimos continuar em pé.
Nunca deixarei que nós nos separemos. A vovó é o centro dessa família, mas quando ela se for eu vou garantir que nossa família se mantenha unida e junta.
Rezo para comemorar o aniversário de 100 anos da vovó.
Ela ama viver, apesar de tudo. Ela ama as bisnetas, ama a Sophia, ama a nossa família e se sente tão feliz sendo a matriarca.
O aniversário dela está chegando.
E o do meu irmão.
30 anos.
Quem diria! Me sinto uma idosa. Ainda vejo ele aprontando pelo condomínio, correndo feito uma espoleta, deixando todos de cabelo em pé.
Mais uma noite no hospital - saudade das amigas
Mais uma noite no hospital. Sophia está mais calma e está fazendo reforço no colégio por causa das muitas faltas que teve nesse semestre. A Juju está com ela. Apesar de estar mais calma por ver a vovó melhorando, ainda estou com medo. Os médicos não param de fazer exames e não chegam a nenhuma conclusão.
Queria tanto colo. O colo da Glória, o colo da Teresa (sinto tanta falta da Teresa), o colo dessas amigas e amigos que eu amo tanto.
Estou me sentindo tão fraca.
A noite parece demorar anos para passar aqui no hospital.
A vovó dorme como um bebê, pois pedi para darem rivotril para ela. Isso tem ajudado ela a descansar pelo menos.
Eu não estou podendo tomar nada para dormir ou relaxar. Tem sido pauleira.
Hospital>trabalho, trabalho>hospital. Fins de semana corridos tentando dar conta da minha casa, fazendo compras, preparando comida, arrumando a casa, organizando tudo.
Tanta coisa acontecendo.
Quero o carinho da minha madrinha Socorro e a tranquilidade que sinto em sua casa.
Quero ouvir a risada da Teresa e me divertir vendo a bagunça que nós fazemos.
Quero deitar no sofá da Glória e chorar noite e madrugada adentro.
E se eu estiver grávida mesmo?
Quero encher a cara, mas preciso ter certeza.
E se eu estiver grávida mesmo?
Sem grana, cheia de problemas.
Quero minha avó cheia de saúde novamente.
Queria tanto colo. O colo da Glória, o colo da Teresa (sinto tanta falta da Teresa), o colo dessas amigas e amigos que eu amo tanto.
Estou me sentindo tão fraca.
A noite parece demorar anos para passar aqui no hospital.
A vovó dorme como um bebê, pois pedi para darem rivotril para ela. Isso tem ajudado ela a descansar pelo menos.
Eu não estou podendo tomar nada para dormir ou relaxar. Tem sido pauleira.
Hospital>trabalho, trabalho>hospital. Fins de semana corridos tentando dar conta da minha casa, fazendo compras, preparando comida, arrumando a casa, organizando tudo.
Tanta coisa acontecendo.
Quero o carinho da minha madrinha Socorro e a tranquilidade que sinto em sua casa.
Quero ouvir a risada da Teresa e me divertir vendo a bagunça que nós fazemos.
Quero deitar no sofá da Glória e chorar noite e madrugada adentro.
E se eu estiver grávida mesmo?
Quero encher a cara, mas preciso ter certeza.
E se eu estiver grávida mesmo?
Sem grana, cheia de problemas.
Quero minha avó cheia de saúde novamente.
sábado, 12 de julho de 2008
Vovó Hélia no hospital
Ao meu lado a vovó geme sem parar. O médico está preocupado e acha que ela talvez tenha câncer. Estou apavorada. O cansaço é devastador, já são praticamente 3 noites sem dormir, estou trabalhando como um robô e tento manter o bom humor e a alegria perto dela. Não quero que ela saiba se estiver com câncer, não quero que ela morra triste e "doente".
Vovó não consegue achar nenhuma posição que a deixe confortável na cama, e geme sem parar. Ela acha que ainda está no hospital porque precisa melhorar "da coluna".
O meu plano de melhorar a minha alimentação e a minha rotina foi pro caralho. Numa situação dessas eu nunca consigo ficar longe de toneladas de chocolate e junk food.
Sophia chora de saudade. De mim, da bisavó que ela ama tanto. Quer dormir juntinho comigo e chora pois vou passar mais uma noite no hospital. As noites são minhas, as tardes do Diogo, as manhãs são minhas também.
Madrugadas acordada, mudando a posição da vovó de 15 em 15 minutos, comendo besteiras, vendo tv e sentindo aquele medo de olhar para o lado e ver um corpo inerte.
De quem será essa derradeira missão difícil?
Eu segurei o corpo inerte da mamãe, que faleceu meditando ao meu lado; da vovó Ricardina, minutos antes de ser "preparada" depois de sua morte no hospital. Será que passarei por isso de novo?
O destino é irônico. Logo eu, que sempre briguei com a vovó e troquei insultos terríveis com ela, sou a pessoa que mais se aproximou dela depois de "crescer". Preciso tanto dela. Não sei o que vai ser da minha vida sem ela.
O meu cabelo tem caído em chumaços imensos e estou com a aparência de uma senhora que está ficando careca. Minha pele está horrível.
Estamos há dias nesse hospital sem previsão de saída.
Odeio ver a vovó sofrer. Isso está me matando. E se for mesmo câncer?
Vovó não consegue achar nenhuma posição que a deixe confortável na cama, e geme sem parar. Ela acha que ainda está no hospital porque precisa melhorar "da coluna".
O meu plano de melhorar a minha alimentação e a minha rotina foi pro caralho. Numa situação dessas eu nunca consigo ficar longe de toneladas de chocolate e junk food.
Sophia chora de saudade. De mim, da bisavó que ela ama tanto. Quer dormir juntinho comigo e chora pois vou passar mais uma noite no hospital. As noites são minhas, as tardes do Diogo, as manhãs são minhas também.
Madrugadas acordada, mudando a posição da vovó de 15 em 15 minutos, comendo besteiras, vendo tv e sentindo aquele medo de olhar para o lado e ver um corpo inerte.
De quem será essa derradeira missão difícil?
Eu segurei o corpo inerte da mamãe, que faleceu meditando ao meu lado; da vovó Ricardina, minutos antes de ser "preparada" depois de sua morte no hospital. Será que passarei por isso de novo?
O destino é irônico. Logo eu, que sempre briguei com a vovó e troquei insultos terríveis com ela, sou a pessoa que mais se aproximou dela depois de "crescer". Preciso tanto dela. Não sei o que vai ser da minha vida sem ela.
O meu cabelo tem caído em chumaços imensos e estou com a aparência de uma senhora que está ficando careca. Minha pele está horrível.
Estamos há dias nesse hospital sem previsão de saída.
Odeio ver a vovó sofrer. Isso está me matando. E se for mesmo câncer?
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Urso
Nada como o teu cheiro
de madrugada, um urso dormindo,
eu fogueando, nem indo nem vindo,
eu só metade e você inteiro.
Um aconchego nesse seu calor,
um tanto de gente, um pouco meu ninho,
imensa, intensa, nesse meu pouquinho
de dois, um, um ardor.
Deitada nesse pedaço do peito,
as batidas do seu coração,
eita, cantigas! Ai, que canção!
Desconcentro no lado direito.
Acerto no lado errado,
o alvo se perde nos pêlos,
gatinha brinco nos novelos,
o fim ver você acordado.
de madrugada, um urso dormindo,
eu fogueando, nem indo nem vindo,
eu só metade e você inteiro.
Um aconchego nesse seu calor,
um tanto de gente, um pouco meu ninho,
imensa, intensa, nesse meu pouquinho
de dois, um, um ardor.
Deitada nesse pedaço do peito,
as batidas do seu coração,
eita, cantigas! Ai, que canção!
Desconcentro no lado direito.
Acerto no lado errado,
o alvo se perde nos pêlos,
gatinha brinco nos novelos,
o fim ver você acordado.
Supermercado e dieta
Uma nova tentativa. Supermercado, meia-noite, sozinha. R$ 150,00 em roupas (dá pra acreditar que alguém vai comprar roupas no supermercado na virada da madrugada ???), R$ 200,00 na nova tentativa: broto de alfafa, alface, laranjas, maçãs, cheiro verde, cenouras, etc.
Tudo bem, eu confesso que no meio tinha um pote de sorvete napolitano da kibon, mas veja o lado bom: era napolitano, era da kibon e não comprei a calda de morango, isso significa uma pequena melhora no meu obsessivo compulsivo e nem comprei chocolate toblerone.
Claro que tinha umas garrafas de ice de maracujá, não nego, mas tinha uma caixa de granola!
A idéia é comer em casa mesmo que com poeira, já que o filho-da-puta do cara não terminou a porra da obra - mas o prazo dele é até amanhã, finalizada ou não.
Levei a Sophia no pronto-socorro, mas é só MAIS UMA virose. E muito drama de filha de Tatiana, dengosa, manhosa e dramática.
Nada de sexo (pelo menos com outra pessoa).
Nada de nada.
Tédio total.
Sacanagem sozinha não tem a mesma graça, apesar de levar ao mesmo objetivo.
Cadê você? Você sumiu. Você sabe que eu estou falando de você, meu amor das madrugadas loucas e das ices compartilhadas. Na praia, no carro, na cozinha, na varanda, ou na casa de um dos dois... hahahahahahahaha
Preciso fazer algo bem doido ou vou enlouquecer.
Falar de supermercado e dieta na madrugada é sinal do fim dos tempos pra mim.
Acho que vou fazer sacanagem sozinha... hahahaha
tchauuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu
Tudo bem, eu confesso que no meio tinha um pote de sorvete napolitano da kibon, mas veja o lado bom: era napolitano, era da kibon e não comprei a calda de morango, isso significa uma pequena melhora no meu obsessivo compulsivo e nem comprei chocolate toblerone.
Claro que tinha umas garrafas de ice de maracujá, não nego, mas tinha uma caixa de granola!
A idéia é comer em casa mesmo que com poeira, já que o filho-da-puta do cara não terminou a porra da obra - mas o prazo dele é até amanhã, finalizada ou não.
Levei a Sophia no pronto-socorro, mas é só MAIS UMA virose. E muito drama de filha de Tatiana, dengosa, manhosa e dramática.
Nada de sexo (pelo menos com outra pessoa).
Nada de nada.
Tédio total.
Sacanagem sozinha não tem a mesma graça, apesar de levar ao mesmo objetivo.
Cadê você? Você sumiu. Você sabe que eu estou falando de você, meu amor das madrugadas loucas e das ices compartilhadas. Na praia, no carro, na cozinha, na varanda, ou na casa de um dos dois... hahahahahahahaha
Preciso fazer algo bem doido ou vou enlouquecer.
Falar de supermercado e dieta na madrugada é sinal do fim dos tempos pra mim.
Acho que vou fazer sacanagem sozinha... hahahaha
tchauuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu
Fechadura
Existem pessoas que entraram na minha vida para marcar e nunca mais sairam do meu coração ou da minha cabeça. Existe esse amor que não tem explicação e como um objeto estranho identificado permanece dentro de mim. Existe esse coração que pulsa pelo mundo, que pulsa pelo companheiro, pela filha, pelos irmãos, pela avó, que pulsa por quem já se foi, que pulsa por você, e que pulsa, pulsa, pulsa, sem esquecer.
Não existe chave mágica para essa fechadura.
Todas as chaves são certas e todas as chaves são erradas, já que elas não podem, juntas, abrir essa fechadura.
Essa fechadura que espera eternamente pelo encontro de todas as chaves.
Não existe chave mágica para essa fechadura.
Todas as chaves são certas e todas as chaves são erradas, já que elas não podem, juntas, abrir essa fechadura.
Essa fechadura que espera eternamente pelo encontro de todas as chaves.
Violão
Um pouco de nós, um pouco de mim
cordas que tocam, e me tocam,
me amarram e me juntam,
teus dedos, tuas notas, tua mão.
Meu corpo, teu violão,
a música que participa,
não precipita tua voz,
reflexo do teu corpo, em meus ouvidos.
Toca, canta, encanta,
mesmo longe eu sou sua,
mesmo longe, posso estar nua,
para teus dedos, tuas notas,
eu, teu violão.
cordas que tocam, e me tocam,
me amarram e me juntam,
teus dedos, tuas notas, tua mão.
Meu corpo, teu violão,
a música que participa,
não precipita tua voz,
reflexo do teu corpo, em meus ouvidos.
Toca, canta, encanta,
mesmo longe eu sou sua,
mesmo longe, posso estar nua,
para teus dedos, tuas notas,
eu, teu violão.
terça-feira, 1 de julho de 2008
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