quarta-feira, 16 de abril de 2008

Paulo Coelho

Fazia tempo que eu não ouvia falar do Paulo Coelho, e estava pensando nisso quando dei de cara com uma foto dele no segundo caderno do jornal O Globo brincando de arco e flecha dentro do apartamentozinho dele em... Paris.
Ele vai comemorar os 20 anos do livro "O Alquimista" . Puta merda! eu tô velha pra caralho...
E está lançando a biografia dele. Sabe quem é o autor?
Fernando Morais.
Bom escritor, ou não, o filho da puta merece tudo isso! O cara consegue coisas incríveis... com um material tão... tão... medíocre.
Eu é que sou uma imbecil...
se já tivesse feito pacto com o Diabo junto com o Raul ou coisa parecida já estaria milionária...
hahhaahaha

terça-feira, 15 de abril de 2008

Bipolar

Todo bipolar é risco de vida e de morte. Certeza de incerteza e incerteza da certeza.
Sofrimento em cada segundo e um pouco de alegria pra variar.
Não saber porque saber é certo. Nada é certo.
Todo bipolar é incerto.
Mas, incerta é a vida, ou não é?

Cinza e corada

As ruas da cidade pareciam vazias, pareciam perfeitas. As ruas pareciam o eco em sua mente e o desejo do anonimato. Seus olhos não buscavam, apenas contemplavam aquilo tudo que era só seu: o nada, o silêncio, o vazio, a ausência. Desejava o máximo de ausência possível. Nada  mais bastava.
Sentiu vontade de dançar, girar pelas ruas, abrir os braços como Cristo e agitar no ar a sua felicidade por tudo o que não era.
Deitou no asfalto como se todos os carros do mundo tivessem sumido da face da Terra. Cruzou as pernas e os braços e olhou o céu - nublado. Lindas nuvens, linda brisa de chuva, lindo cinza que coloria tudo exatamente como dentro dela.
Tudo cinza. Cinza. Cinza.
Não tinha ontem, não tinha agora e não tinha amanhã. Não tinha nada, somente o não ter e não ser.
Sem amigos, sem vida, sem sentido, sem morte. Viva.
Infelizmente não estava cinza como o céu. Estava corada.
Levantou e voltou a andar. Não tinha mesmo para onde ir.
Não desejava absolutamente nada.
Não tinha planos.
Isso fazia da vida dela o que?
Fazia dela o que?
Nem essa resposta tinha.

Vinho

Hoje estou numa noite de vinho, mas não estou bebendo vinho. Nunca pensei que falaria isso, mas eu não tenho conseguido beber nada. Lá no fundo sinto uma vontade como sentia antes, mas na prática não consigo beber nem um golinho de vinho. O que será isso? Estou modificada por causa da idade, da maturidade (?), ou aconteceu alguma mudança bioquímica dentro de mim que eu não vi conscientemente?
Agora, nesse momento pós-coito (hahahaha), eu gostaria de beber uma garrafa de vinho (eu sinto isso lá no fundo, dentro de mim), mas só de pensar no gosto meu estômago revira...  alguém que me conhece profundamente ao ler isso vai pensar que estou falando de outra pessoa (hahahaha).
O que está mudando, ou mudou, em mim que eu não consegui acompanhar e não percebi?
Onde estou eu que não me acho?

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Contos insólitos da dengue III

A questão é válida. Como é possível sermos vencidos em pleno séc. 21 por um mero mosquitinho tropical?
Não estamos sendo vencidos pelo mosquitinho, as pessoas não percebem isso.
Estamos sendo vencidos pela ignorância humana.
Não é o mosquitinho que mata a gente, nem a doença (de uma certa maneira).
O que mata a gente são os médicos que nos mandam de volta para casa sem fazer exame de sangue e diagnosticando virose... a maioria das crianças que morreram passaram por um bom hospital e por atendimento antes de morrer... uma delas morreu depois de ser atendida na triagem, ficar mais duas horas na fila de espera, de um hospital particular conceituado que é o mais famoso da região onde fica o meu novo apt, jacarepagua. Outra morreu depois de ser diagnosticada com virose (não ter feito exame de sangue) no Prontobaby da tijuca.
O que mata são os milhares de imbecis que não cuidam das suas coisas... suas caixas d'água, suas plantas, seus pneus, suas piscinas, baldes e banheiras...
O que mata são os orgãos de fiscalização que não verificam terrenos e casas abandonadas, carros abandonados, piscinas cheias de água parada há meses, anos... em locais que deixaram de morar pessoas...
O que mata é um pai, uma mãe, economizar uns trocados para comprar produtos contra mosquitos... colocar uma calça nos filhos, verificar as condições dos locais onde os filhos frequentam e conversar com os outros responsáveis...
Dia 31/03/2008 eu fui no condomínio Parque das Rosas comer no El Pallomar para comemorar o aniversário da minha cunhada. Sentamos perto de um chafariz desativado com água parada. Questionamos o garçom que disse que a água era trocada regularmente e que o chafariz era cuidado. Ainda brincamos dizendo que com certeza haveriam mosquitos da dengue no Rosas. Brincadeira ou não, coincidência ou não, logo depois eu estava com dengue. Pode ter sido ou não ali, nunca saberei.
Qualquer lugar é arriscado.
Cuido da Sophia, cuido do Dio, mas sempre esqueço de me cuidar.
Ela passa off kids antes da escola, durante e depois. Ela passa o dia todo e até na hora de dormir. Borrifamos repelente no quarto todo. Dormimos com a janela fechada, entre outros cuidados possíveis.
Somente agora começaram a anunciar o perigo de hepatite e sobrecarga do fígado em virtude do uso do tylenol para o tratamento da dengue.
Eu tomei 8 comprimidos de tylenol.
O médico falou que mais um ou dois e o meu fígado não teria suportado. Tomei tylenol a minha vida toda.
Bebi feito uma jagunça cachaceira e nunca tive nada no fígado.
Não ia morrer de dengue... ia morrer de hepatite descoberta e causada por causa da porra da dengue.
Não morri de porra nenhuma. Só de desgosto e vergonha.
Em pleno séc. 21 não ia ser um mosquitinho que ia me matar.
Ia ser esse espírito de ignorância, esse defeito de brasileiro (eu sou a mais patriota de todas mas isso realmente é coisa de brasileiro... nem terceiro mundo é assim!) de não cuidar das suas coisas, de não valorizar, de não brigar com o governo pelos direitos e de não correr atrás do que é certo...
Estou bem melhor...
E cada dia mais puta.
Valeu a pena pelo médico gostoso ruivinho.... o Ranz melhorado (muiiiitooooooooooooooo melhorado)....
Mas, imagina morrer de dengue em pleno séc. 21?
Eu merecia um fim mais digno da minha história, né?


Contos insólitos da dengue II

Então estou eu estrebuchando de dengue no Barra Dor...
Aquele médico exageradamente delicado e calmo...
aquele enfermeiro exageradamente simpático e "alegre"...
Hora de ir fazer a ultrassonografia de fígado.
Tira da cadeirinha de ver tv reclinável e gostosa, põe na cadeira de rodas, cuidado com o soro, cuidado com a veia, cuidado com a chata que já tá de saco cheio...
vira daqui, vira de lá, entra no elevador, anda de elevador, sai do elevador...
um frio filho da puta, o casaco não entra no braço por causa do acesso venal, o enfermeiro alegre nunca lembrou de me dar a manta que eu pedi assim que entrei...
me encostam em qualquer canto.
Uma senhora de boa aparência aguarda algum exame também e puxa papo (aqueles papos onde os olhos procuram qualquer lugar para não se encontrar)
Um senhor bem bem bem velhinho passa numa maca e eu penso que ele já deve estar fazendo a "ronda da despedida" porque ele tá bem acabadinho já...
A cadeira de rodas mexe e me levam para a sala do exame. Deito na cama. Aguardo.
Ps: Aguardo com o Diógenes olhando para a minha cara, pois tinha até me esquecido que ele estava ali.
Cena de comercial de filme de amor e desejo: toca uma música de fundo que só eu ouvia, piscam umas luzinhas de fadinha que só eu via, tudo some e ficam somente eu e o médico.
O médico.
Ele é LINDO.
Não é muito alto (mas eu também não sou), é um louro puxado para ruivo, olhos claros mas imperceptivelmente claros, barba rala e rente, bem ruiva, magro, dentes lindos, sorriso lindo...
Inicialmente pensei que era o Ranz, mas era o Ranz infinitamente melhorado...
O Ranz puxa pro alemão, né? O médico puxa pra europeu mas um europeu tipo tcheco (???)... holandês (???)... germâniico (???)... sei lá... ele é lindo.
Me diz um oi baixinho, delicioso, como aqueles ditos ao pé do ouvido...
Arruma minha roupa para o exame... hummmmmm
Sobe a blusa... meu sutiã rendado e up-breast aparece e não me deixa na mão.
Abaixa a calça... hummmmmm  ótimo, eu já estava magra, emagreci mais com a dengue, a calcinha faz conjunto com o sutiã e também é linda (que ironia, foi o Dio que deu)...
Caio na real - lembrei que o Dio estava ali e presenciando tudo. Voltemos à cena.
Abaixa a calça. Joga o gel na minha barriga. Dou um gritinho nervoso (ele dá um risinho nervoso e pede desculpas, mas diz que é gelado assim mesmo). Sinto aquele friiioooooooooo
na barriga (por causa do gel, tá?) e ele sorrindo e me olhando nos olhos.
É amor à primeira vista. Para ambos. Meus cílios sorriem para ele.
Começa a deslizar aquele instrumento anatômico, sexy e utilizável de ultrassom em minha barriga.
Fecho os olhos. De olhos fechados parece que ele está me acariciando. Hummmmm.... que delícia.
Respire. Prenda. Solte. Milhões de vezes seguidas.
Que delícia.
Estou quase curada da dengue. Estou com uma doença incurável agora:
TESÃOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
Era pra ver só o fígado.
Ele vê todas as minhas entranhas e o que dá pra ver.
O tempo acaba.
Ele me oferece toalhas de papel. Fico que nem uma otária olhando para ele  e penso que o tempo está acabando e não posso perder o meu "amor".
Aí vem aquele choque hipopótomótico.... hahahahahha
O Dio (que eu tinha esquecido que estava ali) levanta, estende as mãos, pega as toalhas e agradece e começa a limpar o gel da minha barriga. O médico me olha, sorri por dentro (eu sei que ele também me ama) e sai.
Olho seu crachá e gravo seu nome na minha memória. (Claro que não direi pra vcs)
E rezo para que meu fígado se desfaça ou que algo me leve novamente ao ultrassom do Barra Dor... se eu não for mais louca antes e correr para procurar o Dr. X. (hahahahahaha)

domingo, 6 de abril de 2008

Tatiana Nelson Rodrigues Vil

Olhando as pessoas...
são tão infantis que pensam que tudo gira ao seu redor...
acreditam realmente que perdemos todo o nosso precioso tempo falando delas...
concentram toda sua energia em pensamentos negativos sobre fatos e pessoas ao invés de concentrar seus pensamentos em mover montanhas e conquistar o mundo...
somem de nossas vidas achando que morreremos, e morrem sozinhas...
parasitam pessoas que não conhecem intimamente seus defeitos e suas histórias, até elas descobrirem e não servirem mais como amigas...
dizem que te amam, te abraçam e te bajulam, te fazem acreditar que são inseparáveis, mas na verdade estão fazendo a sua caveira mundo afora pelas costas...
concordam com cada atitude que você faz, mas são contra todas as suas atitudes quando falam com os outros...
dão os conselhos que te destroem...
querem te separar de quem te ama de verdade...
escrevem coisinhas medíocres especialmente para você em vários lugares "públicos" ou de grande acesso e visitação, e gozam sabendo que você leu, mas nem imaginam que você sequer pensou que fosse para você...
espalham para todo mundo os nomes dos inimigos e esperam que passem a ser os inimigos de todos, mas não sabem que as pessoas têm as suas próprias vidas, amigos... e esquecem que depois de maduros e adultos, em geral não possuímos inimigos, no máximo desafetos temporários e passíveis de conversa e resolução...
são egocêntricas...
são infelizes...
são pobres de espírito...
são vazias de coração...
têm lágrimas de crocodilo...
jogarão na sua cara e na cara dos outros qualquer coisa que tenham feito por você ou por qualquer um...
vão pensar que eu escrevi isso para elas...
vão ter certeza disso...
vão esquecer que eu sou escritora, criativa, provocativa, implicante, mais pra Nelson Rodrigues do que pra Drummond, grossa, muito boa observadora, blogueira...
sou apenas a Tatiana.

O limbo

VOCÊ PENSA QUE SE CONHECE ATÉ QUE UM DIA PERCEBE QUE NÃO...
E TEM QUE COMEÇAR A SE CONHECER DE NOVO PARA DESCOBRIR QUEM VOCÊ É.
E ENQUANTO NÃO DESCOBRE...
VOCÊ SIMPLESMENTE DEIXA DE "SER" ALGUÉM E FICA PERDIDO NUM LIMBO DE INDEFINIÇÃO.

SE EU NÃO SEI QUEM EU SOU, COMO POSSO SER?

NÃO É UM MISTÉRIO.

É UM FATO INDISCUTÍVEL.

NO LIMBO...

SEM "SER" E SEM SABER QUEM É A ÚNICA COISA A FAZER É ACEITAR A INÉRCIA E DEIXAR A VIDA PASSAR COMO UM RIO...

EU "SOU" "NÃO SENDO" NADA E, PORTANTO, NÃO EXISTO, APENAS VIVO ENQUANTO NÃO MORRO.

sábado, 5 de abril de 2008

CHícara

ooooops
Minha filha de 6 anos acabou de descobrir com o seu pequeno dicionário da escola que o site da globo.com cometeu uma gafe HORRÍVEL...
Eles escreveram CHícara na notícia sobre a Amy Winehouse...
Ela ficou chocada!
Eu mais ainda... hahahahaha
pode uma coisa dessas?
Puxou a mãe.

Um só ou mais

O que é melhor?
Um relacionamento longo (felizes para sempre), estável, sério, ou vários inícios de relacionamento cheios de magia e promessas, cheios de tesão, de incógnitas e incertezas?
Estou vendo o filme "Como perder um homem em 10 dias?" e é tão lindo esse início.
Sinto falta de algumas coisas com o Diógenes. Sinto falta de ir na casa da sogra almoçar no domingo e trocar telefonemas sobre o mau comportamento dele, ou sobre o meu (mais provável). Sinto falta de viagens com nossas famílias,sinto falta de churrascos nos fins de semana.
Tá. Eu sei que falando fica lindo, pois na verdade eu sou super anti-social, mas, utopicamente pensando, faz falta.
A verdade é que nunca estamos satisfeitos, sempre queremos mais.
Nos prender a alguém significa, além das "benesses", excluir todas as outras possibilidades e aventuras (se seguirmos o caminho reto, é claro!), todas as outras histórias.
Essa é a reflexão que nunca cala e nunca calará.

sobre o aniversário

Ainda não acabei de escrever... como é grande, estou terminando no word e depois passo pra cá... tá ficando legal.... hahaha

Contos insólitos da dengue I

Eu mal consigo sentar na cadeira para escrever, pois estou com dengue. O tipo de doença que eu nunca penso que vou pegar. Após 3 dias em casa fui arrastada à força para o hospital Barra Dor pelo Diógenes. Eu estava desesperada, pois vinha acompanhando as notícias no noticiário e via horas de espera, mortes, tratamento inadequado, etc.
Eu só queria ficar deitadinha debaixo de meus 3 cobertores com meus 40º de febre e minha tv a cabo. Comer nem pensar. Mal e porcamente eu estava bebendo água, pepsi (nunca é esforço,faço questão de comentar) e gatorade azul, vermelho, cinza, colorido...
Dengue é que nem espírito de baiano. Se você fica na rede tomando água de côco e bebidinhas diversas, só no dengo e na preguiça, uma hora ela vai passar. Assim eu acreditava.
Chego na merda do hospital (sou cliente cativa dessa droga) e agora tem um lance de triagem e umas pulseirinhas coloridas que o Dio falou que ia guardar para usar no hopi hari... hahahaha
A minha pulseirinha foi amarela,ou seja, prioridade. A vermelha é prioridade máxima.
De acordo com o médico eu estava com dengue (dããããã, não diga!!!!), mas estava com complicações hepáticas, com o fígado aumentado e risco de hepatite por causa do tylenol. Ele queria me internar, mas para variar eu dei um GRANDE escândalo e disse que queria ficar na minha cama vendo tv. Tomei litros e litros de soro, me furaram duas vezes, tiraram sangue, deram remédio, fizeram ultrassonografia do fígado e de tudo que acharam e depois de meia noite me mandaram pra casa. Toda vez que eu levantada eu caía no chão.
Dio, seu filho da puta. Eu tava melhor deitada na minha cama em casa.
Ah! Coitadinho, eu esqueci de dizer. Ele me arrastou para o hospital pois eu estava evacuando muito sangue.
Só um pequeno detalhe. Praticamente insignificante.