domingo, 28 de fevereiro de 2010

MEU ANIVERSÁRIO - CONVITE PARA MEUS AMIGOS VIRTUAIS

Oi amigos,

meu aniversário está chegando e é o primeiro ano sem ter que me preocupar com nada. Estou com o blog há anos mas não conheço ninguém pessoalmente e eu gostaria de me presentear com a presença de vocês, pessoas muito queridas. Farei dois eventos: uma noitada na boate e um evento tipo "um cantinho e um violão" pra quem curte cantar, tocar e bater papo tomando uma cervejinha. Estou convidando vocês para os dois eventos, para dançarem comigo até a boate fechar e para sentarem comigo no chão e curtir no estilo que aprendi com meus pais. Quem quiser ir à boate tem que me responder esse post com seu nome e de algum acompanhante que for levar. Para o outro evento mandarei outro convite com as informações assim que as tiver, mas será tipo festa americana, o pessoal vai contribuir com as bebidas e o que der. Ficaria muito feliz se pudesse compartilhar mais essa passagem de ano com vocês ao meu lado e conhecê-los pessoalmente. Breve colocarei uma foto bem atual minha para ser reconhecida na boate. rsrsrsrs

Muitos beijos e espero receber muitos emails com os nomes.

 

Tati

 

ps: a boate é no dia 13-03 e tem esquema de consumação e entrada de graça até meia noite, e consumação e entrada paga depois de meia noite. Fica uns 20,30 reias para mulheres dependendo da hora e 30,40 para os homens. Sendo que a entrada parece que custa 10 e o resto é consumação. Botarei as informações para os que me responderem.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

YouTube - Audioslave - Doesn't Remind Me




Sinto como se fosse eu falando.... músicas são perfeitas para ilustrar os nossos momentos

Deuses e Anjos

As voltas que a vida dá me impressionam. Os golpes também. Apesar da minha vida está passando por uma tsunami no momento já dá pra perceber tudo se ajeitando e se acalmando. Andei pensando no meu blog. É o meu espaço. Meu. Fiquei pensando em tudo o que escrevo aqui, pois algumas pessoas falam que eu me exponho demais. Eu filtro imensamente o que eu escrevo aqui, eu não xingo o quanto gostaria e além disso é um problema meu. Escritores escrevem sobre coisas que acontecem em suas vidas ou que os marcam que alguma maneira. Blogueiros idem. Estou escrevendo um livro e já faz um tempo e fico pensando no impacto que terá sobre algumas pessoas. É a minha vida, o meu livro e em geral eu não comprometo ninguém, não menciono nomes e só as pessoas envolvidas intimamente com os assuntos é que tem como saber do que eu estou falando. Numa enquete que eu acabei de participar com algumas opções de mulheres com quem eu mais me identificava eu escolhi a Leila Diniz. Existiam algumas outras opções, mas acho que eu me identifico mais com ela. Hoje em dia nada é muito novidade ou pioneiro mas a maneira de ela encarar a vida e suas atitudes é que fizeram eu me identificar tanto com ela. O lema é viver intensamente, impulsivamente, se apaixonar, se desapaixonar, entrar de cabeça em tudo. Em 95% das vezes conseguimos fazer isso sem afetar outras pessoas, mas sempre haverá os 5%. Mas isso acontece com todo mundo de uma forma ou de outra. Eu tenho um passado negro, eu fiz muita merda, eu provavelmente magoei muita gente e fiz muita coisa errada, mas eu nunca fui má, não me arrependo de nada do que fiz e sigo em frente pois não posso fazer nada quanto ao que já aconteceu. É claro que existem muitas coisas que tiram o meu sono, que fazem eu me sentir mal, que me esmagam com um peso gigantesco de culpa e remorso, mas tudo já passou e eu não tenho como reescrever o passado. Mas procuro escrever o presente de forma bem diferente. Tudo o que eu tenho descoberto nos últimos meses sobre as pessoas, sobre várias coisas, sobre a vida, tem mexido muito comigo e com tudo em que sempre acreditei, mas também estou seguindo em frente. Antes eu acreditava que existiam Deuses e Anjos na Terra entre nós. Hoje tenho certeza de que isso não é verdade. Meus Deuses eram falsos e meus anjos caídos. Os únicos Deuses e Anjos estão num "Olimpo" longínquo observando, protegendo, agindo e nos guiando. Quando eu estava prestes a acreditar que nem Eles existiam, começaram a aparecer as provas, os caminhos, as respostas. Estou novamente abraçada com Deuses e Anjos que me mostraram o que fazer e para onde ir. Eles nunca me abandonaram, apenas abriram espaço para que eu caísse no mais profundo abismo e visse o mal de perto. Eles apenas me mostraram que os únicos Deuses e Anjos que existiam eram Eles e que os outros eram ilusões. Eles me fizeram conhecer o mal de perto e toda a dor para depois estender Suas mãos divinas e me mostrar como recomeçar e encontrar o remédio para toda a minha dor. Tenho um longo calvário pela frente, mas com a alma cheia de força e de fé. Sinto muito pelas pessoas que eu não posso ajudar, sinto muito por ter mudado tanto, sofrido tanto que eu tenha perdido a obsessão por carregar as cruzes dos outros nas minhas costas e tentar salvar o mundo. No momento eu quero apenas me salvar. Receio por toda a força que eu estou recuperando, por tudo o que eu estou vendo e sabendo, e por estar me tornando novamente tão forte quando uma Titânide. Não guardo nenhum tipo de ira dentro de mim, mas costumo evitar todo tipo de guerras. Entretanto, existem momentos na nossa vida em que os ataques à nossa pessoa são tão violentos que reagimos automaticamente para nos defender e para se auto-preservar. Sábias pessoas me disseram hoje - eu não quero estar na pele dos que te fizeram mal quando você recuperar a sua força. Na hora eu não dei atenção, mas agora eu entendo. Não é por causa de alguma vingança que eu poderia vir a fazer, é porque agora eu não vou ficar calada e estarei pronta para me defender e não abaixar mais a minha guarda. Todo mundo se cansa uma hora. Os Deuses e Anjos que achei que vivessem comigo na Terra hoje em dia são apenas borrões e ruínas de pessoas que acreditei que eram o que havia de mais divino e correto e eles eram apenas uma ilusão, e egoístas, e cheios de vaidade, egocentrismo, e defeitos sem igual. Agora eles terão que lidar com a lei do retorno, com a "volta" do que fizeram, com a ira dos verdeiros Deuses e Anjos que me amam e me protegem e, principalmente, com uma Titânide que não tem mais o que perder, só o que recuperar. A Terra e o "Olimpo" vão tremer.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Dose de psiquiatra na veia

Visita ao psiquiatra, análise e pensamentos desconcertantes. Será que eu perdi a minha identidade? Não tinha pensado nisso. Prestes a surtar, mas firme na batalha porque para o hospital Pedro II eu não vou nem louca (rsrsrs). Sério, tenho que fazer piada para não chorar, ou surtar. E dá-lhe remédio, e toma-lhe esses xxxpans da vida, e olha o remédio novo!!! A minha doença é antiga, o sintoma é que é novo. As atitudes que eu tenho que tomar, que eu tenho que mudar me deixam desatinada. A minha cura é muito simples: parar de viver exclusivamente para o outro, pensar no outro, deixar de viver por causa do outro e sofrer por causa do outro. Simples, né? Não. Não sei virar as costas assim e o pouco que eu já tenho virado já está acabando comigo. Eu SEI que é preciso, que é necessário, que é o melhor para mim, mas mesmo sendo o que é melhor para mim me machuca muito. A pergunta clínica de sempre: Você prefere mudar ou morrer? Sim, porque enquanto eu não mudo eu me destruo tanto, tão continuamente que vai ter uma hora que não vai sobrar nada. O que me emputece é algo mexer tanto comigo que consegue mudar o interior do meu coração. Preciso aprender a não dar essa importância toda a quem não merece. Me emputece saber o que eu sei, o que eu vi, o que eu ouvi e não poder fazer nada. Estar impotente. É como um policial que é obrigado a deixar um criminoso solto nas ruas por falta de provas ou por não poder usar as provas que tem. É assim que eu me sinto. E me emputece tanto, mas tanto, mas TANTO que me deixa doente. Aí eu fico mais puta ainda por algo assim me afetar. Mas graças ao meu psiquiatra amado e maravilhoso, e graças aos Orixás que eu amo de paixão, e graças à Deus que é quem sabe dos caminhos do mundo, eu estou ficando melhor, e vou sair dessa firme e forte. Mas há feridas que não tem cura e coisas que não tem volta. O que eu tenho que fazer é ouvir meu psiquiatra, meus amigos e as pessoas que se importam comigo e seguir em frente sem olhar para trás porque eu sei quem eu sou, tenho convicção das minhas crenças e das minhas certezas e não sou nem um pouco perfeita, mas sei que sou do Bem. E cá estou eu escrevendo sobre essas merdas mais uma vez. Sai desse mente que não te pertence, porra!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Um pouco da MINHA verdade




A minha verdade é essa: a família que eu amo, a minha filha linda, a minha sobrinha linda, amigos de tanto tempo que continuam fazendo parte da minha vida, mesmo que distantes às vezes, a minha "cumadre" e sua família linda, Deus, Oxalá e os Orixás e entidades que eu amo, admiro e a quem tenho muito que agradecer... e isso é só um pouco da MINHA verdade. O resto é o resto! Só não tem mais fotos de amigos porque eu não tinha no computador... rsrsrs

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Inferno astral

O inferno astral. Meu aniversário está chegando, fará um ano que a minha avó morreu, é a época em que meus avós paternos morreram... Tudo está tão cercado de morte e de lembranças. Aniversário do meu pai, do meu avô e da minha avó. Tudo tão cercado de saudade. O coração apertado, a cabeça confusa, o corpo reclamando. Não parei de lutar, não desisti de lutar. Uma verdadeira guerreira sabe que precisa recuar às vezes para recuperar as forças e curar as feridas. Uma verdadeira guerreira sabe que precisa abandonar algumas batalhas para ganhar outras. Uma verdadeira guerreira sabe que existem momentos em que é necessário deixar para trás coisas e pessoas que são muito importantes para não perecer na guerra (da existência). É uma questão de sobrevivência. Um dos meus piores infernos astrais. Vontade de quebrar tudo. Cansada de tudo. Cansada de dor, de sofrimento, de calúnias, de tudo o que enfraquece e impede de sermos felizes. No dia em que estará fazendo um ano da morte da minha avó eu estarei comemorando o meu aniversário, dançando e bebendo. No dia em que eu enterrei a minha avó eu estarei cantando parabéns e comendo bolo. A vontade lá dentro do peito é de sumir, desaparecer, desligar celular, se desconectar de tudo e de todos. Mas como uma verdadeira guerreira eu cansei de fugir e de me entregar por medo, por cansaço e por causa da tristeza. É o meu inferno astral, eu estava na merda, mas pensei em toda a minha vida, pensei no amor imenso que eu recebo da minha irmã, da minha filha, da minha sobrinha, do meu companheiro e de alguns amigos especiais, algumas amigas muito especiais e decidi que não vou me entregar e não vou aceitar essa carga ruim e negativa. Voltei à luta, levantei das cinzas e estou de pé, firme e forte. O que vier para mim de ruim vai voltar em dobro. Pode ser que eu esteja no inferno, mas como ouvi dizer numa comédia ótima: tá no inferno abraça o capeta! Já tô pronta para o abraço. rsrsrsrs

Verdade

A verdade dói para todo mundo. Verdade é aquela na qual você decide acreditar, a não ser que você seja testemunha da mesma, é claro. Ninguém é dono da verdade e todos são os donos da verdade. Porém não se pode negar o que os olhos vêem, o que os nossos próprios ouvidos ouvem ou o que a nossa própria boca sente. Isso é impossível. Nos dias de hoje ainda existe o agravante das variadas possibilidades de edição e manipulação da tecnologia disponível para se provar a verdade. No final das contas o que nos resta é a nossa própria consciência. Nós somos os únicos que sabemos honestamente da real verdade. E diferentes pessoas podem ter diferentes visões da mesma verdade, ainda há esse detalhe. O que importa é a confiança do outro, pois só o outro pode julgar os fatos e escolher qual é a verdade. Às vezes é mais fácil escolher a "verdade" que trará menos dor, menos sofrimento e menos decepção, mas isso não mudará o fato de que não é a verdade. As grandes verdades não podem ser mudadas: Não há nada maior que Deus; a lei da ação e reação é um fato; a verdade sempre aparece; o que mostra quem é uma pessoa é o seu caráter; a esperança é a última que morre; a fé move montanhas; a morte é a única certeza da vida... Quando somos abençoados com a missão de "receber entidades" também recebemos a responsabilidade sobre o conhecimento da verdade, seja na igreja evangélica, seja no kardecismo, seja no candomblé, seja aonde for. Quem tem verdadeiramente uma entidade não tem como negá-la. Assim como a vidência, a mediunidade, isso traz responsabilidade, traz trabalho, traz dor, traz amor, caridade e dedicação. O instinto de quem ama é proteger de acordo com a sua verdade. Não se pode ser justo dando ouvidos a um só lado da verdade nem fechando os olhos ou tapando os ouvidos para os outros lados da verdade. Além de injusto é burrice, falta de amor-próprio e ausência de instinto de sobrevivência e auto-preservação. A verdade dói. A verdade traz sofrimento e decepção, muita frustração. Mas é inevitável. Resta sabermos com que tipo de "verdade" estamos dispostos a conviver. Todos já contaram pelo menos uma mentira, mesmo que inocente, na vida.  Ninguém é perfeito!

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Comemoração do meu aniversário

Start:     Mar 13, '10 9:00p
End:     Mar 14, '10
Location:     O local será avisado particularmente para os convidados
Esse ano vai ter muita comemoração, muita festa, cantinho e violão, enfim, tudo o que eu conseguir... Quero chamar amigos virtuais para conhecer e com certeza não estarão presentes pessoas que me fazem mal e me proporcionam sentimentos ruins. Esse ano meu aniversário vai ser uma terapia, um presente, um bálsamo e eu não quero saber de nada ruim em nenhuma das comemorações!

Um cantinho e um violão




quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Não olharei para trás

O corpo está deitado na cama, doente, mas acho que a doença está na alma, no coração. Pior que perder alguém que morre é perder alguém que está vivo. Idéias perturbadoras sobre a insignificância da vida voltam a incomodar a minha mente. As caixas de comprimidos voltam a parecer pílulas salvadoras para a intensa dor latente dentro do peito. Não existe mais relógio pois o dia e a noite se confundem sob os lençóis dentro do quarto que tem sido parte do meu próprio corpo. Dois dias seguidos, dois dias afogados em lágrimas, perdidos na minha existência e sufocantes por causa da dor e da angústia. Anjos me tocam através do telefone, anjos me tocam sentando-se na minha cama e conversando comigo. Eu sou o silêncio. Eu sou o vazio. A febre é um alívio, a doença é um alívio. Quero esquecer as palavras ditas e as palavras não ditas. Quero esquecer aqueles olhos que eu não reconheço mais, aquele ser que eu não reconheço mais. Antes existia um abismo, agora existe um buraco negro. Para voltar a ser como era antes só criando-se um novo universo, um novo planeta, uma nova história. Há coisas que quando quebram não podem ser consertadas. Se nesse universo que foi destruído eu era uma vilã, uma mentirosa, alguém capaz de fazer mal a quem eu mesmo amava, então esse universo não era o mesmo em que eu vivia, em que eu vivo. Não olharei para trás. A partir de agora eu estou criando um novo universo onde as coisas em que eu acredito são mais importantes: amor, lealdade, família, honra e união. Não pretendo voltar a pensar no que ficou para trás. Não derramarei mais uma lágrima sequer. Ficarei doente o tempo que meu corpo, minha mente e minha alma acharem necessários para se recuperarem da decepção, da dor e do vazio e então, levantarei das cinzas que sobrarem como uma fênix. No meu universo existem coisas que sempre virão em primeiro lugar.

YouTube - Timbaland - If We Ever Meet Again ft. Katy Perry




YouTube - Avril Lavigne - Official 'Alice (Underground)' Music Video (HQ)




Exatamente como eu estou me sentindo no momento... letra perfeita!!!

YouTube - Leighton Meester - Somebody To Love ft. Robin Thicke




sábado, 13 de fevereiro de 2010

Carnaval

Carnaval.
O som da sirene dos bombeiros,
a alegria da massa,
a bagunça de cheiros...

O encontro que nunca acontece

Eu te torturo, você me tortura,
anos sem fim
eu te procuro, você me procura,
e um infinito.
Tanto desejo ou serão apenas lembranças?
Do que você se lembra?
Eu fujo com medo,
me lembro da solidão.
Você ainda me busca.
Do que você se lembra?
O encontro que nunca acontece,
eu lembro bem dos seus olhos,
do som da sua voz,
da certeza de que vou sempre voltar,
mas talvez você não esteja lá.

(às vezes nós queremos tanto mas temos tanto medo do que vamos sentir... )

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

"Eu te amo"

Enquanto eu cozinho chilli...
penso nas palavras não ditas e nas palavras ditas.  O silêncio que diz mais do que mil palavras. As pessoas que eram tão parte da minha vida. O "eu te amo" que fica sempre preso na garganta, mas que deseja tanto sair. Todas as noites que não foram descansadas por preocupação. O amor que une, o amor que separa, o amor que constrói e o amor que destrói. O amor que não sabe dividir e o amor que deseja tanto proteger que não consegue aceitar o que é certeza de dor. Esse "eu te amo" que arranha cada vez que os olhos se encontram, cada vez que se escuta a voz do outro do outro lado da linha do telefone. Separo o feijão, mas a comida não alimenta a alma. O que alimenta a alma é o abraço que não existe mais no cotidiano. E uma vontade tão grande de cuspir esse "eu te amo" traindo o orgulho, traindo a necessidade de evitar um contato que só traz mais dor. Uma vontade de arrancar o véu que cega na base da força e de provar uma verdade que não quer ser enxergada. Livre arbítrio. Quando descanso a colher com a comida na boca para provar se o tempero está bom eu sou jurado e juiz. Quando se trata de uma vida que não é minha tenho que ser observadora. Livre arbítrio. Essa merda desse livre arbítrio. Nas esquinas da vida, olhando para o passado, mesmo quando apanhei, mesmo quando chorei, mesmo quando sofri as piores dores do mundo respeitaram o meu livre arbítrio. Esse "eu te amo" que me deixa sem ar tantas vezes entalado na minha garganta, aguardando que tudo volte a ser como antes um dia, e será que isso é possível? Um "eu te amo" que tempera a minha boca com fel enquanto aguarda a chance de sair em voz alta da minha boca. Esses meus braços que desejam se jogar num abraço longo e apertado. O celular esperando um convite para um chopp, o sol esperando nos ver juntos na praia. Essa revolta que esmaga o meu peito e não me deixa em paz assistindo esse filme ruim. Mais uma noite com esse "eu te amo" latente na garganta, cariando meus dentes com a doçura que eu escondo, cortando minhas gengivas com a mágoa que tudo rasga... Esse "eu te amo" que ainda tem esperança de voltar a sair da minha boca porque sabe que mesmo distantes, mesmo tão frios um com o outro, nada tem o poder de nos separar. Porque esse "eu te amo" na minha garganta veio antes que qualquer outra história, porque esse "eu te amo" na minha garganta existe desde o nascimento, desde o primeiro momento... e é só seu.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Carta de Anita Leocádia Prestes ao jornal O Globo

Tive a felicidade de conhecê-la pessoalmente e ao seu pai Júlio Prestes, ainda vivo, quando eu era mais nova e tenho orgulho de ter tido a oportunidade de ouvi-la e ao seu pai em palestra feita há uns 20 anos atrás.


Carta de Anita Leocádia Prestes ao Globo
R E P A S S A N D O
ESSA, NÃO POR SIMPATIA IDEOLÓGICA, MAS POR SIMPATIA DE RETIDÃO DE CARÁTER, MORAL E BONS COSTUMES, GANHOU MEU RESPEITO!!! NÃO BASTA PARECER SER, TEM QUE SER...
 
À Redação de O Globo
RJ, 13/01/2010
 
 
Tendo em vista matéria publicada em O Globo de hoje (p.4), intitulada Comissão aprovará novas indenizações? e na qualidade de filha de Luiz Carlos Prestes e Olga Benario Prestes, devo esclarecer o seguinte: 

Luiz Carlos Prestes sempre se opôs à sua reintegração no Exército brasileiro, tendo duas vezes se demitido e uma vez sido expulso do mesmo. Também nunca aceitou receber qualquer indenização governamental; assim, recusou pensão que lhe fora concedida pelo então prefeito do Rio de Janeiro, Sr. Saturnino Braga. 

A reintegração do meu pai ao Exército no posto de coronel e a concessão de pensão à família constitui, portanto, um desrespeito à sua vontade e à sua memória. Por essa razão, recusei a parte de sua pensão que me caberia. 

Da mesma forma, não considerei justo receber a indenização de cem mil reais que me foi concedida pela Comissão de Anistia, quantia que doei publicamente ao Instituto Nacional do Câncer. 

Considerando o direito, que a legislação brasileira me confere, de defesa da memória do meu pai, espero que esta carta seja publicada com o mesmo destaque da matéria referida. 

Atenciosamente, 

Anita Leocádia Prestes 

CPF 059050957/87 

RG 1492888 IFP/RJ


 

As coisas estão voltando a seu lugar...

Sonhei com minha mãe e minha avó. A sensação foi maravilhosa e eu senti como se houvesse uma esperança das coisas voltarem ao lugar. Propostas de emprego surgindo, meu livro sendo escrito pacientemente em silêncio, meu peso voltando ao normal, a inscrição na academia...
Comecei a pensar novamente na caminhada de Santiago de Compostela. Eu nunca desisti de faze-la, só não achava o momento certo. Será que esse é o momento certo? O melhor dos mundos para mim seria fazer essa caminhada com os meus irmãos. Nós três nessa caminhada de auto-conhecimento e incursão espiritual. Eu sempre quis fazer sozinha, mas hoje em dia os tempos são outros. Quero juntar dinheiro para comprar uma câmera filmadora decente e fazer meu curta-metragem de uma vez por todas. De que adianta escrever roteiros interessantes e guarda-los no fundo do armário para as traças comerem? 
Ainda sinto o abraço da minha avó... para isso servem os sonhos. Eu imaginava já ter vivido as solidões mais perturbadoras, mais fatais. Mas a solidão de não ter a minha avó ao meu lado não se compara a nada que eu já tenho vivido ou sentido. Pelo menos estou conseguindo seguir em frente com a minha existência, né?
O carnaval está chegando e continuo sem planos. Sinto um dejà-vu... não foi assim no ano novo também? Me recuso a deixar passar como eu deixei no ano novo. Se fico aqui vou em todos os blocos, bailes e passeios que houverem. Se viajo entro em êxtase. A proposta é esquecer que existe uma cama e uma tv me seduzindo. rsrsrsrs
Minha nova cama é D I V I N A! Queen size, de molas, imensa, deliciosa, espaçosa... 
As coisas estão voltando a seu lugar...
A esperança é a última que morre...
Ainda mais quando se trata de mim!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Obrigado Iemanjá!

Em minhas preces a única coisa que eu sempre pedi foi que a verdade aparecesse e que os Orixás desmascarassem a face que sempre se mostrou mascarada. Nesse dia abençoado de Iemanjá eu agradeço por ter minhas preces atendidas e pela verdade, ou pelo menos parte dela, ter aparecido. Agradeço aos Orixás e tenho que dizer que hoje minhas oferendas e minhas preces para Iemanjá foram cheias de paz e agradecimento. Iemanjá é mãe, Oxalá é misericordioso. Que os Orixás protejam meus entes queridos hoje e sempre. Obrigado Iemanjá!

Salve Iemanjá!

Hoje é dia de Iemanjá. Minha cabeça ferve com todas as indagações que andam povoando meus pensamentos, mas meu amor por Iemanjá é incontestável. A dádiva de poder doar o corpo para os Orixás não é para qualquer um e é Divino. Meu corpo já não pertence só a mim, mas a Ele. a Eles, para viver luz, viver amor e viver Axé.  Iemanjá é mãe e eu nunca poderei agradecer o momento em que Ela me abraçou e me acolheu. E todas as dádivas recebidas e todos os momentos em que Ela me tocou com sua misericórdia. Ir à praia é um dever, não uma obrigação. Amá-la é um prazer, não uma satisfação. Salve Iemanjá! Salve a grande mãe, a rainha do mar.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Fadas, duendes e finais felizes... Finais felizes???

Eu acreditei em contos de fadas, finais felizes e famílias indestrutíveis. Nunca duvidei do pote de ouro no final do arco-íris e brinquei com seres de outras dimensões e duendes durante toda a minha vida. Conversar com os espíritos e as energias que vivem ao nosso redor era como falar com os amigos que me ligam todo dia. E daí se dentre todas essas pessoas descrentes e cegas eu sempre fui normal? E daí se eu tive a capacidade de enxergar além do que os olhos céticos dos outros enxergavam? O que me faz sangrar por dentro são as pessoas e não a Divina Mãe Natureza ou a beleza criada pelos Deuses. O próprio ser humano, idiota, é belo, mas não sabe. O que faz que meus olhos derramem lágrimas de sal e espinhos não é a chuva que cai lá fora, mas sim quem eu amo tanto e que vira as costas às pessoas que mais o amam. Essa é a vida. O cálido sentimento que me mantém viva e inteira é solitário dentro do meu coração. As guerras sempre existiram, a fome, a pobreza, a violência. Tenho um escudo que me protege do lado obscuro da realidade. Para o silêncio que impera entre mim e o sangue que é do meu sangue eu não tenho proteção alguma. O lugar que costumava ser o meu castelo encantado se transformou e não reconheço mas nenhuma risada do passado, nem o amor que sedimentava cada tijolo das paredes que nos protegiam. A existência não me machuca. A ruptura no que eu sempre conheci como o mais profundo amor e como a mais certa segurança é que me assassina minuto após minuto. E esse peso não me abandona e não permite que minhas costas ou meu corpo descansem. Esse peso continua latejando e me lembrando que por mais impossível que possa ser tudo mudou. A minha alma se encolhe cada vez que lembra, que sente saudade, que procura o que sempre conheceu. Sinto meu coração atrofiar e bater cada vez menos. Não há como fugir. Notícias novas sempre aparecem para lembrar de que quem eu fui não existe mais. O amor costuma multiplicar, somar, mas subtraiu. O som do vento é delicioso e o ronco leve da minha nova geração canta no quarto cor de rosa. A poesia talvez consiga traduzir toda a dor que, por amor, não consigo gritar e acusar. Eu amo a noite pelo descanso que ela me traz e pela cumplicidade das horas insones. Morro a cada momento pelo pior câncer que existe, a mágoa, o ódio, o rancor, a decepção, a frustração e a saudade. Por mais que o remédio esteja a tão poucos quilômetros, a tão poucas palavras, à distância de um profundo e longo abraço e da atenção que sempre me curou, sei que não está acessível. Nunca desisti das fadas, dos duendes, das entidades misteriosas e desacreditadas da natureza e do mundo sobrenatural, mas me vejo obrigada a desistir de uma crença tão mais fácil... a crença de que o sangue é mais forte do que qualquer coisa e de que nada nos separaria. As fadas continuam a povoar a minha vida, os espíritos, os seres das outras dimensões... a minha própria carne deixou de povoar a minha vida há muito tempo e só eu não quis acreditar. Poderia criar milhões de novos oceanos com as lágrimas que fogem confidencialmente dos meus olhos todos os dias.