quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Dose de psiquiatra na veia
Visita ao psiquiatra, análise e pensamentos desconcertantes. Será que eu perdi a minha identidade? Não tinha pensado nisso. Prestes a surtar, mas firme na batalha porque para o hospital Pedro II eu não vou nem louca (rsrsrs). Sério, tenho que fazer piada para não chorar, ou surtar. E dá-lhe remédio, e toma-lhe esses xxxpans da vida, e olha o remédio novo!!! A minha doença é antiga, o sintoma é que é novo. As atitudes que eu tenho que tomar, que eu tenho que mudar me deixam desatinada. A minha cura é muito simples: parar de viver exclusivamente para o outro, pensar no outro, deixar de viver por causa do outro e sofrer por causa do outro. Simples, né? Não. Não sei virar as costas assim e o pouco que eu já tenho virado já está acabando comigo. Eu SEI que é preciso, que é necessário, que é o melhor para mim, mas mesmo sendo o que é melhor para mim me machuca muito. A pergunta clínica de sempre: Você prefere mudar ou morrer? Sim, porque enquanto eu não mudo eu me destruo tanto, tão continuamente que vai ter uma hora que não vai sobrar nada. O que me emputece é algo mexer tanto comigo que consegue mudar o interior do meu coração. Preciso aprender a não dar essa importância toda a quem não merece. Me emputece saber o que eu sei, o que eu vi, o que eu ouvi e não poder fazer nada. Estar impotente. É como um policial que é obrigado a deixar um criminoso solto nas ruas por falta de provas ou por não poder usar as provas que tem. É assim que eu me sinto. E me emputece tanto, mas tanto, mas TANTO que me deixa doente. Aí eu fico mais puta ainda por algo assim me afetar. Mas graças ao meu psiquiatra amado e maravilhoso, e graças aos Orixás que eu amo de paixão, e graças à Deus que é quem sabe dos caminhos do mundo, eu estou ficando melhor, e vou sair dessa firme e forte. Mas há feridas que não tem cura e coisas que não tem volta. O que eu tenho que fazer é ouvir meu psiquiatra, meus amigos e as pessoas que se importam comigo e seguir em frente sem olhar para trás porque eu sei quem eu sou, tenho convicção das minhas crenças e das minhas certezas e não sou nem um pouco perfeita, mas sei que sou do Bem. E cá estou eu escrevendo sobre essas merdas mais uma vez. Sai desse mente que não te pertence, porra!
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