quarta-feira, 26 de maio de 2010

A prisão da fé

Eles dizem que não podemos tocar em lixo pois atrai miséria, que não podemos falar certas palavras pois atraem coisas ruins, que não devemos usar absolutamente nada que seja preto, que não podemos comer uma série de coisas...
Eu vivia tudo o que me ensinavam sem questionar até que uma crise de fé me fez ficar afastada por um tempo e eu li um texto enviado por uma amiga sobre "implantes cósmicos" ou coisa parecida e comecei a refletir muuuito sobre as coisas que eu tinha aprendido.
Pode ser que muitas coisas sejam realmente como são ensinadas e algumas até fazem algum sentido, mas existem muitas coisas que parecem me remeter à "idade da pedra". Como se coisas que nós fizéssemos ou deixássemos de fazer fossem gerar a ira dos deuses. Não estamos mais na era medieval!
Acredito que regras, limites, algumas atitudes, sejam necessários para gerar energia positiva e ações positivas, mas 

domingo, 23 de maio de 2010

Apontador de manivela

     Quanto mais a minha memória ameaça pifar de vez, seja por causa do alzhie., seja por causa do buraco causado pelo traumatismo craniano que eu sofri há 23 anos atrás, mais eu tento escrever as minhas lembranças para que fiquem registradas como pedaços de um puzzle.
     Hoje eu entrei na loja Kalunga de um shopping perto de casa e me lembrei dos dias em que ia para o trabalho do meu pai no centro da cidade. O elevador assustador dava frio na barriga pois parecia uma montanha russa na hora de parar no andar.  As portas da entrada do edifício eram majestosas, imensas e pareciam algum portal para uma outra dimensão. Papai sentava em sua mesa de madeira maciça, pesada, imensa, com pilhas de papéis cheios de números espalhados ao redor da máquina de calcular, daquelas antigas que liberavam uma fita gigantesca cada vez que calculavam algo. Eu sentava em sua mesa e fingia que era uma caixa de supermercados apertando os botões da máquina e fazendo inúmeras contas inúteis.     A decoração era tão pesada, antiga, ainda do tempo do imperador (será?) e as janelas com moldura de madeira davam para uma das principais avenidas do bairro. Nas vésperas das festas de fim de ano eu picotava pilhas e pilhas de papéis velhos do ano que ia terminar para a chuva de papel que ainda é uma tradição nessa época do ano. Uma das imagens mais bonitas que eu tenho na memória, todas aquelas caixas com papéis picados sendo jogados pelas janelas por homens de terno e mulheres de tailleur felizes com o final de mais um ciclo e curtindo como se fossem crianças.
     A lata de "sukita" que ele colocava dentro do ar-condicionado para manter gelada até a hora do lanche e um monte de papéis para eu desenhar. A velha máquina de escrever elétrica onde eu criava poemas e histórias e a cadeira giratória que mais parecia um brinquedo de criança.
     Hoje quando eu estava entrando nessa mega papelaria eu lembrei de uma das coisas mais legais do escritório do meu pai: o apontador de manivela que tinha uma base de pressão para ser colocado na beirada da mesa. Se eu parar para pensar o tal apontador era algo jurássico (rs), mas era muito legal. Papai tinha que colocar a ponta do lápis dentro de um buraco e girar a manivela. Na época não era nada demais obviamente, mas hoje seria visto como um material alienígena por jovens que não conheceram um.
    

sábado, 22 de maio de 2010

Os ares da Espanha

As janelas emolduradas por pedras de outros séculos escondem os meus sonhos. A brisa de florestas ancestrais entra na sala e ameaça brigar com o aroma de carne que vem do fogão à lenha. Os quadros pintados por mim enfeitam as paredes e garrafas de vinho e uísque ocupam espaço no aparador. Ouço apenas o silêncio, mas afinal é o que eu sempre sonhei. Flores frescas em cima da mesa, taças de vinho o dia inteiro, uma velha máquina de escrever para criar um livro que nunca será publicado e um computador para lembrar que já estou no século 21. Os ares da espanha são como a cura para essa alma vazia de vida e de luz. Tudo o que eu peço são os ares da espanha, de suas cidades pequenas, de suas casas seculares feitas de pedra e quintais repletos de frutas e comida fresca. Tudo o que eu peço são telas feitas de tecido cru e preparadas à moda antiga como ensinadas pelo Sérgio Apolinário nas aulas da minha adolescência, quando mamãe pintava cartas de tarô e eu pintava orgias imaginadas e não vividas pelos meus poucos anos de vida. 
Ah, que saudade dos ares da espanha... dos castelos majestosos, das praias maravilhosas, dos vinhos e das aventuras de outrora. Dos camponeses apaixonantes, dos piqueniques feitos nos jardins e dos barcos ancorados nos portos.
Passeios pelas feiras populares para comprar frutas, legumes e peixes sempre frescos pescados por pescadores rústicos de camisa aberta e chapéu na mão.
Saudade dos museus, das caves, dos "tapas" e das estrelas diferentes que eu via no céu.


sexta-feira, 21 de maio de 2010

São Pedro lavando o céu

Lava a minha alma
cura o meu corpo
chove em mim água divina

Não me canso de poetizar e de sentir nostalgia cada vez que chove. 
Eu tão pequena ouvindo a vovó dizer que São Pedro estava lavando o céu e arrumando os móveis cada vez que chovia em Guapimirim. Guerras de lama, bifes feitos de terra com saladas feitas de plantas, o cheiro inquestionável e delicioso de chuva...
Eu me preparava olhando através das janelas esperando a chuva chegar para começar as muitas brincadeiras que ela proporcionava. Atrás da casa o rio corria tranquilo até se transformar numa corredeira violenta que arrancava tudo que encontrava pelo caminho e, às vezes, invadia o quintal e até a cozinha. 
Dentro de casa as telhas não impediam os pingos de entrarem e poças eram formadas por todos os cômodos me fazendo morrer de rir com a correria dos adultos segurando baldes e panos. 
E noites com velas acesas por causa da falta de luz e a vovó jogando "caça palavras" na grande mesa de madeira que fazia conjunto com o restante dos móveis da casa.
O barulho da chuva nas telhas era como uma orquestra, mas não melhor que o barulho das cigarras que cantavam uníssonas antes da chuva chegar como um alarme da natureza. Cigarras e sapos. O sussurro que gritava para todos que era hora de tirar a roupa do varal e fechar as janelas.
Ai que delícia! Fecho os olhos nesse dia de chuva e ainda consigo sentir tudo isso. É como se eu pudesse tocar a geladeira vermelha com o pinguim em cima. É como se eu pudesse ouvir o barulho das panelas na cozinha e sentir o aroma das rosquinhas caseiras ou dos bolinhos de chuva.
Os carros atropelam as poças na rua e eu só queria levantar da cama e correr para fora para sentir os pingos de chuva caindo no meu rosto. Lembrar de guapimirim e dos dias nublados que eram sinônimo de brincadeiras, de alegria e do amor dos meus avós.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Lembranças em potes de maionese

Termino o meu dia pensando porque não podemos aprisionar o tempo, os segundos, num pote de maionese que pudéssemos guardar dentro da geladeira. Não é bem o tempo, mas as lembranças e as sensações deliciosas e alegres do passado. E em dias como esse iríamos até a geladeira e pegaríamos esses potes para poder sentir o que não conseguimos sentir hoje. Sentir o cheiro do terno do papai e sentir como se fosse hoje a alegria de ver da varanda o ônibus do condomínio chegar sabendo que ele estaria em casa em minutos. Sentir o gosto das balas azedinhas da kopenhagen que ele comprava para nós no caminho. Sentir o cheiro do perfume da água de cheiro que a mamãe usava e poder ouvir o barulho das chaves sendo colocadas em cima da mesa quando ela chegava em casa. Abrir um pote e ganhar um pouco daquela alegria e orgulho que eu sentia em relação ao meu irmão e saber que ele estaria ali para mim e para a Sophia como era antigamente. Poder sentir, pelo menos um pouquinho, que ainda tenho alguma importância e tirar daquele pote de maionese os momentos maravilhosos que sempre existiram entre nós dois. Para tirar as lembranças com a vovó eu teria que ter um pote maior, um pote muito grande. Um pote de onde eu pudesse tirar um grande pedaço de memória e sentir o barulho do riso dela ao ver as travessuras da Sophia ou ouvir a sua voz me chamando para pedir alguma coisa... eu gostava tanto de ouvir ela me chamar para pedir alguma coisa, qualquer coisa, e era como se eu fosse a pessoa mais importante do mundo porque ela existia para mim e eu existia para ela.
Não existem tais potes de maionese repletos de lembranças do passado e memórias maravilhosas. Quando perguntam para mim porque eu fiquei tão presa ao passado e porque é tão difícil andar para frente a resposta é muito fácil. Não existe mais aquela sensação deliciosa de amor que eu sentia porque meu irmão existia e não existem mais momentos maravilhosos do tio-herói com as crianças. Não existe mais a vovó botando ordem na vida de todos nós e mantendo todo mundo unido e conectado. Também não existe mais os almoços de domingo com todo mundo sentado à mesa e nem os feriados em que ficávamos juntos independente de namorados e namoradas porque a família vinha em primeiro lugar. Não existe mais nada. Eu não fiquei orfã só de pai, de mãe e de avós...
Os potes de maionese estão repletos de sobras de comida porque a família ficou muito pequena. Os domingos são cheios das risadas das crianças, solitárias, correndo em volta de duas irmãs que lutam para dar a elas a sensação cálida de família. O cheiro que fica no ar é da minha comida nas panelas da cozinha e do perfume juvenil da Sophia. O telefone quase não toca mais e sinto falta das muitas ligações que a vovó fazia durante o dia para saber de mim e da bisneta. 
Eu SEI que estou estagnada, eu SEI que estou presa demais ao passado, eu SEI que não estou conseguindo seguir em frente. Não existem milagres para os vazios do coração. Existem dores e questões dentro de mim que são excruciantes. É como ser torturada infinitamente e não conseguir fazer parar. A tortura não para nunca, a dor não para nunca por mais que se implore. Para certas dores não existe antidepressivo, nem antipsicótico, nem calmante. Para certas dores a cura vem de fora e não vem de nós, portanto estamos destinados a sofrer indefinidamente. 

sábado, 15 de maio de 2010

As unhas do meu rei

Minha filha vive me pedindo para eu deixa-la pintar minhas unhas, mas eu sempre disse que não pois ainda não confiava em sua habilidade para isso (rs), entretanto hoje de manhã eu acordei disposta a deixa-la pintar mesmo que ficasse ruim. Quando ia chama-la lembrei de momentos doces e inesquecíveis da minha infância. Momentos que estavam esquecidos na minha memória prejudicada. 
Era uma coisa de pai e filha, ninguém mais participava. Meu pai tinha o costume de ler os jornais todo dia de manhã depois que acordava e às vezes eu o fazia se sentar no chão da sala e pedia para fazer as suas unhas. Não é que ele fosse do tipo de homem que gostasse de fazer as unhas, mas ele aceitava ser minha cobaia porque eu adorava tirar cutículas, pintar unhas e costumava fazer a de todo mundo lá em casa.
Quando minha filha quis pintar minhas unhas eu me lembrei desses momentos.
Meu pai sentado no chão, pernas estendidas e eu fazendo suas unhas dos pés e das mãos. Com direito a esmalte colorido e tudo mais. Depois tirava tudo com acetona e nos divertíamos com aquilo. Hoje eu lembrei de algo singular sobre o meu pai e sobre esses momentos. Eu me lembrei que o meu pai tinha dois dedos do seu pé diferentes, como se fossem um só, o que chamariam de um defeito. Era um defeito para os outros, mas para mim era algo especial, algo que o diferenciava e que era só dele. E hoje, quando as lembranças vieram, o que veio mais forte à minha memória foi justamente isso.
E as mãos, grandes, delicadas, as unhas quadradas, as unhas do meu rei, do meu pai...


domingo, 9 de maio de 2010

Dia das mães

Dia das mães incrível. Dois dias sem pegar no computador, sem ver tv e com os telefones longe de mim. Sem pensar nos problemas, sem ficar triste por causa dos outros, sem dar espaço às coisas que não me fazem bem. Senti muita falta da minha mãe e das minhas avós, mas de uma maneira saudável. Almoçei com a mulher que salvou a minha vida quando a minha avó Hélia morreu, um almoço delicioso feito por mim e apreciado por todos. Curti as visitas de amigos muito queridos que vieram parabenizar a minha filha e fazer a diferença mostrando o quanto ela é importante. Vi os olhinhos brilhantes ao abrir os presentes e pude sentir o quanto ela é feliz apesar de tudo. Uma paz de espírito fantástica dentro de mim... Como é bom ficar sem tecnologia de vez em quando e curtir o que é real, Dio, Sophia, minha irmã, minha sobrinha e meus amigos.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Só sei que nada sei

Luto com meus dragões internos. Dentro de mim uma luta intensa é travada e não há vencedores ou perdedores. Enxergo as sombras que caminham perto de mim, ouço tantas vozes que desejo tapar os ouvidos e convivo com quem já se foi. Não me reconheço mais. Onde antes existia tolerância, amor incondicional e absoluta doação existe um muro construído com o cimento da decepção. Não aceito mais desculpas, não aceito mais ausências,não aceito mais o segundo lugar. Mas aprendi a viver, apesar dos pesares. O passado insiste em mexer comigo e meu coração bate acelerado. O pecado mora ao lado. Como seria... hummmm... Tempos de mudanças radicais estão para chegar. Decisões estão sendo tomadas a cada minuto. Só sei que nada sei. Mas estou muito confortável com isso. O passado brinca comigo e provoca. O pecado mora mais perto do que eu imaginava e do que eu gostaria. E continua tentador.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Missão cumprida

Não há nada que se compare à felicidade de uma criança. Mesmo que eu tenha virado a noite para que nada desse errado valeu a pena. O sorriso imenso dela ao me ver levar a torta para a escola na hora do recreio foi 'impagável'. Recebi um abraço tão gostoso, aquela sensação de que você é a heroína da sua filha, sabe? Depois o almoço. E ela entra correndo pela sala gritando e gesticulando, claramente excitada por ser o dia do seu aniversário. E os olhinhos brilhantes ao abrir o imenso presente do tio Ranz e da tia Cidinha. O dia inteiro recebendo telefonemas e tanto carinho. A visita da tia Rafa de tarde e da tia Taís com a Juju para jantar. Nessas horas percebemos que tem coisas que o dinheiro não pode comprar. Mesmo sem termos dinheiro para dar a ela a comemoração que ela merecia o dia dela foi super especial pelo carinho e a atenção que recebeu das pessoas que a amam. Das tias que, mesmo cansadas por causa do trabalho, arrumaram um tempo para ficar com ela, para compartilhar do strogonoff  e da torta da tia Carla. Hoje eu consegui ensinar para ela que o que houve de mais valioso no dia do seu aniversário foi o amor que ela recebeu e que isso não tem preço e não é para qualquer um. Obrigado às tias queridas que vieram até nossa casa para estar com ela pelo menos por algum tempo nesse dia e obrigado ao tio Ranz e à tia Cidinha pelo presente incrível que proporcionou pulinhos de alegria e olhinhos brilhantes. Agora minha filha tem 9 anos e muita alegria em seu coração. E ainda tem a festinha surpresa que ela nem desconfia...

6:35am

Hoje minha filha faz 9 anos. Num dia comum eu dormiria dentro de duas horas aproximadamente, mas hoje não poderei dormir pois minha filha faz 9 anos. Eu irei até a escola para levar uma torta e refrigerantes para que ela possa cantar parabéns entre os colegas de classe. Almoçaremos com pessoas queridas e iremos jantar com minha irmã à noite. Parece que foi ontem que eu tive que ser internada às pressas para tomar injeções doloridas na barriga e evitar uma transfusão de sangue na hora da cesárea. Ainda lembro da bagunça que fizemos no hospital e dos meus amigos, todos homens (rs), me levando até a porta do centro cirúrgico. O pavor da anestesia, o choque desconfortável na coluna no momento em que introduzem a agulha maior, as complicações do parto e o meu medo de morrer sem ter conhecido a razão de tudo aquilo. É inacreditável como o tempo passa rápido e como tudo parece insignificante quando lembramos anos depois. Hoje minha filha faz 9 anos. É a primeira vez que ela usará roupas pretas (escolha dela pois é uma roupa rock n roll) e ganhará de presente um mp3 para ouvir músicas, sua atual paixão. Pediu para eu cozinhar arroz a piamontese e bife ao molho madeira. Pediu que eu desse um jeito de encontrar com minha irmã e minha sobrinha, pois disse que sem elas nenhuma comemoração de aniversário teria graça. Chorou nos últimos dias de saudade e tristeza e ainda sofre a ausência da avó, mas tudo com tanta maturidade que eu tenho vergonha da minha histeria. E é uma criança tão querida que ganhou de presente da administradora do condomínio uma torta da Kuffura, ganhou a contribuição da tia Rafaela numa festa surpresa que ela nem sabe que vai ter e conseguiu tirar o tio Ranz do seu vício de trabalho para uma visita inesperada na data errada (rs rs, como sempre). Hoje de manhã senti tanta falta de ver essa criança tão precoce se arrumar sozinha para a escola e vir me dar aquele beijo tão gostoso antes de ir esperar a "condução". Tanta coisa aconteceu há 10 anos atrás quando descobri que estava grávida. Eram tempos tão diferentes. Foi tudo tão inacreditável. Quase 7 horas da manhã agora. Um dia lindo cheio de sol como ela. Apesar de tudo tenho que agradecer a Deus por poder viver esse dia e por ter tido a benção de ter a filha maravilhosa que eu tenho. Hoje minha filha faz 9 anos.

sábado, 1 de maio de 2010

Repassando - Atitudes que drenam energia

Recebi esse email de uma querida amiga e resolvi repassar porque me identifiquei muito com as informações. Certamente que eu sou o exemplo vivo de energia drenada por causa dessas atitudes e sei que preciso mudar MUITA coisa em mim para me curar. Espero esse texto nos ajude na busca pessoal e na cura de nossos corpos físicos e energéticos.

Recebi do amigo virtual ANTONIO RODRIGUES NERY uma lista de atitudes que drenam energia e repasso, a fonte é www.33d.com.br


1. Pensamentos obsessivos - Pensar gasta energia, e todos nós sabemos disso. Ficar remoendo um problema cansa mais do que um dia inteiro de trabalho físico. Quem não tem domínio sobre seus pensamentos - mal comum ao homem ocidental, torna-se escravo da mente e acaba gastando a energia que poderia ser convertida em atitudes concretas, além de alimentar ainda mais os conflitos. Não basta estar atento ao volume de pensamentos, é preciso prestar atenção à qualidade deles. Pensamentos positivos, éticos e elevados podem recarregar as energias, enquanto o pessimismo consome energia e atrai mais negatividade para nossas vidas.

2. Sentimentos tóxicos - Choques emocionais e raiva intensa também esgotam as energias, assim como ressentimentos e mágoas nutridos durante anos seguidos. Não é à toa que muitas pessoas ficam estagnadas e não são prósperas. Isso acontece quando a energia que alimenta o prazer, o sucesso e a felicidade é gasta na manutenção de sentimentos negativos. Medo e culpa também gastam energia, e a ansiedade descompassa a vida. Por outro lado, os sentimentos positivos, como a amizade, o amor, a confiança, o desprendimento, a solidariedade, a auto-estima, a alegria e o bom-humor recarregam as energia e dão força para empreender nossos projetos e superar os obstáculos.

3. Maus hábitos - falta de cuidado com o corpo - Descanso, boa alimentação, hábitos saudáveis, exercícios físicos e o lazer são sempre colocados em segundo plano. A rotina corrida e a competitividade fazem com que haja negligência em relação a aspectos básicos para a manutenção da saúde energética.

4. Fugir do presente - As energias são colocadas onde a atenção é focada. O homem tem a tendência de achar que no passado as coisas eram mais fáceis: “bons tempos aqueles!”, costumam dizer. Tanto os saudosistas, que se apegam às lembranças do passado, quanto aqueles que não conseguem esquecer os traumas, colocam suas energias no passado. Por outro lado, os sonhadores ou as pessoas que vivem esperando pelo futuro, depositando nele sua felicidade e realização, deixam pouca ou nenhuma energia no presente. E é apenas no presente que podemos construir nossas vidas.

5. Falta de perdão - Perdoar significa soltar ressentimentos, mágoas e culpas. Libertar o que aconteceu e olhar para frente. Quanto mais perdoamos, menos bagagem interior carregamos, gastando menos energia ao alimentar as feridas do passado. Mais do que uma regra religiosa, o perdão é uma atitude inteligente daquele que busca viver bem e quer seus caminhos livres, abertos para a felicidade. Quem não sabe perdoar os outros e si mesmo, fica ”energeticamente obeso”, carregando fardos passados.

6. Mentira pessoal- Todos mentem ao longo da vida, mas para sustentar as mentiras muita energia é gasta. Somos educados para desempenhar papéis e não para sermos nós mesmos: a mocinha boazinha, o machão, a vítima, a mãe extremosa, o corajoso, o pai enérgico, o mártir e o intelectual. Quando somos nós mesmos, a vida flui e tudo acontece com pouquíssimo esforço.

7. Viver a vida do outro- Ninguém vive só e, por meio dos relacionamentos interpessoais, evoluímos e nos realizamos, mas é preciso ter noção de limites e saber amadurecer também nossa individualidade. Esse equilíbrio nos resguarda energeticamente e nos recarrega. Quem cuida da vida do outro, sofrendo seus problemas e interferindo mais do que é recomendável, acaba não tendo energia para construir sua própria vida. O único prêmio, nesse caso, é a frustração.

8. Bagunça e projetos inacabados - A bagunça afeta muito as pessoas, causando confusão mental e emocional. Um truque legal quando a vida anda confusa é arrumar a casa, os armários, gavetas, a bolsa e os documentos, além de fazer uma faxina no que está sujo. À medida em que ordenamos e limpamos os objetos, também colocamos em ordem nossa mente e coração. Pode não resolver o problema, mas dá alívio. Não terminar as tarefas é outro “escape” de energia. Todas as vezes que você vê, por exemplo, aquele trabalho que não concluiu, ele lhe “diz” inconscientemente: “você não me terminou! Você não me terminou!” Isso gasta uma energia tremenda. Ou você a termina ou livre-se dela e assuma que não vai concluir o trabalho. O importante é tomar uma atitude. O desenvolvimento do auto-conhecimento, da disciplina e da terminação farão com que você não invista em projetos que não serão concluídos e que apenas consumirão seu tempo e energia.

9. Afastamento da natureza - A natureza, nossa maior fonte de alimento energético, também nos limpa das energias estáticas e desarmoniosas. O homem moderno, que habita e trabalha em locais muitas vezes doentios e desequilibrados, vê-se privado dessa fonte maravilhosa de energia. A competitividade, o individualismo e o estresse das grandes cidades agravam esse quadro e favorecem o vampirismo energético, onde todos sugam e são sugados em suas energias vitais.


Escrito por veraghimel

 

 

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