quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

2010 - reflexão (primeiras taças de vinho)

Sério. 2009 não foi um ano fácil e acho que não foi fácil para ninguém. Eu lembro do ano novo de 2008/2009 e já foi foda. Fiquei sozinha com a vovó no quarto dela enquanto todo mundo foi para a praia. Nós brindamos com champagne e assistimos os fogos de copacabana na tv e a missa do galo. Conversamos sobre banalidades e eu a coloquei para dormir. Depois arrumei a sala, a cozinha e fiquei bebendo sozinha e chorando na varanda, olhando o céu enquanto pensava na vida. Logo depois minha irmão se mudou para lá e todas as minhas coisas foram levadas para o meu apt em jacarepaguá. Isso foi uma mudança e tanto na minha vida (e na vida da minha filha). Nem deu tempo de viver essa transformação. No dia 13 de março quando eu estava acordando e me preparando para pegar a minha filha na escola e ir para a casa da minha avó passar a tarde com ela eu recebi o telefonema dizendo que ela tinha morrido. No dia seguinte era o meu aniversário. Daí todo mundo já sabe o resto. Então esse ano foi uma merda para mim. Em maio eu perdi a minha cumadre Teresa. E no fim do ano eu descobri que as pessoas em quem mais confiamos podem ser as piores pessoas do mundo. Em compensação eu ganhei um presente inestimável: eu e a minha irmã passamos a ser o que sempre deveríamos ter sido. E eu me tornei amiga de uma pessoa maravilhosa que é a Rafaela. Tive a minha vida salva por uma mãezona e uma irmãzona, a Dora e a Amanda, quando eu surtei na época em que a minha avó morreu. Passei a contar com duas pessoas espetaculares, a minha madrinha Socorro e o meu pai Zezinho. Vi a minha bebê Sophia se transformar numa mocinha de 8 anos que odeia cor de rosa e vestido, mas se amarra em capoeira, skate e basquete, namora o Dimitri muito seriamente, adora azul e é uma das melhores da turma. Come como um adulto, tem 1,31 e é uma espoleta, uma moleca. Descobri que estou sozinha nesse mundo e não soube muito bem como lidar com isso e por isso me tornei uma pessoa muito triste e dura por dentro, mas estou disposta a trabalhar isso em 2010 pois não quero ser assim. Descobri que a minha família não é como eu desejava e como eu pensava e isso me destruiu e não sei se um dia eu vou me recuperar. Descobri que os psicopatas vivem entre nós e que é muito fácil sermos enganados por eles. Descobri que vou até o fim do mundo para defender a minha família. Descobri que amo os Orixás e sou leal a Eles mas não aos seres humanos que lidam com Eles se eles são movidos por motivos que fogem às leis divinas. Voltei para o meu psiquiatra amado (eu nunca devia ter trocado ele diga-se de passagem) e desde então além de estar me sentindo melhor - dentro do possível - eu emagreci e estou recuperando a minha auto-estima e a minha sanidade, apesar de estar estranhando muuuuuito a nova relação da gente. Passei a estabelecer limites nas minhas relações e a não me obrigar a aceitar certas coisas e certas pessoas e isso me fez muito bem, mas me fez perder algumas das pessoas que eu mais amava. Não tive coragem de ir na PUC, não consegui arrumar um emprego e não consegui realizar certas coisas que são importantes e necessárias na minha vida. Pausa para o rocambole de camarão e algumas taças de vinho.

2010 II

Acabei de voltar do carro e aconteceu algo inacreditável: a filha da puta da mulher da padaria não colocou os croissants na sacola, ou seja, minha singela ceia tem menos dois croissants... rsrsrs  Só rindo pra não chorar. Eu vou morrer de fome e não vai ter nenhum lugar aberto para eu comprar alguma coisa. Fiquei desesperada gritando que nem uma louca na garagem do prédio. Agora estou com a cama bagunçada porque o Dio não comprou roupa de cama nova como eu pedi, com a mesa horrível porque não tem toalha de mesa nova e as frutas que eu pedi, sem ceia, enfim... pior impossível! Vou tomar um banho e começar a beber ouvindo alguma rádio dessas de computador ou vendo tv, sei lá. Fiquei tanto tempo na garagem procurando os croissants que até esqueci que dia era hoje. Depois fiquei pensando que ao invés de comprar um vestido lindo eu deveria ter comprado uma camisola nova e pantufas (rsrsrsrs). Minha best best best friend ligou de Sampa dizendo que eu devia ter ido pra lá. Não consigo me olhar no espelho. É assustador o que aconteceu comigo, o que eu me tornei. Eu vejo tanta dor dentro de mim que não me reconheço. Eu finjo tão bem que as pessoas não percebem. Será que isso é saudável? O dia que eu explodir não vai ser bom, só isso que eu penso. Dor demais dentro da gente não presta, não presta mesmo. Dói tanto que eu nem consigo mais chorar. Tô entrando no banho...

Ano novo

Faltam 4 horas para a virada do ano e eu precisava tanto do seu abraço. Estou me sentindo muito sozinha. Ninguém pode dizer que eu não tentei ser positiva porque eu fui positiva até o último minuto. Eu cortei e pintei o cabelo, fiz as unhas, comprei um vestido lindo, uma sandália de salto dourada... Eu realmente me preparei como se fosse para uma grande festa, mas estou deitada na minha cama vendo tv (e Deus é testemunha que não é porque eu queria estar aqui). Eu só precisava de você, só precisava estar com você. Existem mil motivos para o meu ano novo estar sendo um dos piores da minha vida, mas nem vale a pena ficar pensando nisso. Quando eu me preparei para arrumar as coisas eu não tive como. Eu não posso desabafar sobre algumas coisas. Faltam 4 horas para 2010. Eu ouço os fogos de artifício lá fora. Imagino a delícia que deve estar a Barra da Tijuca. Como eu queria estar lá. Até mesmo usar o computador me entristece por causa dos votos de felicidade e dos depoimentos das pessoas sobre as festas e sobre o que estão fazendo no momento enquanto eu estou aqui. Ano que vem não será assim e isso é uma promessa. Nem que eu tenha que passar sozinha, onde quer que seja. Sei que ainda vou escrever muito hoje. Tem uma champagne na geladeira e duas garrafas de vinho. A minha ceia é singela e peculiar: 2 croissants, um pedaço de rocambole de camarão e uma fatia de brownie da padaria Nova Belém em jacarepaguá. Não tem nada de interessante para ver na tv a não ser uns filmes antigos no TCM. Vou assistir "Sortilégio de Amor" com o James Stewart que eu amo. Talvez eu durma antes de meia-noite e finja que esse dia nunca existiu.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Enquanto todas as coisas estavam no lugar

Enquanto todas as coisas estavam no lugar
ele estava do meu lado
tudo estava perfeito 
o amor era a dádiva

Não havia limites
não havia fronteiras
enquanto todas as coisas estavam no lugar
ele estava do meu lado

Não existia o abismo
não existia o medo
não existia a solidão
tudo estava perfeito

Enquanto todas as coisas estavam no lugar
ele estava do meu lado
não existia o outro
só existia nós.

(Saudade do tempo em que todas as coisas estavam no lugar e que nada nos separava.... só Deus sabe como eu sinto saudade dele e da nossa amizade e da presença e da conversa e e tê-lo ao meu lado...)

Muitas cervejas depois

São 00:47 e eu estou bêbada. Não posso dizer que o natal foi uma maravilha mas também não foi uma merda. O dia de hoje foi no mínimo uma surpresa. Mas a noite compensou o que aconteceu durante o dia. Acho melhor eu não escrever mais nada pois como bebi demais com certeza vai sair alguma besteira. Amanhã com certeza apagarei. 

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Já já tá acabando

A casa ainda está sem decoração natalina. A mesa da ceia ainda terá uma cadeira vazia, mas quer saber? foda-se! Todos já haviam me avisado que seria assim e eu é que não quis escutar. Nós não podemos ser responsáveis pelos atos e pelos sentimentos dos outros. Há muitos anos atrás me pediram para eu sempre estar presente, sempre eu estar por perto. Há muito tempo atrás quando eu decidi sair da casa onde eu cresci me pediram para eu não me afastar e eu nunca deixei de estar ali. É isso o que importa para mim. A minha lealdade, o meu amor à minha família e a importância que eles tem na minha vida. Os outros são os outros. Eles passarão, com certeza eles passarão! Eles passarão, mas a minha família sempre permanecerá. Sangue é sagrado para mim. 
Ontem eu abri a guarda e liguei para a minha amiga querida, meu anjinho da guarda e pedi "arrego". Pedi socorro. Nós arrumamos a casa e organizamos uma bagunça de meses. Hoje eu vou montar a árvore de natal (aos prantos) e fazer a alegria das crianças. Hoje eu farei as compras, hoje eu vou comprar presentes, hoje eu vou tomar um porre à noite e vou dormir conversando com a vovó Hélia. Eu sei que muitas pessoas devem me achar um saco, um açude de problemas, mas eu não ligo. Eu sou "analisada" e ninguém melhor do que eu para saber que existem coisas que são da área do "pinel" e coisas que são da área do "saudável". Foda-se. Esse ano o natal está sendo uma merda. O natal é uma merda para quem perdeu praticamente todo mundo. O natal é uma merda para quem perdeu uma das pessoas mais importantes da sua vida e ainda tem que fazer duas crianças felizes.
Se eu tivesse o que restou da minha família unida seria fácil, seria muito fácil. Eu estaria inteira. Porque eu sou família. Eu sou isso. Sem eles não sou porra nenhuma. Isso é o meu calcanhar de Aquiles. Quando tem alguma coisa errada entre nós eu fico na merda. Ou seja, eu estou na merda. Mas tudo bem. Estou fazendo uma ceia do caralho para minha irmã, minha sobrinha, minha filha e para o Dio. E dia 25 vai ter o chopp dos amigos e a festa das sobras. Eu estou no clima de não me deixar abater. Ninguém merece que eu fique mal ainda mais se for por motivos errados. Então... "força na peruca", chester no forno, champanhe na geladeira e "ho, ho, ho"... que o velhinho tá chegando... rsrsrsrsrs
O natal tá uma merda, mas a comida é boa, o champanhe é caro, e já já tá acabando...

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Doação de sangue para o amigo e sambista Walter Alfaiate

Alô Rio: o grande sambista Walter Alfaiate está internado e precisa de sangue. Para doar, vá ao Hemorio e direcione para Walter Nunes de Abreu que se encontra no Hospital Estadual Aloisio de Castro, no Humaitá. Pode ser qualquer tipo sanguíneo.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

2010 - Re-born

Faltam poucos dias para a virada do ano e mesmo que no fundo a gente saiba que na verdade é só a virada de mais um mês, a passagem de um ano para o outro nos traz tanta esperança e uma sensação tão forte de fechamento de ciclo e novas possibilidades, né? É um ano bom. Um ano com um número que eu gosto: 3. A imperatriz no Tarô, um Odu forte no candomblé, a Sagrada Trindrade, enfim, elementos de equilíbrio, poder, sucesso, união e paz. Eu gosto muito do número 3. O 1 é solitário, o 2 não basta e o 3 se completa. Ainda não fiz os meus planos e metas para 2010, mas algumas coisas já estão rascunhadas na minha mente. Voltar a frequentar as reuniões budistas de domingo para meditar o OM MANE PADME HUNG, começar a frequentar o Daime regularmente e talvez até me fardar e voltar a ter contato profundo com a terra e com a Terra, pois perdi esse contato faz muito tempo e isso está me fazendo muito mal. Dentro do meu coração eu sinto um chamado, como se uma energia estivesse gritando por mim. Enquanto a minha mãe estava viva eu era pura energia viva da terra, pulsante, xamânica, sutil, rosacruz, natural... tudo isso se perdeu há mais de 12 anos. Agora eu sinto dentro de mim que é hora de recomeçar. O primeiro passo já está dado. Apartamento à venda para ser trocado por uma casa cheia de verde, num lugar bem natural, bem tranquilo, com árvores, animais, espaço, telas para eu pintar, rede, piscina, horta, flores... Voltar a frequentar os grupos esotéricos, voltar ao rosacruz... Voltar a ser quem eu realmente sou em essência e enterrar o lixo que criei para me proteger e existir até agora. Não aguento mais!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

A impermanência

Para entender a impermanência que o Budismo prega a melhor maneira é se tornando uma dona de casa. A impermanência existe em cada coisa que fazemos e que as pessoas desfazem logo depois dentro do nosso lar. A louça que lavamos e que as pessoas sujam e jogam na pia. A comida que fazemos durante uma manhã inteira e que acaba em poucos minutos na hora da refeição. A roupa que lavamos num processo super complicado de molho, esfregar, lavar, secar e que é suja num único dia de uso e colocada no cesto de roupa suja no mesmo dia. A cama que é arrumada todo dia de manhã para ser desarrumada quando as crianças chegam da escola e pulam nela ou quando vamos dormir à noite. Enfim, a maior prática budista da impermanência e da meditação acontece dentro do nosso próprio lar (risos).

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

YouTube - Asher Roth feat Keri Hilson "SHE DONT WANNA MAN




As festas de final de ano

As festas de final de ano chegaram.
Eu deveria estar dizendo: obaaaaa! como sempre, mas esse ano é diferente, é muito diferente. Para quem me lê talvez pareça um lenga-lenga, mas só quem vive o que eu estou vivendo pode saber o que eu estou sentindo. Não tem como imaginar, só passando por isso é possível saber. Ter 35 anos e não ter praticamente ninguém. A minha avó veio morar conosco quando eu tinha 8 anos de idade e meu avô tinha morrido por causa do coração. Ela viveu conosco todos esses anos, ela me criou. Na verdade eu e ela caímos na porrada a vida inteira, mas os últimos anos foram redentores para nós duas e ela se tornou a minha melhor amiga. Eu não tinha idéia do quanto ela era necessária, do quanto eu era viciada nela e na presença dela e no vício de cuidar dela e de estar com ela. Agora tenho.
As festas de final de ano chegaram e eu estou completamente perdida. Normalmente eu estaria me encontrando com ela todos os dias para planejar as ceias de natal e ano novo, pois eu cozinhava para a família toda e fazia as compras. Eu reunia as crianças para decorar a casa e fazer a lista de presentes para colar na varanda para o Papai Noel. Eu lembrava o meu irmão de comprar os bolinhos de bacalhau e lembrava a minha irmã de fazer a salada de repolho. Eu me preocupava de manter todas as tradições, de preservar a crença das crianças, de garantir que houvesse sempre muitos presentes na árvore, e, principalmente, eu fazia questão de fazer com que essas datas fossem exatamente do jeito que a minha avó mandasse e desejasse. Esse era o meu presente de natal: ver a vovó sorrindo na cabeceira da mesa ao comer a ceia que eu tinha feito, ouvir os elogios, ter a certeza de que as crianças tinham acreditado mais um ano que o Papai Noel havia passado por ali (dava um trabalho o processo de gritar que o trenó estava passando na varanda, colocar os presentes no hall, tocar a campainha, se esconder, etc etc etc).
O motivo principal de tudo isso sempre foi a vovó e as crianças. A ceia era para a vovó, os presentes para as crianças. E agora a vovó não está mais aqui. Meus avós não estão mais aqui. Ninguém está mais aqui. E ainda estão as crianças.
Eu sempre fui do tipo que me desdobrava para agradar todo mundo. Dia 25 eu ia almoçar com os avós paternos, dia 23 eu passava na casa deles para dar um beijo e dizer que dia 25 estaria lá. Dia 29 eu passava lá e dia 1 de janeiro eu estava lá também, porque dia 31 eu passava com a vovó Hélia. Era uma confusão do cacete mas eu tinha que estar presente para todos eles, eu fazia questão.
Esse ano eu estou vazia por dentro. Ainda não consegui decorar a casa. Minha filha disse que o Papai Noel deve estar triste comigo e que ele não vai saber o que ela quer de presente pois não colocamos a lista na varanda. Que merda!
Ainda não sabemos onde vamos fazer a ceia. Ainda não sabemos onde vai ser o ano novo.
Eu tinha dito para o Dio ir com a Sophia para SP, pois eu queria ficar em casa vendo tv e depois ir dormir. Não porque eu quisesse ou estivesse na fossa, mas porque não arrumei programa melhor. Eu sou 8 ou 80. Tenho que arrumar uma festa de arromba, uma viagem ou então é cama e tv.
As festas de final de ano chegaram. Elas sempre foram motivo de felicidade para mim e orgulho, pois eu tinha me tornado algo como a "matriarca" da família. As minhas lembranças de menina são das mulheres da família na cozinha bebendo cerveja, falando um monte de merda e cozinhando as delícias da ceia. A tia Maria Alice fazia torta de cebola, mamãe inventava cada ano uma coisa diferente, vovó fazia as carnes... os homens ficavam bebendo na varanda. Eu me tornei a soma das mulheres da família e fazia tudo o que elas faziam só que sozinha e além disso bebia o que elas bebiam e o que os homens bebiam também, pois eu gosto de beber pra caralho. rsrsrsrsrsrsrsrs
Agora eu não tenho motivação nenhuma para as festas de final de ano. Não tenho ninguém para cozinhar, não tenho amigos para receber e não tenho motivo para comemorar. Puta que pariu! Somos três irmãos, mas eu me sinto como se estivesse sozinha. Seria muito mais fácil se fôssemos realmente como três irmãos e se pudéssemos pelo menos estar juntos nesses momentos e eu tivesse para quem cozinhar, com quem beber e motivo para comemorar. Ainda mais depois do ano pesado e cheio de perda e decepção que tivemos.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Algumas palavras

Eu aprendi muita coisa nos últimos meses. Mas eu perdi a vontade de escrever. Não foi a inspiração que eu perdi, pois inspiração e assunto eu tenho muito.  Eu aprendi que a verdade é uma questão delicada. Qualquer pessoa pode falar qualquer coisa como sendo verdade e não ser e que às vezes as pessoas em que mais confiamos e que mais amamos são as pessoas que mais mentem e distorcem a verdade para nós. Aprendi que não podemos manter as pessoas que amamos perto de nós e nem protegê-las do pior, mesmo que estejamos vendo tudo o que está para acontecer. Também aprendi que nem sempre podemos despejar todo o nosso ódio, pois às vezes é necessário ficar em silêncio, quietinho, escondidinho, apenas observando as coisas acontecerem para que as pessoas que amamos possam ver que nós não temos culpa do que nos acusam e possam voltar a acreditar em nós e tudo possa voltar a ser como antes ou talvez melhor ainda. 
Os Deuses têm meios estranhos de nos mostrar as coisas e de sacudir as nossas vidas. Acredito que de vez em quando coisas horríveis precisam acontecer para que possamos ver as coisas maravilhosas que deixamos de reparar que estão ao nosso redor todos os dias. Precisamos descobrir que alguém é muito vil para reparar que existem pessoas boas. É a questão da dualidade, da luz e da escuridão. Sem a escuridão não temos como notar a luz.
Por incrível que pareça, esse momento é de extrema luz e meus olhos estão ofuscados por tamanha claridade. A minha mente está mais clara do que nunca. Não posso dizer que vou perdoar as pessoas que fizeram mal à minha família. Eu estaria mentindo. Eu não tenho essa capacidade, mas também não desejo nenhum mal. Só quero que essas pessoas desapareçam, sumam e não cruzem os nossos caminhos. Essas pessoas não me fizeram mal, mas fizeram mal às pessoas que eu mais amo na minha vida e traíram a minha confiança e a minha lealdade e amizade. 
A minha mente está mais clara do que nunca. Aprendi a não ouvir mais as pessoas, pois a verdade existe de acordo com a conveniência de cada um. Aprendi a não deixar o ódio transbordar pois ele existe de acordo com o que os ouvidos ouvem de acordo com a conveniência de cada um e ela muda de acordo com o humor, o tempo, a roupa, os namoros... Aprendi que só posso levar em consideração o que meus sentidos tiverem testemunhado, então só registro o que eu tiver ouvido, visto, tocado, comido, respirado, cheirado, lido... e mesmo assim só se for do próprio agente, não aceito mais intermediários.
Eu quero paz!
Desde que eu nasci só duas pessoas fazem parte da minha vida efetivamente: meus irmãos. Eles nasceram do mesmo ventre que eu, eles compartilharam a mesma mãe e o mesmo pai, e a dor de perder os dois. Só eles sentiram a dor de perder a família inteira e só eles sabem como é solitário possuir como família somente os outros dois irmãos. Então, hoje a minha mente está muito clara mesmo. Não importa o que aconteça eu acredito que os Deuses, os meus Orixãs me deram uma lição, uma prova muito grande do que importa nessa vida e de quem está do meu lado e de quem eu devo estar do lado: meus irmãos.
Porque a verdade pode ser manipulada, mas a mentira é sempre descoberta para quem tem fé e é protegido pelos Deuses e pelos Orixás, e para quem ama tanto seus irmãos que faz absolutamente QUALQUER coisa para protegê-los e descobrir a verdade de forma a provar que o inocente é quem nós sempre soubemos que era.
Tendo dito, me liberto e agradeço a Eles por sempre estarem do meu lado. 

sábado, 5 de dezembro de 2009

Batizado de capoeira da Sophia




Minha filhota teve batizado de capoeira nesse fim de semana. Ela tinha a corda crua (eu não entendo muito bem como se fala, tá?) e passou três níveis para a frente e foi para a corda metade crua/metade amarela... estou super orgulhosa, ela arrasou e ama capoeira... é uma moleca!!! Odeia boneca, dança, ballet, mas ama capoeira, basquete e futebol... mas é minha princesinha... hahahaha