sexta-feira, 30 de abril de 2010

3:30am

A madrugada envolve o meu corpo e o meu universo. Caminho sorrateira pela casa e por um momento me questiono se estou viva. O silêncio é tão profundo, a escuridão da noite é tão intensa que me imagino morta passeando como uma alma que não abandona sua casa depois de desencarnar. Na tv Bette Davis suporta o deserto e se torna refém de Humprey Bogart. No quarto o único barulho que se escuta vem do ventilador. Faço metade de um misto-quente e um copo de mate gelado porque meu corpo agora acredita que a madrugada é dia e que o dia é a madrugada. Ligo e desligo o computador várias vezes numa tentativa de dormir como todos os seres-humanos normais, mas não consigo. Vasculho minhas redes sociais, vasculho o jornal online, vasculho emails e blogs procurando atividade para passar o tempo. Já não me considero mais uma insone, me considero um morcego em forma de gente. Insones são aqueles que não conseguem dormir, mas eu consigo mesmo que seja apenas a partir das 8 horas da manhã. Leio sobre o fim do mundo e penso que para alguns o fim já aconteceu faz tempo. Penso nos sonhos do dia que passou - o amor não vivido, o sexo que poderia ter acontecido, o rosto nunca esquecido.Escolhas que fazemos e que nunca saberemos se foram as melhores. Escolhas que continuamos a fazer todos os dias ao acordar e ao dormir. Namoro a caixa de valium e a caixa de lioram. Eu poderia ser como aquelas pessoas que ficam viciadas em pílulas e mais pílulas e dormir tranquilamente todas as noites com a ajuda da química que entorpece o mundo e o sistema nervoso central. Não sei se é uma boa escolha,mas escolhi não dormir para não me tornar uma dependente química. Já bastam os remédios que não posso deixar de tomar por causa da minha condição psiquiátrica. Hoje assisti a um episódio de "Medium" em que o grande gênio de uma empresa surta por ter deixado de tomar seus antidepressivos e antipsicóticos para controlar o seu transtorno bipolar. Queria que minha família e meus amigos tivessem assistido também para verem na tela o que vêem e o que não vêem quando não estou medicada e saberem que é real, que é uma patologia e que faz parte de mim. Eu acho que não procurar saber mais sobre a minha doença e não procurar compreender como isso funciona na prática, com e sem os remédios na minha vida, é falta de interesse e até de amor por mim. Se eu fosse autista todos teriam que se informar e se adaptar, não é mesmo? Eu procuro saber tudo o que envolve a vida das pessoas que eu amo e por quem eu me importo. Não quero ser o centro das atenções e nem que o mundo gire por minha causa, quero apenas ser compreendida e que as pessoas que eu amo entendam as singularidades do transtorno bipolar e como isso afeta as minhas ações, o meu comportamento e a minha relação com eles e com os outros. Vou tentar dormir mais uma vez e rezar para sonhar as delícias que sonhei ontem. Sonhar o amor dos apaixonados que queima por dentro e nos faz sorrir por qualquer coisa. Não o amor calmo e fraternal que vem com o tempo, com os muitos anos ao lado de alguém. Os incêndios combinam mais comigo do que as pequenas chamas das velas. Eu desejo as fogueiras não os fósforos. São 3:30am. Melhor eu sossegar um pouco.  

Coisas que eu preciso fazer antes de morrer

Estou assistindo um programa na tv e apareceu uma pergunta numa entrevista - O que você precisa fazer antes de morrer?

Nossa, parei tudo o que eu estava fazendo. Putz, essa pergunta é daquelas que devemos fazer de tempos em tempos para nós mesmos. Quando eu era bem mais nova as minhas preocupações do que fazer antes de morrer eram:

- perder a virgindade

- ter pelo menos um filho ou filha

- conhecer a Europa

- conhecer a Disney

- passar para a PUC

- fazer uma tatuagem

- plantar uma árvore

- aprender a dirigir

- ter um carro

Nem me lembro mais das outras coisas... quando jovens nós fazemos tantos planos, né?

Eu realizei a maior parte dos planos que fiz quando era mais nova, na verdade, realizei bem mais do que eu esperava e agora essa pergunta voltou a ecoar na minha cabeça. O que eu preciso fazer antes de morrer, o que é que eu não fiz ainda? Resolvi pensar um pouco nisso e fiz outra lista.

- Ir com minha filha à Disney

- terminar meu curso na PUC

- escrever e publicar um livro

- Fazer uma viagem para à Europa com meu amor e/ou com minhas melhores amigas e minha irmã

- Morar numa casa longe da cidade

- Fazer o caminho de Santiago de Compostela

- Fazer mais tatuagens e acabar as que estão incompletas

- Esquiar

- Conhecer a Ilha de páscoa

- Conhecer Ushuaia

- Achar o remédio perfeito para estabilizar o transtorno bipolar

- Casar na praia ou em alto-mar

- Fazer um filme

- Fazer uma lipo e dar uma recalchutada nos seios (rsrsrsrs)

Ainda tem muitas coisas que eu gostaria de fazer, mas ficaria criando uma lista eterna.... E com certeza há muitas coisas que eu não poderia colocar aqui, não poderia tornar públicas. Fora as coisas idealistas como ver um mundo melhor, fora as coisas que uma mãe deseja para uma filha, fora as coisas da vida que fogem ao nosso controle.

E você, o que você gostaria de fazer antes de morrer?

 

 

 

Repassando... porque eu acredito! Exército de trabalhadores cósmicos da luz

Estou repassando esse texto que recebi de uma querida amiga. Eu ouço sobre tudo isso desde pequenininha quanto frequentava reuniões e congressos de ufologia com a minha mãe, no universo esotérico, e em muitos outros ambientes.  Já é provado que a energia molda a realidade, então precisamos melhorar nossa energia. Espero que vocês façam parte desse exército que emana energia positiva para o planeta e o universo e que façam parte dessa revolução de luz.

Bjs

Tati

 

"Há carência de "mão-de-obra" de bom nível espiritual, dedicações voluntárias, fé e entusiasmo conseqüentes, trabalho sério e continuado, recursos econômico-financeiros e patrimoniais, experiência profissional em muitas áreas, enfim,... há carência de TRABALHADORES DA LUZ ou, se preferirem, CIDADÃOS CÓSMICOS, ou mesmo PLANETÁRIOS, para a CONSTRUÇÃO de uma CIVILIZAÇÃO NOVA, à revelia do processo suicida em curso que, como EVENTO TERMINAL, deve ser respeitado à distância, como tudo o que é RUIM e está à beira da morte por conta de suas próprias "loucuras".
 
A humanidade terrena conquistou, à duras penas, o direito de se libertar dessa CIVILIZAÇÃO ESPÚRIA, inclusive porque foi até capaz de orar muito, de ter provado sua fé e sua esperança por séculos à fio, e de se haver preparado silenciosamente para esse DESFECHO NATURAL de tudo que cresce em desarmonia com o BEM e a LUZ.
 
Nós todos, se já não sabemos de TUDO o que importa saber, sabemos ao menos o SUFICIENTE para partirmos para a AÇÃO CONCRETA, sem "florzinhas" e sem perda de tempo, principalmente com os "apelos" aos quais ainda muitos de nós somos ou temos sido ainda razoavelmente vulneráveis (não é mesmo?...).
 
As frentes de DEDICAÇÃO estão aí para quem já ultrapassou as fases das contestações, dos alardes, das campanhas inflamadas, das denúncias contra essa ou contra aquela, ou contra todas as milhares de "maracutaias" que rolam por aí o tempo todo, contra as mil e umas conspirações, grandes e pequenas, locais, regionais e até "espirituais"... para quem já viveu sua fase religiosa e pseudo-mística, ... para quem já foi além, muito além das postagens vazias da panfletagem virtual.
 
As diretrizes também estão aí, pois, de alguma maneira, por meios ainda relativamente "insondáveis" — para não dizer "super-estratégicos", pois o INIMIGO espreita de dia e de noite tudo o que lhe parece "suspeito" — estão se aglutinando 16 GRANDES FAMÍLIAS ESPIRITUAIS LIVRES no Mundo e elas, todas as 16, viverão LIVRES pelo MUNDO, um mundo sem fronteiras, cada qual apoiada numa rede planetária de ecovilas agro-ecológicas (Estações Aquarianas) tão simples quanto avançadas, detentoras de tecnologias vibracionais de cura e de cultivo, meios radiônicos de comunicação e de navegação aérea, de Volitores caseiros, "bolados" por engenhosos inventores de fundo de quintal, com fontes autógenas de energia limpa, e todas elas — as 16 FAMÍLIAS — articuladas amorosamente entre si através de uma MALHA, também planetária, de PONTOS DE ENCONTRO com missões bem definidas, estrutura que substituirá TODA essa parafernália que hoje se tem para se viver, aprender, ensinar, prosperar e ser feliz, de verdade: BALIZAS GEODÉSICAS (Marcos), FARÓIS DE MONITORAMENTO ECOLÓGICO E ESPACIAL, ENTREPOSTOS DE PARTILHA, NÚCLEOS MANUFATUREIROS, COLÔNIAS DE RESGATE, TRIAGEM, CURA E ENCAMINHAMENTOS, e ainda BASES INTERPLANETÁRIAS, abertas a povos que hoje têm de ficar por aí "se escondendo" (mas sem deixar de nos defender o tempo todo de interesses absurdos que se aquartelaram nessa Terra), ... e se "escondendo" até nas dimensões hiperfísicas, onde têm de se mostrar como "anjos", "guias", "seres de luz", "santos", "aparições milagrosas" e tantos outros artifícios, tudo por conta de nossa secular ignorância e teimosia.
 
Temos de achar pelo menos umas 272 terras mundo afora, todas de campo, altas em relação ao atual nível do mar, isoladas, fim de linha, remotas, preservadas, com nascentes d'água e longe de cidades grandes, da mineração industrial, da agricultura e da pecuária extensivas, razoavelmente distantes de rios caudalosos, florestas (por conta dos gigantescos incêndios que virão, sim,...) e de grandes rochedos.
 
Essas terras, em boa parte, já estão nas mãos de seus proprietários-zeladores, prontas para a MISSÃO CHRÍSTICA de abrigar uma das Estações Aquarianas de uma das 16 REDES MUNDIAIS... E em torno delas, em suas regiões, estão seus futuros construtores e vários de seus futuros moradores e financiadores, que nasceram para fazer isso, que pediram para fazer isso!...
 
Só nos falta o que o velho SISTEMA tem de sobra: garra, vontade, confiança, capacidade gerencial e administrativa, peito, dedicação, competência, estrutura logística, AMOR À CAUSA... coisa que até o crime organizado tem mais do que nós.
 
"Aliste-se" nesse "exército" de AMOR... Nossa cartilha chama-se AGENDA AQUARIANA... Está lá, sofridamente exposta no
www.agendaaquariana.org.br.
 
Besteira???... Você não acredita?... Bobagem?... Deus já tem um "plano diferente" para você?...
 
Então, tudo bem...
Até qualquer dia desses, ok?
 
Luiz Gonzaga
REDE AURORA"

quarta-feira, 28 de abril de 2010

A missão de ser mãe

São 3 horas da manhã e, apesar de estar passando por uma fase bem depressiva, estou em êxtase nesse momento me deliciando com a minha missão de ser mãe. Apesar de todas as coisas que a minha filha é obrigada a passar por causa das circunstâncias adversas relativas à minha bipolaridade, a certeza de que eu sou uma boa mãe é fato em momentos como esses, simples e cotidianos. Acabei de ir no quarto dela para cobri-la e para me certificar de que o despertador dela está ativado. Ajeitei o corpinho dela na cama e não consegui sair logo tão inebriada que fiquei ao ve-la dormir. As unhas pintadas de cores diferentes seguindo a moda da sua série preferida, Isa TK+, o discreto brinco de estrelinha, a pulseirinha feita junto com a prima no feriado... É uma das poucas certezas que eu tenho... Os almoços que preparo preocupada com os legumes e as verduras, o bife de soja que ela adora, o chocolate aerado que eu compro sempre que posso... Pequenos detalhes que fazem a diferença na nossa maneira de ver a vida. Estar acordada todos os dias às 5 da manhã só pra ter certeza de que ela está arrumadinha para a escola e de que não irá perder a condução. Assistir os canais infanto-juvenis só para fazer companhia e para compartilhar um pouco do universo dela. Gastar o dinheiro que não tenho para comprar as roupas que ela gosta e para satisfazer os seus desejos, que não são muitos e são tão simples,tão desprovidos de vaidade ou de vontades egoístas. Aqui estou eu agradecendo por essa dádiva, por essa missão maravilhosa. Agora ela dorme e eu continuo acordada pensando nela.

Brothers and sisters

Acabei de assistir ao episódio de "Brothers and sisters" e estou me acabando de chorar. O episódio é basicamente sobre o casamento do Justin com a Rebecca, além de todas as outras tramas que envolvem a série, mas mexeu muito comigo. Eu sempre pensei que a minha família fosse como a deles... No fim do episódio, a irmã mais velha, Kitty, desfalece enquanto está lendo um poema lindo de Cummings na hora da celebração do casamento na praia. Ela tem câncer e está morrendo. Pensei em todas as coisas que aconteceram e estão acontecendo na minha vida, no universo da minha família, entre os meus irmãos e eu. Lembrei do casamento da minha irmã, do meu pseudo casamento... Senti saudade dos velhos tempos. Senti tristeza por saber que não passarei pela felicidade e emoção que eu sei que aquela família estava sentindo naquele momento, na praia, reunida para ver o irmão mais novo casar. Chorei pela dor que a família sentiu ao ver a irmã mais velha desmaiar e parar de respirar no momento mais emocionando da celebração e lembrei do que não gosto de lembrar sobre o câncer e a proximidade da morte. Ninguém da família sabia da situação médica da irmã mais velha pois ela tinha escondido de todos para evitar sofrimento para a família. Eu sempre desejei casar na praia ou em alto-mar, mas no dia que eu marquei a minha própria celebração aconteceu uma das piores tempestades da história do rio de janeiro. Recebi um email hoje cuja temática era "Será que as minhas orações estão sendo ouvidas por Deus?". Eu me fiz a mesma pergunta. Minha filha fará 9 anos na segunda feira. Minha pequena skatista, fã de rock n roll, jogadora de capoeira, c.d.f.. Fã do Nx zero, da Pitty e dos atores/cantores da disney, viciada em computador. Parece que foi ontem que fui internada às pressas para ve-la nascer prematuramente depois de dias medicada para não ter que fazer transfusão de sangue. Faz tanto tempo que não sei o que é não chorar que me esqueci de como é ter uma madrugada em paz. Queria transformar toda a dor e angústia que sinto em um míssel que pudesse ser lançado para explodir no universo e destruir todas essas coisas ruins que habitam dentro de mim. Queria um milagre. Uma cura para esse tumor que insiste em crescer e que é alimentado por essa sensação de vulnerabilidade e impotência em relação às coisas que vejo acontecer sem que eu possa fazer nada para impedir. A pior frustração é ver o mal vencer o bem apesar de tudo... Onde está Deus? Será que Ele tirou férias? Ou se aposentou?

domingo, 25 de abril de 2010

Desabafo

Confusa, muito confusa. Mais mentiras, mais fofocas, coisas que eu não quero, não preciso e não procuro. Mesmo quieta, mesmo recolhida e alheia às coisas do mundo eu sou protagonista de coisas que eu não vivi, que eu não falei e das quais eu não participei. Quanto mais isso acontece menos eu saio de casa, menos eu atendo o telefone, menos eu quero contato com o mundo. O aniversário da minha filha está próximo. Ela é a minha vida, ela é o que ainda dá sentido à minha existência. Já não choro mais saudades não merecidas. Abro a geladeira e sinto falta do passado. As garrafas de molho de tomate caseiro da vovó Ricardina e sua salada de vagem com ovos, o pote de salada de batata com maionese eterno na geladeira da vovó Hélia e o strogonoff da sexta feira. Não sinto mais nada quanto entro no apartamento que foi palco da minha vida por tantos anos a não ser tristeza e muita dor. Não é mais um lar, é apenas um imóvel esperando para ser vendido e se transformar numa remota lembrança de bons tempos. Apenas um apartamento sujo, com paredes comidas pelo cachorro e sem nenhuma semelhança com o lugar em que eu cresci a não ser pelos números acima da porta e pelo endereço das correspondências. Queria entrar e ver minha avó sentada na sua cama vendo tv e lendo livros espíritas. Queria entrar e ver a cozinha arrumada a seu gosto com as panelas em cima do fogão. Queria sentir mais uma vez a sensação de que ali era o meu porto seguro e não um lugar onde eu não me sinto bem vinda. Passo pelo hospital italiano e lembro das tantas vezes em que levei minha avó Ricardina em suas consultas, para logo lembrar dos vinte e tantos dias em que fiquei o dia inteiro sentada com esperança de que ela sairia dali para logo depois ir abraçar seu corpo gelado pela última vez. E caminho pela tijuca lembrando dos nossos passeios, das idas ao mercado, e de todas as referências que me lembram dela e do vovô. O vovô que dava paçoca para Sophia, o vovô que sentava na poltrona para contar dos seus dias de funcionário público e das suas conquistas incríveis apesar da infância difícil. É como se fosse um filme em preto e branco, uma imagem do passado. Nada do que eu possuo hoje consegue substituir a saudade que eu tenho daqueles tempos e a alegria que eu sentia por eles existirem e por eu poder fazer parte das suas vidas. Nada é capaz de fazer melhorar a dor da saudade. Ninguém sabe das minhas noites sem dormir, das madrugadas acordada chorando, dos dias intermináveis em que é necessário fingir que está tudo bem quando não está. E ver a Sophia perguntando pelo tio e chorando de saudade, ver tudo tão diferente, só piora as coisas. Estou tão cansada de tanta maldade, tanto egoísmo, tanta desilusão. Algemada à vida, comprometida com a responsabilidade de criar uma filha e faze-la feliz, culpada por desejar sumir quando existe um companheiro que precisa de mim e uma filha que não saberia viver sem a minha presença. E tantos outros problemas que não conto para ninguém por achar que os outros não precisam sofrer junto comigo ou por mim. Suportando eternamente o calvário da bipolaridade, da montanha russa de euforia e depressão, cada vez mais depressão... e falta de dinheiro para ir ao psiquiatra, e falta de dinheiro para comprar os remédios que me mantém equilibrada... e tão deprimida... tão deprimida que é um milagre ainda estar viva.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Cômodos

Cada vez menos eu desejo fazer parte do maquinário social e me recolho a cômodos menores e menores e menores até reduzir meu espaço a meu corpo e um notebook. Tudo o que aprendi de sociologia, filosofia, antropologia, tudo o que aprendi em comunicação e na minha vida perdeu o sentido com o passar do tempo. Lidar com o ser humano é uma questão de espera. A espera da próxima mentira, da próxima briga, da próxima traição, da próxima decepção... Então, num instinto de auto-preservação eu me afastei e evito o máximo possível todo e qualquer contato a não ser os que são inevitáveis. Acho tudo isso muito triste. Hoje sou como um eremita. Vejo a vida passar pela janela ou pela tela da tv. Em um mês de 30 dias eu devo colocar os pés fora da porta da minha casa no máximo uns 5 dias. Minha vida "social" é toda virtual. Os telefones tem bina e eu raramente os atendo. Não confio em ninguém. Percebi que a estrura de uma pessoa, a base primordial de um ser é sua família e quando essa base tem rachaduras, esse ser não tem como estar inteiro, como estar bem. Não faço mais planos. Já percebi que enquanto sou mãe e companheira não posso fazer os planos que gostaria. Apenas aguardo. Recolhida, em silêncio, longe de quem eu acredito que possa me machucar,me ferir. Animais selvagens só atacam quando se sentem ameaçados.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Vamos ajudar os que estão precisando nesse momento! Vejam como

Prezados Amigos,

A  Globo está convocando a população para ajudar as mais de 12.600 vítimas das últimas chuvas.

Veja como ajudar as vítimas dos temporais no estado:


Está na hora da solidariedade tomar lugar das tragédias no estado do Rio de Janeiro.


Ações de ajuda às mais de 12.600 vítimas das chuvas no estado começam a ser montadas, contando com o apoio da população para diminuir o sofrimento de quem perdeu tudo com temporais e enchentes.


A partir desta terça-feira, todas as unidades do Sesc no Rio, no interior e no Grande Rio estarão arrecadando alimentos, água, roupas e roupa de cama para os desabrigados . Quem desejar fazer uma doação deve ir até uma das unidades ou ligar para o Banco Rio de Alimentos pelo telefone 0800 222 026.


Na segunda-feira, 3 toneladas de alimentos já arrecadados foram entregues no município de Friburgo, um dos mais atingidos.
Em uma outra iniciativa do governo do estado, a Ceasa também está arrecadando alimentos. Graças ao convênio com uma cooperativa de produtores de leite, 10 mil kg de leite em pó foram doados para os desabrigados do Norte Fluminense. Quem quiser doar é só se dirigir a unidade de Irajá levando alimentos não perecíveis.
Endereço do Ceasa: Avenida Brasil, nº 19.001 -Irajá (próximo ao trevo das margaridas).
A Secretaria de Estado de Ação Social também atende pessoas que queiram doar através do telefone 3373-5739.


Endereços das Unidades do SESC:
GRANDE RIO
SESC Tijuca - Rua Barão de Mesquita 539
SESC Madureira - Rua Ewbanck da Câmara 90
SESC Engenho de Dentro - Av. Amaro Cavalcanti 1.661
SESC Ramos - Rua Teixeira Franco 38
SESC Nova Iguaçu - Rua Dom Adriano Hipólito 10
SESC São João de Meriti - Av. Automóvel Clube 66
SESC Niterói - Rua Padre Anchieta 56
SESC São Gonçalo - Av. Presidente Kennedy 755
ARTE Sesc - Rua Marquês de Abrantes 99, Flamengo
SESC Copacabana - Rua Domingos Ferreira 160 Copacabana
SESC Santa Luzia - Rua Santa Luzia 685
Banco Rio de Alimentos - Rua Ewbanck da Câmara, 90
INTERIOR
SESC Barra Mansa - Rua Tenente José Eduardo, 560
SESC Três Rios - Rua Nelson Viana 327 - SESC CAMPOS - Rua Alberto Torres 397
SESC Nova Friburgo - Av. Presidente Costa e Silva 231
SESC Petrópolis - Rua Alfredo Pachá 26
SESC Teresópolis - Av. Delfim Moreira, 749
SESC Nogueira - Estrada do Calembe s/ número

fonte: http://rjtv.globo.com/Jornalismo/RJTV/0,,MUL142307-9101,00.html

Mesmo que você não possa ajudar com muito, faça uma doação, pois o pouco é muito pra quem perdeu tudo!

Conto com a participação de vocês!
Passe o e-mail pra frente.
Abraços