quarta-feira, 28 de abril de 2010

Brothers and sisters

Acabei de assistir ao episódio de "Brothers and sisters" e estou me acabando de chorar. O episódio é basicamente sobre o casamento do Justin com a Rebecca, além de todas as outras tramas que envolvem a série, mas mexeu muito comigo. Eu sempre pensei que a minha família fosse como a deles... No fim do episódio, a irmã mais velha, Kitty, desfalece enquanto está lendo um poema lindo de Cummings na hora da celebração do casamento na praia. Ela tem câncer e está morrendo. Pensei em todas as coisas que aconteceram e estão acontecendo na minha vida, no universo da minha família, entre os meus irmãos e eu. Lembrei do casamento da minha irmã, do meu pseudo casamento... Senti saudade dos velhos tempos. Senti tristeza por saber que não passarei pela felicidade e emoção que eu sei que aquela família estava sentindo naquele momento, na praia, reunida para ver o irmão mais novo casar. Chorei pela dor que a família sentiu ao ver a irmã mais velha desmaiar e parar de respirar no momento mais emocionando da celebração e lembrei do que não gosto de lembrar sobre o câncer e a proximidade da morte. Ninguém da família sabia da situação médica da irmã mais velha pois ela tinha escondido de todos para evitar sofrimento para a família. Eu sempre desejei casar na praia ou em alto-mar, mas no dia que eu marquei a minha própria celebração aconteceu uma das piores tempestades da história do rio de janeiro. Recebi um email hoje cuja temática era "Será que as minhas orações estão sendo ouvidas por Deus?". Eu me fiz a mesma pergunta. Minha filha fará 9 anos na segunda feira. Minha pequena skatista, fã de rock n roll, jogadora de capoeira, c.d.f.. Fã do Nx zero, da Pitty e dos atores/cantores da disney, viciada em computador. Parece que foi ontem que fui internada às pressas para ve-la nascer prematuramente depois de dias medicada para não ter que fazer transfusão de sangue. Faz tanto tempo que não sei o que é não chorar que me esqueci de como é ter uma madrugada em paz. Queria transformar toda a dor e angústia que sinto em um míssel que pudesse ser lançado para explodir no universo e destruir todas essas coisas ruins que habitam dentro de mim. Queria um milagre. Uma cura para esse tumor que insiste em crescer e que é alimentado por essa sensação de vulnerabilidade e impotência em relação às coisas que vejo acontecer sem que eu possa fazer nada para impedir. A pior frustração é ver o mal vencer o bem apesar de tudo... Onde está Deus? Será que Ele tirou férias? Ou se aposentou?

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