Hoje me pergunto como conseguimos viver sem um pouco de transgressão. Entendo os altos e baixos que engasgam em nossas gargantas tantas curvas da vida e que nos fazem perder o fôlego em cada naufrágio não esperado.
Não somos santos. Eu não sou santa. Não sou sã. Não sou salva. Sou solta.
Quanto mais busco limites, barreiras e fronteiras, mais me vejo ultrapassando todas elas e infringindo as leis e regras que criam para mim e que eu crio para mim. Como num jogo de lego onde construo e desconstruo o meu mundo e nada está certo - nunca.
Me deram asas. Tentei prendê-las por padrão, apenas por padrão. Como voar num mundo onde não existe mais mágica? Como ter asas onde poucos tem asas? Para que voar sozinha?
Prendi as asas. E elas voaram em mim, em volta de mim, dentro de mim, por mim...
Porque as asas são o que eu sou e eu não sou as asas.
É preciso sobreviver às curvas da vida e buscar ar nos naufrágios. Ai das minhas sete vidas se não fossem minhas asas!
Não somos santos. Eu não sou santa. Não sou sã. Não sou salva. Sou solta.
Quanto mais busco limites, barreiras e fronteiras, mais me vejo ultrapassando todas elas e infringindo as leis e regras que criam para mim e que eu crio para mim. Como num jogo de lego onde construo e desconstruo o meu mundo e nada está certo - nunca.
Me deram asas. Tentei prendê-las por padrão, apenas por padrão. Como voar num mundo onde não existe mais mágica? Como ter asas onde poucos tem asas? Para que voar sozinha?
Prendi as asas. E elas voaram em mim, em volta de mim, dentro de mim, por mim...
Porque as asas são o que eu sou e eu não sou as asas.
É preciso sobreviver às curvas da vida e buscar ar nos naufrágios. Ai das minhas sete vidas se não fossem minhas asas!