sábado, 31 de maio de 2008

Desabafo piegas e repetitivo

Puta merda.
Eu estou doente. De verdade e de alma.
Uma bosta de uma febre alta, tossindo que nem um borrifador, diarréia e o corpo molinho, molinho... 
Mas sinto que tambem estou doente de alma e ficar doente de verdade é a uma forma de colocar para fora. Às vezes acho que estou me matando disfarçadamente, se é que isso existe. Comendo bastante mac donalds, tomando bastante refri, garantindo bastante cerveja, ice e demais alcoolicos no armário e na geladeira, tomando um pote de sorvete de chocolate com calda de morango por dia (garantindo que a  maior parte seja a noite e de madrugada), comendo quilos de chocolate... enfim... me matando aos poucos.
Como digo sempre: whatever!
Hoje resolvi tentar me sacudir e fui comprar lingerie (aquelas que a gente usa pra fazer sexo e não "fazer amor" - ps: acho que eu nunca fiz amor), comprei umas roupas bem a minha cara, um cinto rock'n roll, um salto 15 preto, algemas de cetim (hahahahahahahahahahahaha) e mais umas coisinhas...
Porque eu até posso ficar doente, deprimida, essas coisas... mas quando eu vejo que tô fugindo da cama - PÁRA TUDO!
Eu acho que não sou uma mulher que fica deprimida às vezes, eu fico frustrada.
Sempre fui uma garota rock'n roll, porra louca, maluquinha...
Vivi uma vida de aventuras, loucuras, paixões, impulsos e sem limites...
A vida que eu vivo agora não é a que deveria ser minha, mas é a que eu tenho.
Eu disse para alguem que amo muito que estou vivendo para os outros e que um dia começarei a viver para mim.
Me preocupo demais com as outras pessoas e deixo de fazer o que gostaria de estar fazendo por causa delas.
Cá estou eu fazendo isso de novo.
Mas não é isso que me deixa doente.
O que me deixa doente é essa pasmaceira... essa vidinha mais ou menos...
Tento fazer umas pausas com sexo, "drogas" e rock'n roll, mas quando eu faço parece que todo mundo fica desesperado.... é até pior...
Por isso adoro sonhar. Enquanto não posso realizar. Mas um dia vou.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Mudanças

Mudança tem umas coisas bem especiais. Aparecem coisas desaparecidas, aparecem coisas que não sabemos de onde vêm, sentimos a energia das pessoas... E, realmente, muita coisa tem acontecido.  Estava fazendo a mudança devagar, no meu ritmo, no ritmo da minha filha e da minha avó, pois nós estamos sofrendo muito por ficar separadas. Levando um pouco de cada vez. Um dia saio de casa de manhã para resolver minhas coisas e passo o dia todo fora. Qual não é minha surpresa ao voltar pra casa e não achar mais o meu canto! Saí de casa tendo um quarto onde eu e minha família estávamos dormindo, onde estavam nossas coisas pessoais, e quando voltei, estava tudo em outro quarto "arrumado" em caixas de papelão. Aquilo acabou comigo, me partiu em duas. Me senti expulsa, despejada, jogada fora. Tocaram nas minhas coisas sem eu estar presente, mexeram nos meus "Santos" sem fazerem os rituais necessários e corretos, quebraram a cabeça da minha imagem de Jesus, sumiram com o meu carregador de celular, amontoaram minhas roupas de qualquer jeito,e o que é pior, me senti invadida. Entre as minhas coisas existem objetos, papéis, que são particulares. Tenho minhas intimidades sexuais, tenho papéis que só devem ser lidos por mim, tenho diários, tenho muitos objetos religiosos e esotéricos que demandam rituais e cuidados... Onde foi parar o respeito? Eu não estava na casa dos outros, eu estava na casa onde eu cresci, no meu apt, no apt onde vive minha avó. Sei que a raiva vai passar, mas a mágoa e a lembrança sempre ficam. É como se tivessem cortado um dos maiores sentimentos que eu tive a minha vida inteira. Sinto tanta falta da vovó. Falta de ver se ela está dormindo bem de madrugada, de acompanhar o dia dela, de ver se ela precisa de alguma coisa. Sei que ninguém vai ter o mesmo cuidado que eu tenho.
No apt novo mal se respira por causa do pó. Não temos onde guardar as coisas, pois os armários não estão prontos. Mas está ficando mais lindo do que eu imaginava. E é meu.
No meio daquela confusão que fizeram com as minhas coisas colocaram um saco velho que eu quase joguei fora, mas quando vi eram cartas escritas pelo meu pai para minha mãe em suas viagens a trabalho (ele viajava praticamente toda semana para fora). Cada carta mais linda que a outra, cada sentimento mais cheio de amor... Resolvi parar de ler, pois achei que era algo deles, que só dizia respeito a eles, mas agradeci a Deus por ter tido a oportunidade de sentir e ver quanto amor e amizade existia entre eles. Difícil ver algo assim hoje em dia.
Ganhei meu cantinho de volta e no apt novo tem um escritório, onde eu passo o dia inteiro jogando paciência spider ou escrevendo no computador. Estou de volta à internet. Me devolveram a parte de mim que havia sido tirada.  O futuro me entristece. Só aguardo. Tenho medo de como vou reagir e como vou sobreviver à morte de minha avó. Nossa família é ínfima, e seremos só eu, meus dois irmãos, meu marido e minha filha, minha sobrinha, e uma prima de segundo grau com seu filho e marido. Acabou. Somos só nós.
Me sinto perdida no mundo. Me sinto perdida nessa mudança. Me sinto perdida sem a minha avó.

sábado, 10 de maio de 2008

Dia das Mães

Estou sem internet no apartamento antigo e com internet no apartamento novo, apesar de ainda não ter me mudado. Estou enlouquecida, pois costumo ficar online o dia todo. As obras estão indo na velocidade de uma lebre e, ao mesmo tempo, não sei se quero mudar, mas acho que vivo falando isso. Hoje foi o dia das mães no colégio da Sophia e eu assisti, muito orgulhosa, uma linda cantoria e ganhei uma bolsa, que se não fosse pelo desenho que ela mesma fez, eu nunca usaria. Ontem e hoje, por diversos motivos, constatei o meu amadurecimento e aquela sensação de "velhice" chegando. Tenho que ir embora agora. Tomara que eu mude logo...sinto muita falta da internet...