sábado, 24 de janeiro de 2009

Aniversário 8 anos Sophia

Start:     May 3, '09

Aniversário Dio

Start:     Feb 14, '09 01:00a

Meu aniversário

Start:     Mar 14, '09 10:00p

Aniversário de Santo

Start:     Jan 27, '09

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Passeio socrático - Frei Betto

Ao viajar pelo Oriente mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, da China e do Japão.
        Eram homens serenos, comedidos, recolhidos em paz em seus mantos cor de açafrão.
        Outro dia eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam.
        Com certeza já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente.
        Aquilo me fez refletir:  
- 'Qual dos dois modelos produz felicidade?' 
        Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei:
- 'Não foi à aula?' Ela respondeu:
- 'Não, tenho aula à tarde'.
Comemorei: 
- 'Que bom, então de manhã você pode brincar,
 dormir até mais tarde'.
- 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...'
- 'Que tanta coisa?', perguntei.
- 'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada.
Fiquei pensando:
        - 'Que pena, a Daniela não disse:
- 'Tenho aula de meditação!'
        Estamos construindo super-homens e supermulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.
        Por isso as empresas consideram agora que, mais importante que o QI, é a IE, a Inteligência Emocional.
        Não adianta ser um superexecutivo se não se consegue se relacionar com as pessoas.
        Ora, como seria importante os currículos escolares incluírem aulas de meditação!
        Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias!
        Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em
relação à malhação do espírito. 
        Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos:
'Como estava o defunto?'
 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!' 
        Mas como fica a questão da subjetividade?
 Da espiritualidade?
 Da ociosidade amorosa?
        Outrora, falava-se em realidade: análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade. 
          Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual.
        Pode-se fazer sexo virtual pela internet: não se pega aids, não há envolvimento emocional,
 controla-se no mouse. 
        Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizi­nho
de prédio ou de quadra!
        Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os valores, não há compromisso com o 'real'!
        É muito grave esse processo de abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. 
        Enquanto isso, a 'realidade' vai por outro lado, pois somos também eticamente virtuais... 
        A cultura começa onde a natureza termina.
Cultura é o refinamento do espírito.
        Televisão, no Brasil - com raras e honrosas exceções -, é um problema: a cada semana que passa, temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos.
        A palavra hoje é 'entretenimento'; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva.
        Imbecil o apresentador,
imbecil quem vai lá e se apresenta no palco,
imbecil quem perde a tarde diante da tela.
        Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, calçar este tênis,­ usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!'
        O problema é que, em geral, não se chega! 
       Quem cede, desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba­ precisando de um analista.
        Ou de remédios.
        Quem resiste, aumenta a neurose.
        Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. 
        Colocá-los onde?
        Eu, que não sou da área, posso me dar
o direito de apresentar uma su­gestão.
        Acho que só há uma saída: virar o desejo para dentro. Porque, para fora, ele não tem aonde ir!
        O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo, começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor...
        Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima,
ausência de estresse.
        Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno.
        Se alguém vai à Europa e visita uma pequena cidade onde há uma catedral, deve procurar saber a história daquela cidade - a catedral é
o sinal de que ela tem história.
        Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil,
constrói-se um shopping-center.
        É curioso: a maioria dos shopping-centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa
de missa de domingos.
        E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...
        Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista.
        Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo,
acolitados por belas sacerdotisas.
        Quem pode comprar à vista,
sente-se no reino dos céus.
Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório.
        Mas se não pode comprar,
certamente vai se sentir no inferno...
        Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do McDonald's...
        Costumo advertir aos balconistas que
me cercam à porta das lojas:
        'Estou apenas fazendo um passeio socrático'.
        Diante de seus olhares espantados, explico: 
       'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas'.
        Quando vendedores como vocês o assediavam,
ele respondia:
        'Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz!'

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

De Volta À Cadeira No Penhasco

http://devoltaacadeiranopenhasco.blogspot.com/

Habemos Obama - recebido do João Poeta do Brasil

HABEMOS OBAMA! – É Possível A Esperança

 

© DE João Batista do Lago

 

Penso que nenhum analista, até o presente momento, tenha escrito algo a respeito do tema que me vou utilizar neste artigo. Mas se houve alguém que o fez, desde logo, ficam aqui minhas escusas, pois, não tive a oportunidade e o prazer de ler o texto. Refiro-me, especificamente, ao discurso da necessidade possível.

Se estudarmos toda a trajetória discursiva do Presidente Barack H. Obama, em todos e quaisquer eventos, desde o instante em que ele se lançou como candidato à Presidência dos Estados Unidos até o discurso da sua posse, ontem, 20, às 15:06h, verifica-se, no núcleo dos seus pronunciamentos, a elaboração, construção e formação, ou seja, a teorização de um novo sujeito – seja do ponto de vista político, seja do ponto de vista de uma sociologia das práticas sociais: a Possibilidade possível e necessária.

Entenda-se, para este caso, que o “Sujeito” não é pura e simplesmente o indivíduo, mas “o ator social coletivo pelo qual indivíduo atinge o significado holístico em sua experiência, (...) talvez com base em uma identidade oprimida, porém expandindo-se no sentido da transformação da sociedade (...) de uma perspectiva bastante distinta, a reconciliação de todos os seres humanos como fiéis, irmãos e irmãs, de acordo com as leis de Deus, seja Alá ou Jesus, como consequência da conversação das sociedades infiéis, materialistas e contrárias aos valores da família, antes incapazes de satisfazer as necessidades humanas e os desígnios de Deus” (Munuel Castells).

Possivelmente este sujeito – Possibilidade – seja, de fato e de direito, o principal responsável pela campanha vitoriosa do Presidente Barack H. Obama. Sem ele, acredito, o senador não obteria o sucesso. Foi por intermédio dele que o presidente eleito atingiu a massa dos eleitores norte-americanos, pois estes se viram construídos, como “carnes” no corpus daquele sujeito. Ou seja, o eleitorado assumiu por definitivo que a possibilidade, da qual se referiam o candidato e o agora o Presidente, era e é uma realidade possível, isto é, uma necessidade de se transformar em real.

Desde o princípio da campanha o Presidente Barack H. Obama, insistiu na sua máxima: “Sim, nós podemos!”. Esse aforismo, ao longo da campanha deixa de ser simples enunciado para se transformar num significado de possibilidades reais. Nele está implícito, por exemplo, a conotação da possibilidade (e da necessidade) de se pensar, ou mesmo sonhar, com um possível mundo real onde se pode “forjar a paz (...) nesta nova era de responsabilidade (...) de uma nova direção baseada em interesses mútuos e respeito mútuo”.

Este pensamento elaborado do Presidente Barack H. Obama, sobre a questão do possível, outra coisa não é que “senão a repetição do argumento vitorioso de Deodoro Cronos, que reaparece toda vez que se reduz o P. a uma potencialidade, na qual devam estar presentes todas as condições de realização, estando, pois, destinada infalivelmente a realizar-se. Este é o conceito de P. encontrado em Hegel, que distinguia possibilidade real e mera possibilidade; esta seria "a vã abstração da reflexão em si", ou seja, uma simples representação subjetiva, ao passo que se tem a possibilidade real quando ocorrem todas as condições de uma coisa, de tal maneira que a coisa deve tornar-se real; e obvio que, neste caso, possibilidade real não se distingue de necessidade. A noção de possibilidade real neste sentido e frequentemente empregada pelos seguidores de Hegel, sejam eles idealistas ou marxistas. Muitas vezes esta noção foi empregada para designar a predeterminação dos eventos históricos em suas condições, portanto para fundamentar a possibilidade de previsão infalível da evolução futura da historia. Foi deste modo que G. LUKACS usou esse conceito (Geschichte und Klassenbewusstsein, 1923; trad. fr., 1960, p. 104 ss.). Com o mesmo significado de potencialidade, esse conceito esta pressuposto num livro de S. Buchanan, em que a possibilidade é definida como "a idéia reguladora da analise do todo em suas partes", sendo as partes definidas como "a potencialidade do todo" (Possibility, 1927, pp. 81 ss.).” – in Nicola Abbagnano.


* * * * *


DO SUJEITO POSSÍVEL

 

(poema dedicado ao

Presidente Barack H. Obama

 

© DE João Batista do Lago

 

No quadro negro da Esperança surges

Como a esperança possível e

Tão necessitada.

Não à-toa todos os olhares de todo o mundo te viram

E te admiraram e te sonharam e te saudaram

Como “eus” próprios construtores duma nora era.

A Paz é possível! – Disseste-o.

Pensamos todos, então:

- A Esperança recalcada pela ganância da guerra

Há-de reverter o mundo para o caminho da Paz;

A ganância do dinheiro construtor das misérias

Há-de contribuir para saciar a sede e a fome;

A ganância dos insensatos e ímpios de toda sorte

Há-de refluir para se construir um novo mundo.

 

Sim, nós podemos!

Sim, tudo é possível!

Sim, a Esperança pode vencer o medo!

Sim, a Paz é uma necessidade possível!

Sim, a miséria pode ser vencida!

Sim, o trabalho pode ser garantido!

Sim, o lucro pode ser dividido!

Sim, as guerras podem ser vencidas!

 

- Eis a mão estendida para todos vós

Ó povos de todo o mundo;

Ó povos de todas as raças;

Ó povos de todas as religiões.

Eis que vos convoco para a nova era:

A construção da Paz é possível.

 

A possibilidade do novo Homem

Não é a possibilidade do homem só.

 

Temos, enfim, a possibilidade de um mundo novo

Que nasce dum ano novo num novo janeiro;

Dum homem novo que pare no leito-carne do mundo

Sujeitos capazes de estabelecer a revolução da paz radical.

 

Temos, assim, a possibilidade de renascer!

Renascer do ventre de todas as esperanças

Antes recalcadas e inférteis e estéreis.

 

Temos, pois, o direito e o dever de um novo ente:

Ser da Esperança.

Somos a Possibilidade do Ser.

Inimigos em casa - José Saramago

Inimigos em casa

By José Saramago

Que a família está em crise ninguém se atreverá a negá-lo, por muito que a igreja católica tente disfarçar o desastre sob a capa de uma retórica melíflua que já nem a ela própria engana, que muitos dos denominados valores tradicionais de convivência familiar e social se foram pelo cano abaixo arrastando consigo até aqueles que deveriam ter sido defendidos dos contínuos ataques desferidos pela sociedade altamente conflitiva em que vivemos, que a escola moderna, continuadora da escola velha, aquela que, durante sucessivas gerações, foi tacitamente encarregada, à falta de melhor, de suprir as falhas educacionais dos agregados familiares, está paralisada, acumulando contradições, erros, desorientada entre métodos pedagógicos que em realidade não o são, e que, demasiadas vezes, não passam de modas passageiras ou de experimentos voluntaristas condenados ao fracasso pela própria ausência de madurez intelectual e pela dificuldade de formular e responder à pergunta, essencial em minha opinião: que cidadão estamos a querer formar? O panorama não é agradável à vista. Singularmente, os nossos mais ou menos dignos governantes não parecem preocupar-se com estes problemas tanto quanto deveriam, talvez porque pensam que, sendo os ditos problemas universais, a solução, quando vier a ser encontrada, será automática, para toda a gente.

Não estou de acordo. Vivemos numa sociedade que parece ter feito da violência um sistema de relações. A manifestação de uma agressividade que é inerente à espécie que somos, e que em tempos pensámos, pela educação, haver controlado, irrompeu brutalmente das profundidades nos últimos vinte anos em todo o espaço social, estimulada por modalidades de ócio que viraram as costas ao já simples hedonismo para se transformarem em agentes condicionadores da própria mentalidade do consumidor: a televisão, em primeiro lugar, onde imitações de sangue, cada vez mais perfeitas, saltam em jorros a todas as horas do dia e da noite, os video-jogos que são como manuais de instruções para alcançar a perfeita intolerância e a perfeita crueldade, e, porque tudo isto está ligado, as avalanchas de publicidade de serviços eróticos a que os jornais, incluindo os mais bem-pensantes, dão as boas-vindas, enquanto nas páginas sérias (são-no algumas?) abundam hipocritamente em lições de boa conduta à sociedade. Que estou a exagerar? Expliquem-me então como foi que chegámos à situação de muitos pais terem medo dos filhos, desses gentis adolescentes, esperanças do amanhã, em quem um “não” do pai ou da mãe, cansados de exigências irracionais, instantaneamente desencadeia uma fúria de insultos, de vexames, de agressões. Físicas, para que não fiquem dúvidas. Muitos pais têm os seus piores inimigos em casa: são os seus próprios filhos. Ingenuamente, Ruben Darío escreveu aquilo da “juventud, divino tesoro”. Não o escreveria hoje.

Se és capaz (Rudyard Kipling)

Se és Capaz 


Rudyard Kipling 

 
 

Se és capaz de manter a calma

quando todos ao teu redor a estão perdendo

e te culpando por isso... 

Se és capaz de acreditar em ti

quando todos duvidam,

dando o devido crédito às suas dúvidas...

 
 
 
 

Se és capaz de esperar sem te desesperares

ou enganado, não passar a mentir

ou sendo odiado, não dar vazão ao ódio

e mesmo assim não parecer bom demais, nem pretensioso...

 
Se és capaz de sonhar

sem que teus sonhos te escravizem...

 
 
 
 

Se és capaz de pensar

sem fazer dos teus pensamentos a única meta... 

Se és capaz de encontrar o triunfo e a desgraça

e tratar da mesma forma esses dois impostores...

 
 
 
 

Se és capaz de suportar

ouvir as verdades que disseste

distorcidas e transformadas

em armadilhas para tolos...

ou ver as coisas pelas quais destes a vida estraçalhadas -

e te esforçar para reconstruí-las

com as ferramentas gastas que te restam...

 
 
 
 

Se és capaz de juntar

tudo que ganhaste em tua vida

e arriscar tudo isso de uma única vez e perder,  

e recomeçar tudo novamente...

e apesar disso jamais lamentar

ou dizer uma única palavra sobre a tua perda...

 
 
 
 

Se és capaz de forçar coração, nervos e tendões

até que não agüentem mais

e mesmo assim ir em frente,  

mesmo quando não sobrar nada em ti

a não ser a tua consciência

que manda-te o comando para “aguentar firme”...

 
 
 
 

Se és capaz de falar com qualquer pessoa

mantendo teus princípios éticos

ou no meio de reis não perder a naturalidade... 

Se és imune a inimigos pessoais e a grandes amigos... 

Se a todos podes ser de apoio sem exageros...

 
 
 
 

Se és capaz de preencher o minuto fatal

com sessenta segundos de grande valor... 

A Terra te pertence com toda bonança que há!

O Universo te pertence com toda energia que há!

Deus te presenteia... com toda a luz que há!

Alguns ensinamentos sábios (recebido de uma amiga virtual)

Muitas pessoas entrarão e sairão de sua vida, mas apenas os amigos verdadeiros deixarão pegadas em seu coração  

Para manejar você mesmo, use sua cabeça. Para manejar os outros, use seu coração

Se alguém trair você uma vez, a culpa é dele.Se ele te trair uma segunda vez, a culpa é sua.  

Mentes grandes discutem idéias; Mentes medianas discutem eventos; Mentes pequenas discutem pessoas. 

Deus dá alimento a todos os pássaros  mas Ele não joga no ninho.

Aquele que perde dinheiro, perde muito; Aquele que perde um amigo, perde mais;  Aquele que perde a Fé, perde tudo.

Pessoas jovens e belas são obra da Natureza. Pessoas idosas e belas são obra de Arte.

A língua pesa praticamente nada. Mas poucas pessoas conseguem segurá-la.

Aprenda com os erros alheios.  

Você não conseguiria viver tempo suficiente  
Para cometê-los todos sozinho.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Obama

Dormimos às 7 horas da manhã conversando sobre a vida e tomando uma garrafa maravilhosa de vinho espumante e comendo queijo camembert (mais feio, mais fedido e menos gostoso do que o Brie). Sophia tinha compromisso com a nova queridinha dela que é vizinha da minha cumadre e está grávida de mais de oito meses, quase parindo. Me acordou às 10 da manhã pulando em cima de mim. Voltei a dormir um sono que não conseguia ter desde nem lembro quando. Acordei às 15 horas com vozes e o som da televisão nova do meu cumpadre em alto som. Era o momento da posse do novo presidente dos EUA e minha amiga afro-descendente, politizada e emocionada tinha desmarcado todos os compromissos que tinha só para assistir pela  TV esse acontecimento. Tenho que confessar que ando num período meio "foda-se" pra tudo mas sentei na sala e resolvi prestar atenção também. Não tenho palavras para dizer o que senti. Realmente eu estou "cagando" para os EUA ou para o fato de estarem empossando um novo presidente, mas ao olhar na televisão o número de pessoas que estava presente, ao ver a figura de Obama e de sua família, sua mulher e filhas com os cabelos bem alisados e lindas, ao ver no fundo de seus olhos o que tudo aquilo significava para ele e ao ver seus parentes nas cadeiras atrás da sua eu tenho que confessar que me enchi de emoção. Puta que pariu! Não é uma questão de militância política ou racial, mas definitivamente é uma mudança incrível para o mundo a eleição de um negro com a história dele para a presidência de um dos países mais importantes do mundo. Quando chegou na hora do juramento presidencial eu já estava com lágrimas nos olhos e certa de que o mundo está mudando. E para melhor! Da mesma maneira (de um jeito diferente, é claro) que o Lula foi um bálsamo de esperança e de expectativas de mudança por ser do PT, de esquerda, do "povo", etc., Obama é um bálsamo de esperança e expectativa de mudança por ser negro, por ter um discurso muito mais "do povo" e de promessas de mudanças, de responsabilidade social, de preocupação com as transformções do mundo e de sua intenção de se adaptar a essas mudanças. Seu discurso foi direto, sua oratória foi impecável e suas promessas foram bem mais possíveis e palpáveis do que as promessas megalomaníacas e falsas que costumamos ouvir. Ele não podia deixar de mencionar questões que permearam a sua vida como no momento em que mencionou o fato de que há alguns anos atrás, não tão longe assim, o seu pai teria sido proibido de frequentar os mesmos restaurantes que ele frequenta hoje. Caralho! Tem noção? É como se no instante da premiação nós pudéssemos ver Martin Luther King e tantos outros militantes, negros ou brancos, reunidos ao redor desse homem negro que hoje é o presidente e pudéssemos sentir que finalmente eles triunfaram juntos, como uma força maior. Por mais longa e árdua que tenha sido essa luta, essa militância, o dia da vitória finalmente chegou. É isso. A posse de Obama representou o dia da vitória dessa longa luta. Seu pai, hoje em dia, não precisa mais usar banheiros e assentos segregados para negros, pode frequentar restaurantes e andar na rua com dignidade, mas muito mais do que isso ele, seu filho Obama, comanda a nação mais importante do planeta. E eu aos quase 35 anos, morena, negra, branca, filha de uma mãe negra e de um pai branco, criada num mundo que enfrentou tantas mudanças, estudante de colégios caros e particulares, mas que também passei por algumas situações, mesmo que discretas, de racismo e segregação, vivi para ver esse momento e para olhar para a minha filha morena jambo, linda, negra clara, ou seja lá a definição que dão para sua cor, e dizer para ela que apesar dela não entender a importância do momento, ela tinha tido a oportunidade de ver um dos dias mais importantes da história do planeta acontecer e que isso mudaria a sua vida e o seu futuro. Ainda estou emocionada. Sophia brinca com a prima também morena, negra, mulata, multiétnica, multicolorida e nós, mães e amigas de infância choramos e brindamos àquele homem na tv, negro, e às suas filhas de cabelo alisado e à sua linda mulher que começou essa nova era dando o seu recado: usando uma estilista cubana, usando verde e amarelo, usando cores alegres e prometendo ser a primeira dama mais forte e politizada da história. Atenção seres de todos os continentes, cores e planetas, durmam em paz, começou uma nova era.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Além do Amor - Vinícius de Moraes




Pela luz dos olhos teus - Tom e Vinícius




Se todos fossem iguais a você - Tom e Vinicius




Soneto da Fidelidade - Vinícius de Moraes




Soneto do Amor Total Vinícius de Moraes




Vinicius de Moraes

Minha cumadre comprou o dvd "Vinicius de Moraes" e decidimos que era algo para ser assistido com pompas e circunstâncias, com vinho, queijo brie e camembert, com direito a lágrimas, lembranças da nossa adolescência, dos nossos pais falecidos, de toda a história da nossa vida permeada pelas músicas e sonetos de Vinicius. O momento era de muita emoção. Esperamos nossas filhas dormirem (juntas elas ficam acordadas até pelo menos uma da manhã), esperamos o silêncio da madrugada cobrir o ambiente da sala, esperamos nossos corações baterem descompassadamente. Pegamos a garrafa de vinho, o queijo e começamos a noite pateticamente erradas (muitos risos). O vinho era bem doce, artesanal, daqueles comprados em lojas que fabricam o seu próprio vinho e foi colocado no chão entre os dois sofás da sala dela, que na verdade não ficam muito perto um do outro. Ela sugeriu as taças de cristal que herdou dos pais tamanha era a importância do momento, mas eu preferi as taças normais, pois conheço meu poder de destruição e sei o quanto sou desastrada. Pegamos o queijo brie caríssimo e... o colocamos em cima da própria latinha no chão entre os sofás. Para comê-lo pegamos os garfinhos pequeninos das nossas filhas e uma faca de serrinha (risos). Ao abri-lo a primeira impressão da minha cumadre foi bem engraçada, pois ela achou o queijo bem feio e fedido (muitos risos). Nossa sessão de memórias da adolescência começou quando minha cumadre lembrou das reuniões que minha mãe promovia lá em casa para os amigos da vida, cheios de bohemia, bossa nova, violões e histórias de uma época que, de alguma maneira, indiretamente, também pertencia a nós duas. Nessas reuniões minha mãe costumava colocar queijo brie e outros quitutes na mesa e nós vivemos muitos momentos como esses juntas.

A cena era realmente bizarra e patética. Duas amigas de longa data deitadas nos sofás da sala com uma garrafa sem rótulo de vinho, duas taças de vidro, um queijo super chique servido no chão em cima do próprio recipiente, dois garfinhos de criança e o dvd sagrado de Vinicius de Moraes.

Começamos a assistir o filme. Cada minuto era repleto de emoção, lembranças, lágrimas, suspiros... A garrafa de vinho esvaziando rápido, o queijo acabando... De repente, num dos momentos mais emocionantes do filme minha filha aparece silenciosamente na sala. Tomamos um grande susto ambas. Ela começou a chorar e deitou no sofá em cima de mim para logo depois "apagar" novamente. Decidi não afetar o momento com essa interrupção e continuamos assistindo o filme. O ponto mais alto foi a música "eu sei que vou te amar" cantada por Adriana Calcanhoto onde o passado, o presente e o futuro se uniram e um oceano de lembranças, emoções e momentos se tornaram todo o sentido de quem nós fomos e somos, e ainda pretendemos ser. Terminado o filme, o vinho e o queijo restou o silêncio e a emoção engolida por nós duas e o fim de uma viagem no tempo. Para mim uma grande revelação e a resposta para uma das questões mais importantes da minha vida, e a certeza de que (não me comparando a esse Deus poeta que era Vinicius) eu percebi claramente quem eu sou, ou deixei de ser e preciso ser novamente, na vida de Vinicius. Eu e ele, poetas, loucos, eternamente apaixonados e enamorados, deliciosamente envolvidos com os amigos e com o copinho de uísque ou qualquer bebida que aqueça a alma e libere completamente os sentidos. Eu e ele, constantemente tristes e frustrados, sempre querendo mais, sempre querendo nos apaixonar por algo ou por alguém, perigosamente generosos e desprendidos materialmente e definitivamente únicos (sem vaidade alguma). Vinicius, através de seu documentário, de seus sonetos e músicas me respondeu a maior das questões e me fez enxergar o que eu não conseguia ver: quem eu sou e o sentido da minha vida.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Questão de fé

Sophia pede para ir ao banheiro no shopping e como sempre eu deixo que ela vá sozinha. Meu cumpadre se desespera e pergunta se eu não tenho medo. Não. Eu não tenho nem um tico de medo. Mais tarde conversando com minha cumadre ela e eu discutimos a questão e eu explico para ela que é uma questão de fé. Eu permito que minha filha vá ao banheiro sozinha no shopping sem medo porque eu não duvido nem por um milésimo de segundo que ela está protegida, não duvido nem por um milésimo de segundo no poder e na proteção dos Orixás e Voduns, dos anjos da guarda e de Deus. Em todos os momentos da minha vida eu não duvido nem por um milésimo de segundo. A minha fé é tão grande que eu vivo apenas como os temores normais dos mortais. Não confundo as coisas. Sei quando uma coisa acontece por que tem que acontecer, sei quando algo acontece por alguma causa espiritual, sei que existem coisas pelas quais a gente tem que passar nessa vida. Mas eu também sei que o poder do meu pensamento e da minha fé pode alterar tudo isso e afetar os acontecimentos. Por isso eu não duvido nem por um milésimo de segundo e acredito tão intensamente nesse poder maior do que nós. Quando eu bati o carro muitas pessoas começaram a dizer que era problema de Santo e coisa parecida. Eu em nenhum momento acreditei nisso e tive certeza desde o princípio que era apenas um acidente, fato corriqueiro na vida de todos os seres humanos. Entretanto, acredito que graças à minha fé nada demais aconteceu, apenas o que tinha que acontecer, perdas materiais e um susto. Eu não duvidei nem por um milésimo de segundo que era apenas um acidente e agradeci por não ter acontecido nada de grave. E assim eu costumo agir com todas as outras coisas. O que me afeta não tem relação nenhuma com as minhas crenças, apenas com questões meramente humanas. E também não duvido nem por um milésimo de segundo que se algo ruim acontecer é porque tinha que acontecer e era necessário para o meu crescimento, para o meu amadurecimento, para acrescentar algo à minha experiência de vida e por aí vai. Minha filha costuma dizer que eu faço mágica quando vamos estacionar no shopping porque eu digo para ela que quero uma vaga em tal lugar ou área, ou perto de tal entrada, e todas as vezes conseguimos a tal da vaga. Eu já entro no shopping acreditando que conseguirei a vaga e não duvido nem por um milésimo de segundo que conseguirei. É simples. Nada pode me atingir que não tenha que me atingir independente do que eu deseje, pois no jogo do destino existe um limite para o que nós podemos fazer com a nossa fé. Então é mais simples aceitar a vida como ela é e fazer a nossa parte através da nossa vontade e do nosso esforço. Nada será dado na minha mão e de graça apenas porque eu não duvido nem por um milésimo de segundo. Mas nada mudará a minha fé de que a minha certeza me protege e protege a minha filha e as nossas vidas. Não duvido nem por um milésimo de segundo!

Cássia Eller

Voltando do shopping de campinas para atibaia no carro da minha cumadre ouvimos o cd da Cássia Eller. Cada nota musical trazia uma lembrança diferente. O ano novo triste em que assisti ao anúncio da morte dela pela tv. As emoções que as músicas dela me despertaram tantas vezes na minha adolescência. O show do Rock in Rio quando eu estava grávida da Sophia que não consegui assistir, pois cheguei na última música. O show na praia do pepê quando ela levantou a blusa e nos levou à loucura com a sua loucura. Um pouco de tudo. Mas a melhor de todas as lembranças foi o show no teatro rival quando a minha mãe me levou para assistir à minha ídola (parodiando meu pai) junto com seu namorado francês Didier. Um dos melhores momentos da minha vida. Minha mãe dividindo comigo o prazer de assistir a uma cantora da minha geração respeitando minha escolha musical e admirando a performance espetacular dela. A puta presença de palco daquela mulher que amava outras mulheres, que exalava loucura, sexo, drogas e rock n roll. Aquela mulher que eu desejei platonicamente por tudo o que ela representava e que era a trilha sonora da minha vida naquele momento. Meus gritos enlouquecidos, eu subindo na mesa, lágrimas nos olhos de emoção, de tesão, de agradecimento... Horas e horas em que eu e minha mãe deixamos de ser simplesmente "mãe e filha" para sermos amigas, cúmplices, fãs. A saída no fim do show com a parada no camarim para comprar o cd que ainda era vendido nas apresentações e tentar conseguir um autógrafo, um olhar, um momento. Aquela escuridão do teatro que despertava todos os hormônios que fervem na puberdade e a sedução dos olhares entre estranhos. O rádio do carro toca "malandragem", "por enquanto", "ne me quitte pas" e vai tocando e eu vou lembrando e o corpo sente aquele calor dos momentos "Cássia Eller's" da minha vida. Quem sabe eu ainda sou uma garotinha esperando o ônibus da escola sozinha? Eu só peço a Deus um pouco de malandragem...

Justin Timberlake - what goes around comes around




Rehab - Rihanna ft. Justin Timberlake




Janis Joplin - Summertime (Live Gröna Lund 1969)




Summertime - Janis Joplin




Janis Joplin - Work Me Lord (Woodstock 1969)




Janis Joplin - Cry Baby (1970)




Janis Joplin - I need a man o love




Janis Joplin - To love somebody




nina simone - my baby just cares for me




'I Put A Spell On You'. Nina Simone (1968)




Ne Me Quitte Pas - Nina Simone




Cazuza - O mundo é um moinho - Cartola




Cazuza - Codinome Beija-Flor (ao vivo)




De onde eu estou

Às vezes é preciso ficar longe para enxergar o que está atrás do véu. Suportar toda mudança, tranformação e transmutação. Entender todos os enigmas que a vida nos coloca à frente e ser dono do próprio destino. Se a base da construção não foi feita corretamente ou foi corroída pelo tempo e não foi reestruturada sempre é necessário destruir para reconstruir. De onde eu estou agora eu enxergo ruínas. De onde eu estou agora eu encontro forças para construir algo novo, algo melhor, algo firme e seguro. De onde eu estou agora não vejo mais rachaduras nas paredes e nos muros. Enxergo tudo perfeitamente.

Às vezes é preciso ficar longe para ter a coragem que esquecemos onde deixamos. Reencontrar nossa essência e reaprender a dizer "não". Encontrar a melhor maneira de dizer aos outros o que tem que ser dito e tomar decisões que são muito difíceis e que mudarão muitos destinos. A "roda da fortuna" gira sem parar e haverão momentos onde estaremos por cima e momentos onde estaremos por baixo. Há momentos em que a "roda da fortuna" fica estagnada pois esquecemos quem somos e o porquê de lutarmos. De onde eu estou agora minhas mãos giram a "roda da fortuna" com força e não aguardam o resultado. De onde eu estou agora começo a agir por conta própria e seguindo os meus princípios e valores. De onde eu estou agora enxergo claramente as ações externas que me mantiveram cega e fraca até agora. De onde eu estou me curo e me fortaleço.

Às vezes as respostas que precisamos estão nos lugares mais simples. Às vezes não precisamos de respostas, só de coragem. Às vezes não queremos lidar com as respostas. Nem todas as pessoas que amamos são perfeitas, algumas têm o hábito de nos fazer sofrer sem sequer acreditar que o estão fazendo. Algumas não se importam, pois se importam mais consigo mesmas. É necessário ter a coragem para enxergar os defeitos de todas as pessoas. De onde eu estou agora consigo entender que os defeitos das pessoas que eu amo me afetam de maneira destrutiva. De onde eu estou agora consigo entender que essas pessoas não irão mudar e nem enxergar o que fazem. De onde eu estou agora escolho mudar a minha vida e não permitir ser magoada ou machucada por quem quer que seja. De onde eu estou agora escolho viver e ser feliz e passar a me concentrar nas coisas e nas pessoas que me fazem feliz. De onde eu estou agora eu vejo claramente tudo o que preferia não ver antes e o que vejo dói, mas me fortalece. De onde eu estou agora percebo que, apesar dos meus próprios defeitos, eu tenho o direito de desejar o melhor para mim.

Às vezes...

Às vezes a única coisa que precisamos é nos distanciar de onde estivemos por tanto tempo para que possamos mudar e dar um novo sentido às nossas vidas.

De onde eu estou me preparo para começar uma nova vida.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Reflexo

De repente eu me perdi

não sei muito bem quando é que foi

não há nada mais em mim que lembre

não há nada mais em mim

Olho no espelho e não vejo

esse reflexo que não é meu e pede

esse corpo que me pertence e não mostra

esses olhos que deixaram de brilhar

Não é que não existam os sonhos

os planos continuam os mesmos

os anos passaram e continuarão a passar

a paisagem é que cansa

Ainda haverão as estrelas, e o frio na barriga

continuarei buscando onde me perdi

o que não encontro

reconstruirei.

Fotos das férias


dindo, Sophia, Mari e dinda

Relacionamentos na Nova Era (recebido de uma amiga virtual)

Relacionamentos na Nova Era

Jeshua através de Pamela Kribbe

Esta canalização foi apresentada ao vivo, no dia 5 de fevereiro de 2006, em Oisterwijk, Holanda. O texto falado foi ligeiramente modificado para facilitar a leitura.

Queridos amigos,

É com muita alegria e felicidade que estou hoje aqui com vocês. Minha energia flui entre vocês e, como vocês podem sentir, isto não é uma palestra no sentido tradicional. Eu estou passando uma certa energia (além das informações) e vocês fazem parte disto, tanto quanto Pamela e Guerrit. Aos estarmos juntos aqui, nós criamos um campo ou vórtice de energia nesta sala, nesta abertura para a Terra. Portanto, este lugar é sagrado. Qualquer lugar onde pessoas – anjos em corpos humanos – se reúnem e se unem na intenção de semear sua luz na Terra, o solo torna-se sagrado.

Eu gostaria de falar brevemente alguma coisa sobre o fenômeno da “canalização”, que se tornou tão popular ultimamente. Todos vocês conhecem o conceito de “prana”, que é empregado na ioga e na filosofia oriental. Prana é uma energia espiritual que vocês levam para dentro de si a cada inspiração. A idéia é que vocês não respiram simplesmente oxigênio quando inspiram, mas também uma energia de força vital, uma energia cósmica que ultrapassa o físico e que os capacita a viver. Agora, o que eu queria pontuar é o seguinte: assim como todo mundo inala prana junto com o oxigênio ao respirar, todo mundo canaliza continuamente a seu próprio modo. A canalização não é reservada para poucas pessoas com dons especiais. A canalização é a coisa mais natural do mundo. Vejam, vocês não podem viver sem a energia cósmica.

Vocês não podem existir, viver e se desenvolver sem inspirar a energia cósmica. Assim como vocês não podem viver apenas com oxigênio, vocês também não podem funcionar – nem mesmo de uma forma básica – sem alguma conexão com a energia cósmica, que é o seu lar. Terra e cosmos, oxigênio e prana, ambos são necessários para que vocês se manifestem completamente como seres humanos na realidade terrena.

  Na primeira canalização desta nova série, Eu os chamei de porteiros, aqueles que abrem a porta para que mais Luz entre na Terra. Mas vocês também são os construtores de pontes, aqueles que fazem a intermediação entre os reinos cósmico e terreno, aqueles que canalizam a energia cósmica para a Terra. Isto é uma coisa que vocês realmente fazem e que vocês precisam fazer para se sentirem felizes, úteis e saudáveis. Vocês estão canalizando sempre que usam a sua intuição, sempre que se aprofundam em si mesmos e percebem como as coisas são para vocês e como vocês gostariam de modificá-las. Nesses momentos, vocês formam um canal com o seu Eu Superior, e conectam-se com a sabedoria dos reinos não terrenos, cósmicos, que poderão ampará-los para que alcancem seus objetivos aqui na Terra. Todos vocês canalizam de alguma forma para se re-alinharem com seu Eu Superior que está fora do espaço e do tempo.

 Hoje vamos compartilhar nossas energias e nos unir para canalizar a energia cósmica que está tentando encontrar seu caminho para a Terra nesta Nova Era. A Nova Era não é mais uma visão do futuro. Ela já está se manifestando na vida diária de inúmeros indivíduos. Se vocês lerem os jornais e observarem as notícias, poderá parecer que o momento ainda não está maduro. Mas o despertar proporcionado pela Nova Era começa no nível individual, não no nível dos governos, instituições e organizações. É no dia-a-dia de cada um que um novo fluxo de energia se apresenta. É o fluxo do seu coração que os convida e lhes pede que vivam e ajam de acordo com a sua luminosidade e sabedoria.

 É assim que se dá o nascimento da Nova Era, através de indivíduos  comuns que prestam atenção aos sussurros do seu coração. Espiritualmente, as fundações de qualquer mudança ou transformação são sempre construídas no nível individual. A energia que é despertada em seus corações gradualmente encontrará seu caminho para as instituições e organizações que ainda conservam o velho paradigma da consciência baseada no ego. Velhas fortalezas de poder ruirão, não pela violência mas pela suave energia do coração. Se o coração tomar o comando, haverá um colapso do velho, não sob a pressão do poder e da violência, mas sob a pressão do amor.

RELACIONAMENTOS NA NOVA ERA

Nesta Nova Era, os relacionamentos passam por uma grande transformação. Os relacionamentos quase sempre são a fonte das suas emoções mais profundas, indo desde a maior alegria até a profunda agonia. Nos relacionamentos, vocês podem se conscientizar de uma dor interna que é essencialmente muito mais antiga do que o próprio relacionamento, mais antiga até que a sua existência humana.

  Nesta era, vocês são convidados, e muitas vezes desafiados, a chegar a uma auto-cura na área dos relacionamentos. Graças à nova energia que agora se apresenta, é possível transformar os elementos destrutivos de um relacionamento em um fluxo de energia positivo, equilibrado, entre vocês e a outra pessoa. No entanto, cura e transformação pessoal também podem significar que vocês terão que abandonar relacionamentos nos quais vocês não possam se expressar apropriadamente. Com freqüência isto significa que, mesmo que vocês amem muito uma pessoa, vocês terão que lhe dizer adeus, porque o caminho interior de cada um leva-o para um lugar diferente. Quer isso leve à renovação ou à dissolução de um relacionamento, todos vocês são desafiados a encarar as questões mais profundas na área das ligações pessoais. O chamado do coração, da energia baseada no coração que caracteriza a Nova Era, entrou no seu dia-a-dia e vocês não podem mais evitar a nova energia.

  Para explicar porque os relacionamentos podem machucá-los tanto e virar a vida de vocês de cabeça para baixo, Eu gostaria de falar algumas coisas a respeito de uma dor antiga que vocês carregam dentro da sua alma. É uma dor muito antiga, muito mais antiga do que esta vida, mais antiga ainda do que as suas vidas anteriores na Terra. Quero levá-los de volta à dor original do seu nascimento como alma.

  Houve um tempo em que tudo era inteiro e indiviso. Vocês podem imaginar isto? Permitam que a sua imaginação viaje livremente por uns instantes. Simplesmente imaginem: vocês não estão num corpo, vocês são pura consciência e fazem parte de um vasto campo energético que os envolve de um modo confortável. Vocês sentem que são parte desta unidade e são tratados carinhosa e  incondicionalmente. Sintam como este campo de energia os envolve como um manto imensamente confortável, como uma energia abundantemente amorosa, que lhes permite explorar e se desenvolver livremente, sem jamais duvidar de vocês nem do seu direito intrínseco de ser quem vocês são. Nenhuma ansiedade, nenhum medo. Esta sensação de conforto e segurança constituiu as condições pré-natais, das quais vocês emergiram como almas individuais. Era um útero cósmico. Mesmo que isto esteja remotamente longe do seu atual estado, seus corações ainda anseiam por esta sensação de completude e inteireza, pelo sentimento de absoluta segurança que vocês vivenciaram sob aquele manto de amor e benevolência.

  A sensação de unidade da qual vocês se lembram era Deus. Juntos, naquele manto de amor, vocês constituíam Deus.

  Num determinado momento, dentro dessa consciência divina ou “manto de amor”, decidiu-se criar uma nova situação. É muito difícil colocar isto em palavras humanas, mas talvez vocês possam imaginar que em Deus, essa consciência una, havia um desejo de “algo diferente”, algo além da unidade. Havia, por assim dizer, um desejo de experiência. Quando se está completamente assimilado pela totalidade do puro ser, não se experiencia nada… simplesmente se é. Devido ao êxtase e à total segurança desse estado de ser, havia uma parte de Deus, uma parte dessa consciência cósmica, que queria explorar e evoluir. Esta parte “separou-se de si mesma”.

  Vocês são uma parte de Deus. Certa vez a sua consciência concordou com esta experiência de sair da unidade e tornar-se um “eu”, uma entidade em si mesma, uma consciência individual definida. Este foi um grande passo. Do fundo do seu ser, vocês sentiram que isto era uma coisa boa. Sentiram que o anseio por criatividade e renovação era uma aspiração positiva e valiosa. No entanto, no momento em que vocês realmente se separaram do campo da unidade, houve muita dor. Pela primeira vez na sua lembrança, pela primeira vez na sua vida, vocês sentiram uma dor profunda. Vocês foram arrancados de um reino de amor e segurança que tinha sido completamente incontestável para vocês. Esta é a dor do nascimento, à qual Eu me referi. Mesmo nas primeiras experiências intensas de desolação, alguma coisa nas profundezas de si mesmos, lhes dizia que “tudo estava bem”, que esta era a sua própria escolha. Mas a dor era tão profunda, que nas camadas mais externas do seu ser, vocês ficaram confusos e desorientados. E ficou difícil manter-se em contato com o seu conhecimento interior mais profundo, com o nível interno no qual vocês são Deus e sabem que “tudo está bem”.

  Eu chamo essa parte atormentada, que surgiu nesse momento, de criança interior. A sua alma, a sua individualidade única, carrega dentro de si os dois extremos – de um lado, o puro conhecimento divino e, de outro lado, uma criança cósmica traumatizada. Esta união de Deus e Criança, de conhecimento e experiência, começou uma longa jornada. Vocês começaram como almas individuais. Vocês começaram a investigar e experienciar como é ser um “eu”, um indivíduo definido.

  Deus tinha transformado uma parte dele mesmo em Alma. A alma precisa de experiência para reencontrar as suas origens divinas. A alma precisa estar viva, experimentar, descobrir, autodestruir- se e recriar… sentir quem ela verdadeiramente é, ou seja, Deus. A manifestação como  um ser uno e completo tinha se despedaçado e precisava ser reconquistada pela experiência. Isto, por si mesmo, era uma grande proeza de criatividade. O nascimento da consciência do Eu foi uma espécie de milagre! Ela nunca tinha existido antes.

  Com freqüência vocês procuram transcender os limites da individualidade do Eu, para experienciar a integridade e a profunda unidade outra vez. Pode-se dizer que este é o verdadeiro objetivo da sua jornada espiritual. Mas, pensem um pouco: do ponto de vista de Deus, a individualidade do Eu, a separação, é  que constitui o milagre! O estado de ser UM era a situação normal, “como sempre tinha sido”. No milagre de ser uma alma individual, oculta-se uma grande beleza, alegria e poder espiritual. O motivo de vocês não experienciarem isto desta forma, é que vocês ainda estão lutando com a dor do seu nascimento como almas. Em algum lugar nas profundezas do seu ser, ainda ressoa o grito primordial de angústia e sentimento de traição; é a lembrança de ter sido arrancado da sua Mãe/Pai, do onipresente manto de amor e segurança.

  Na jornada através do tempo e da experiência, vocês passaram por muitas coisas. Vocês experimentaram todos os tipos de formas. Houve várias encarnações nas quais vocês não tinham a forma de um corpo humano, mas isto não é relevante agora. O que me importa, neste contexto, é que, através de toda essa longa história, vocês foram guiados por dois motivos diferentes. Por um lado, havia o prazer da exploração, criação e renovação, e, por outro, havia a saudade, a sensação de ter sido expulso do paraíso, e uma solidão insuportável.

  Através da parte aventureira e progressiva de vocês, da energia que os empurrou para fora do útero cósmico, vocês vivenciaram e criaram muitas coisas. Mas, devido à saudade e à dor do nascimento que vocês carregam dentro de si, vocês também tiveram que lidar com muito trauma e desilusão. Assim, as suas criações nem sempre foram benevolentes. Durante a sua jornada através do tempo e do espaço, vocês fizeram coisas das quais se arrependeram mais tarde. Coisas que vocês poderiam chamar de “ruins” (entre aspas). Da nossa perspectiva, estas ações foram simplesmente o resultado da sua determinação de mergulhar na experiência e se aventurar no desconhecido. Vejam, a partir do momento em que vocês decidem tornar-se um indivíduo, separar-se da unidade incontestável, vocês não podem experienciar apenas a luz. Vocês têm que descobrir tudo de novo. Então, vocês vão experienciar inclusive a escuridão. Vocês vão experienciar tudo que existe, em todos os extremos.

  No ponto de evolução em que vocês se encontram atualmente, vocês começam a entender que tudo se mantém ou cai com o poder que adquirem ao abraçarem verdadeiramente o seu Eu. É uma questão de abraçar verdadeiramente a sua própria divindade e, a partir dessa autoconsciência, vivenciar alegria e abundância. No instante do seu nascimento cósmico, no momento em que vocês foram envolvidos pela desolação e a dor, vocês começaram a se sentir pequeninos e insignificantes. A partir desse momento, vocês começaram a procurar alguma coisa que pudesse salvá-los – um poder ou força fora de vocês, um deus, um líder, um parceiro, um filho, etc… No processo de despertar que vocês estão vivenciando agora, vocês compreendem que a segurança essencial que vocês estão buscando não vai ser encontrada em nada que esteja fora de vocês, seja num dos pais, num amante, ou em um deus. Por maior que seja a intensidade com que esse desejo ou saudades seja disparado em um determinado relacionamento, vocês não encontrarão esta segurança básica nele, nem mesmo no seu relacionamento com Deus.

  Pois o Deus no qual vocês acreditam – o Deus que lhes foi legado pela sua tradição e que ainda influencia intensamente a sua percepção – é um Deus que está fora de vocês. É um Deus que programa as coisas por vocês, que traça o caminho para vocês. Mas este Deus não existe. Vocês são Deus, vocês são a parte criativa de Deus que decidiu seguir o seu próprio caminho e experienciar as coisas de uma forma totalmente diferente. Vocês tinham certeza que conseguiriam curar-se da sua ferida primordial do nascimento.

  Pode-se dizer que essa energia expansiva de exploração e renovação é uma energia masculina, enquanto a energia da unificação, da união, a energia do Lar, é feminina. Estas duas energias pertencem à essência de quem vocês são. Como almas, vocês não são nem masculinos nem femininos. Essencialmente, vocês são ambos – masculino e feminino. Vocês começaram a sua jornada com esses dois ingredientes. E agora chegou o momento de permitir que eles trabalhem juntos em harmonia, o que significa vivenciar verdadeiramente a totalidade no seu ser. Depois de terem negado a sua própria grandeza por tanto tempo, finalmente vocês vão começar a tomar consciência de que não há outra alternativa senão a de ser o Deus que vocês estão procurando.

  Este é o último passo que vocês têm que dar em direção à iluminação: compreender que vocês são o Deus pelo qual vocês imploram. Não existe nada fora de vocês que possa levá-los ao âmago do seu próprio poder, à sua totalidade. Só vocês mesmos podem fazer isso; vocês são Deus e sempre foram! Vocês sempre estiveram esperando por vocês mesmos.

  Acender esta chama de autoconsciência dentro de vocês lhes traz tanta alegria, uma sensação tão profunda de volta ao lar, que põe todos os seus relacionamentos dentro de uma nova perspectiva. Por exemplo, vocês se preocupam menos com o que as outras pessoas lhes dizem. Se alguém os critica ou duvida de vocês, vocês não consideram isso como algo pessoal. Vocês se sentem menos atingidos ou ansiosos para reagir. Vocês deixam isso passar com mais facilidade, e desaparece a necessidade de se defenderem – tanto para si mesmos quanto para a outra pessoa. Se vocês são facilmente abalados emocionalmente pelo que outra pessoa pensa de vocês, isso indica que existe uma desconsideração por si mesmos, que faz com que vocês dêem crédito às opiniões negativas dos outros. Este falta de apreço por si mesmos não se resolve procurando um conflito com os outros, mas só voltando-se para o seu próprio interior e entrando em contato com suas feridas emocionais internas, pois elas são muito mais antigas do que esse momento específico de rejeição.

  De fato, todas as dores de rejeição, todas as dores de relacionamentos, têm origem na dor primordial, na dor ainda não curada do nascimento. Pode parecer que Eu estou dando um passo muito grande aqui, pois existem vários tipos de situações complexas nos relacionamentos, que parecem indicar que a causa está mais próxima. Pode lhes parecer que a sua dor é causada por algo que o seu parceiro/a fez ou não fez. Pode lhes parecer que alguma coisa externa a vocês está causando a dor. Mas deixem que Eu lhes diga: basicamente vocês estão trabalhando na cura de uma dor antiga que está dentro de vocês mesmos. Se vocês não estiverem conscientes disto, vocês podem facilmente se enredar em problemas de relacionamentos, que podem ser extremamente dolorosos.

  Especialmente em relacionamentos entre homem e mulher (relacionamentos amorosos), vocês freqüentemente tentam forjar uma espécie de unidade e segurança entre ambos, que lembra o estado primordial de unidade do qual vocês têm uma vaga lembrança. Subconscientemente, vocês tentam recriar a sensação de estar confortavelmente envolvidos em um manto de amor e aceitação incondicionais. Existe uma criança dentro de cada um de vocês, que está chorando por essa aceitação incondicional. No entanto, se essa criança coloca seus braços ao redor da (parte) criança do seu parceiro/a, isto muito freqüentemente resulta num controle sufocador, que bloqueia a auto-expressão genuína de ambos os parceiros.

  O que acontece é que vocês se tornam emocionalmente dependentes e sempre vão precisar do amor ou da aprovação de outra pessoa para o seu bem estar. Dependência sempre acaba se transformando em questões de poder e controle, pois precisar de uma pessoa é o mesmo que querer controlar o comportamento dela. Este é o começo de um relacionamento destrutivo. Desistir da sua própria individualidade num relacionamento, guiados por um anseio subconsciente pela unidade absoluta, é destrutivo tanto para vocês mesmos quanto para a outra pessoa.

  O verdadeiro amor entre duas pessoas mostra dois campos de energia que podem funcionar em completa independência um do outro. Cada um deles é uma unidade em si mesmo e se conecta com o outro na base da unidade. Em relacionamentos nos quais os parceiros dependem um do outro, encontramos um esforço não coordenado por uma “totalidade orgânica”: um não querendo ou não sendo capaz de funcionar sem o outro. Isto leva a um entrelaçamento de energias que pode ser observado no campo áurico de ambos como cordões, através dos quais os parceiros alimentam um ao outro. Eles se alimentam com as energias adicionais de dependência e controle. Este tipo de entrelaçamento de energia indica que vocês não se responsabilizam por si mesmos, que vocês não encaram a antiga ferida da alma que só vocês mesmos podem curar. Se vocês simplesmente se voltassem para essa dor mais profunda e assumissem a responsabilidade por si mesmos, veriam que vocês não precisam de ninguém mais para ser completos, e se libertariam do aspecto destrutivo do relacionamento.

RELAÇÕES CÁRMICAS

Neste contexto, Eu gostaria de dizer alguma coisa sobre “relacionamentos cármicos”. Com isso, Eu me refiro a relacionamentos entre pessoas que se conheceram em outras vidas e que experimentaram emoções intensas, um em relação ao outro. A característica de um relacionamento cármico é que os parceiros carregam emoções não resolvidas dentro de si, tais como culpa, medo, dependência, ciúme, raiva ou algo do tipo. Devido a essa “carga” de emoções não resolvidas, eles se sentem atraídos um ao outro em uma outra encarnação. O objetivo do reencontro é proporcionar uma oportunidade para se resolver o problema em questão. Isto acontece recriando-se o mesmo problema em um curto espaço de tempo. Quando eles se conhecem, os “jogadores” cármicos sentem uma compulsão de estar mais perto um do outro, e depois de algum tempo, eles começam a repetir os padrões emocionais dos seus antigos papéis. Então, o palco está armado para que ambos enfrentem um antigo problema de novo e talvez lidem com ele de uma forma mais iluminada. O propósito espiritual do reencontro, para ambos os parceiros, é que eles façam escolhas diferentes das que fizeram naquela vida passada.

  Vou lhes dar um exemplo. Imaginem uma mulher que, numa vida passada, teve um marido que era muito possessivo e dominador. Ela aceitou isso durante algum tempo, mas chegou um ponto em que ela decidiu que já era o bastante e terminou o relacionamento. Um pouco mais tarde, o marido se suicida. A mulher sente remorsos. Ela acredita que é culpada – será que ela não deveria ter lhe dado mais uma chance? Ela carrega essa sensação de culpa consigo pelo resto da sua vida.

  Então eles se encontram de novo em uma outra vida. Existe uma estranha atração entre eles. No começo, o homem é excepcionalmente charmoso e ela é o centro das atenções dele. Ele a adora. Eles começam um relacionamento. Desse momento em diante, ele se torna cada vez mais ciumento e possessivo. Ele suspeita de adultério por parte dela. Ela fica brava e aborrecida por ser acusada de algo que ela não fez, mas também sente uma estranha obrigação de ser tolerante e lhe dar uma outra chance. “Ele é um homem ferido” – ela pensa – “e não pode evitar esse medo de ser abandonado. Talvez eu possa ajudá-lo a superar isso.” Ela justifica seu próprio comportamento desta forma, mas na verdade ela permite que os seus limites pessoais sejam violados. O relacionamento afeta negativamente a sua auto-estima. 

  A escolha mais libertadora para essa mulher seria romper esse relacionamento, nesse instante, e seguir seu próprio caminho sem sentimentos de culpa. A dor e o medo que o seu marido sente não são responsabilidade dela. A dor dele e o sentimento de culpa dela levam-nos a um relacionamento destrutivo. O relacionamento deles já estava emocionalmente carregado por causa de uma outra vida. A razão para um novo encontro é que a mulher deve aprender a deixar as coisas acontecerem sem sentimentos de culpa, e que o homem deve aprender a se sustentar emocionalmente por si só. Então, a única solução verdadeira é romper o relacionamento. A solução para o carma da mulher é abandonar o seu sentimento de culpa finalmente. O “erro” que ela cometeu na sua vida passada não foi ter abandonado o marido, mas ter se sentido responsável pelo suicídio dele. A partida da sua esposa, nesta vida, faria o marido se confrontar outra vez com a sua própria dor e medo e lhe ofereceria a oportunidade de encarar suas emoções em vez de fugir delas.

  Um encontro carmático pode ser reconhecido pelo fato de que a outra pessoa imediatamente lhes parece estranhamente familiar. Com muita freqüência há também uma atração mútua, uma urgência “no ar”, que os impulsiona a estar juntos e descobrir um o outro. Se a oportunidade estiver disponível, essa forte atração poderá se transformar num relacionamento amoroso ou numa intensa paixão. As emoções que vocês experimentam podem ser tão avassaladoras, que vocês pensam que encontraram a sua alma gêmea. No entanto, as coisas não são o que parecem. Sempre haverá problemas em uma relação como essa, que virão à tona mais cedo ou mais tarde. Geralmente os parceiros acabam se envolvendo num conflito psicológico, cujos ingredientes principais são poder, controle e dependência. Desta forma, eles repetem uma tragédia que o seu subconsciente reconhece de uma vida anterior. Numa vida passada, eles podem ter sido amantes, pai e filho, patrão e funcionário, ou algum outro tipo de relacionamento. Mas sempre eles tocaram uma ferida interna profunda do outro, através de atos de infidelidade, abuso de poder ou, de um outro lado, uma afeição muito forte. Houve um encontro emocional profundo entre eles, que provocou cicatrizes profundas e trauma emocional. É por isso que as forças de atração, assim como as de repulsão, podem ser tão violentas quando eles se encontram novamente em uma outra encarnação. 

  O convite espiritual para todas as almas que estão enredadas desta forma é que cada um deixe o outro ir e se torne uma “entidade em si mesma”, livre e independente. Relacionamentos cármicos, como os que acabo de mencionar,  quase nunca são duradouros, estáveis e amorosos. São relacionamentos muito mais destrutivos do que curadores. Com muita freqüência, o propósito básico do encontro é que ambos consigam se desapegar do outro. Isto é algo que não pôde ser feito em uma ou mais vidas passadas, mas agora existe uma nova oportunidade para que cada um libere o outro com amor.

  Se vocês se encontram em um relacionamento caracterizado por emoções intensas e que evoca muita dor e tristeza, mas do qual vocês não conseguem se libertar, por favor entendam que nada os obriga a ficar com a outra pessoa. Inclusive, percebam que é muito mais freqüente que as emoções intensas estejam relacionadas com dor profunda do que com amor mútuo. A energia do amor é essencialmente calma e pacífica, alegre e inspiradora. Não é pesada, cansativa nem trágica. Se um relacionamento adquire estas características, é hora de abandoná-lo, ao invés de tentar “trabalhar nele” mais uma vez.

  Algumas vezes, vocês se convencem de que precisam ficar juntos porque “compartilham o mesmo carma” e precisam “resolver algumas questões juntos”. Vocês utilizam a “natureza do carma” como um argumento para prolongar o relacionamento, enquanto vocês dois estão sofrendo imensamente. Na verdade, vocês estão distorcendo o conceito de carma aí. Vocês não resolvem um carma juntos: o carma é uma coisa individual. O carma que está em jogo em relacionamentos, como os mencionados anteriormente, geralmente requer que vocês se desapeguem completamente um do outro, que vocês se afastem de tais relacionamentos, para que possam experienciar que vocês são completos em si mesmos. Repito: resolver um carma é algo que cada um faz sozinho. Uma outra pessoa pode tocar ou disparar algo em vocês que cria bastante drama entre ambos. Mas a tarefa e o desafio exclusivos de cada continuam sendo lidar com a sua própria ferida interna e não com as questões da outra pessoa. Cada um tem responsabilidade apenas por si mesmo. 

É importante entender isto, porque esta é uma das principais armadilhas nos relacionamentos. Vocês não são responsáveis pelo seu parceiro e ele não é responsável por vocês. A solução dos seus problemas não está no comportamento da outra pessoa. Muitas vezes, vocês ficam tão ligados à criança interior do seu parceiro – à parte emocionalmente ferida de dentro dele – que sentem que vocês é que têm que resgatá-la. Ou o seu parceiro pode estar tentando fazer o mesmo com vocês. Mas isto não vai funcionar, porque vocês estarão reforçando a sensação de impotência e o sentimento de vítima da outra pessoa, quando, em última análise, seria mais proveitoso se vocês fixassem os limites e cada um se mantivesse por si mesmo. Esta é a condição mais importante para um relacionamento verdadeiramente satisfatório.

RELACIONAMENTOS CURADORES

Existem relacionamentos curadores e destrutivos. Uma característica dos relacionamentos curadores é que os parceiros respeitam um ao outro como ele é, sem que um tente mudar o outro. Eles sentem muito prazer na companhia do outro, mas não se sentem inquietos, desesperados ou sós quando o outro não está por perto. Neste tipo de relacionamento, cada um oferece compreensão, amparo e encorajamento ao seu ente querido, sem tentar resolver os problemas dele. Existe liberdade e paz nesse relacionamento. É lógico que pode haver desentendimentos, de vez em quando, mas as emoções que eles provocam têm vida curta. Os dois parceiros estão preparados para perdoar. Existe uma conexão entre seus corações e, como resultado disso, eles não tomam as emoções e os erros do outro como algo pessoal. Como isso não atinge uma camada mais profunda de dor, eles não lhe dão tanta importância. Emocionalmente, ambos os parceiros são independentes. Eles não retiram sua força e bem-estar da aprovação ou da presença do seu parceiro. Um não preenche um vazio na vida do outro, mas lhe acrescenta algo novo e vital.

  Em um relacionamento curador, os parceiros podem inclusive se conhecer de uma ou mais vidas passadas. Mas, nestes casos, raramente existe uma carga emocional cármica como a descrita acima. Essas duas almas podem ter se conhecido numa vida passada de uma forma essencialmente encorajadora e sustentadora. Como amigos, parceiros ou como pai e filho, eles reconheceram um ao outro como companheiros de alma. Isso cria um laço indissolúvel entre ambos através de várias vidas.

  Darei um outro exemplo. Um jovem cresce numa família pobre em algum lugar na Idade Média. Ele é bondoso e sensível por natureza e não se adapta muito bem ao seu ambiente. Sua família é formada por pessoas que trabalham duro, pessoas um tanto rudes, que dão pouca importância à sua natureza sonhadora e nada prática. Quando ele já está crescido, ele entra para um mosteiro. Ele também não é feliz lá, porque a vida é rigidamente regulamentada e não existe calor humano nem companheirismo entre as pessoas que vivem lá. No entanto, há um homem ali que é um pouco diferente. É um padre, que tem um posto elevado, mas que não tem nenhum ar de autoridade e que está realmente interessado nele. De vez em quando, ele lhe pergunta como as coisas estão indo e lhe dá algumas tarefas agradáveis, como jardinagem. Cada vez que eles olham um para o outro, existe uma sensação de reconhecimento, algum tipo de afinidade entre eles. Há uma conexão silenciosa que vem do coração. Embora eles não se encontrem sempre nem conversem muito, o padre é uma fonte de esperança e encorajamento para o jovem.

  Numa encarnação posterior a essa, esse homem é uma mulher. Mais uma vez, ela tem uma natureza bondosa e sonhadora. Ela tem dificuldade para se manter sozinha. Quando se torna adulta, ela se vê atolada num casamento com um homem muito autoritário e dominador. No começo, ela foi atraída pelo seu notável e poderoso carisma, mas mais tarde ela percebe o quanto o domínio dele a restringe e oprime. Entretanto, ela acha muito difícil libertar-se dele. No seu trabalho, algumas vezes ela menciona essa questão para um colega, um homem um pouco mais velho que ela. Ele a encoraja a se manter por si mesma e permanecer fiel às suas próprias necessidades. Cada vez que ela conversa com ele, ela sabe intuitivamente que ele está certo. Aí, depois de muito conflito interior, ela acaba se divorciando do marido. Então, o contato com aquele colega muda. Ela sente afeição por ele. Ela descobre que ele é solteiro. Ela se sente tão à vontade com ele, que parece que eles se conhecem há séculos. Eles começam um relacionamento, que é afetuoso, relaxado e encorajador para ambos. A simpatia que fluía entre eles numa vida passada, agora toma a forma de um relacionamento satisfatório como marido e mulher.

Isto é um relacionamento curador. A mulher tomou uma decisão essencial ao abandonar o marido e escolher por si mesma. Com isso, ela afirmou a sua independência emocional. Isto criou a base para um relacionamento equilibrado e amoroso com uma alma afim.

ALMAS GÊMEAS

Neste ponto, Eu gostaria de falar alguma coisa sobre o conceito de almas gêmeas, que provavelmente é familiar para vocês. A idéia de almas gêmeas exerce uma profunda atração sobre vocês. No entanto, ele é potencialmente muito perigoso, porque pode ser interpretado de forma a reforçar a dor do nascimento e a dependência emocional em cada um de vocês, em vez de solucioná-las. Isto acontece quando vocês concebem o conceito de almas gêmeas de forma que exista uma outra pessoa que se adapte perfeitamente a vocês e que os torne “completos”. Esta idéia concebe a alma gêmea como a sua “outra metade”. Então vocês assumem que a unidade e a segurança, que vocês tanto desejam, serão encontradas em outra pessoa que combina perfeitamente com vocês.

  De acordo com esta noção “imatura” de almas gêmeas, as almas são consideradas como duas metades que, juntas, formam uma unidade. Geralmente, as duas metades são respectivamente masculina e feminina. Então, esta idéia sugere, não só que vocês são incompletos em si mesmos, mas que também são essencialmente “masculinos” ou “femininos”.

 Provavelmente vocês podem perceber que esta noção de almas gêmeas não é saudável nem curadora, do ponto de vista espiritual. Ela torna vocês dependentes de algo fora de vocês. Ela nega a sua origem divina, que pressupõe que vocês são TUDO, masculino e feminino, e que vocês são inteiros e completos em si mesmos. Ela cria todo tipo de ilusão que os leva para muito longe do Lar. E por “Lar”, Eu quero dizer o seu próprio ser, a divindade do seu Eu. Nenhuma alma é a metade de qualquer outra pessoa.

  Almas gêmeas realmente existem, e elas são literalmente o que essa palavra sugere: elas são gêmeas. Elas são almas com a mesma “tonalidade de sentimento” ou vibração, ou – pode-se dizer – com o mesmo momento de nascimento, como é o caso dos gêmeos biológicos. O momento particular de nascimento, esse momento único no tempo e no espaço, contribui para uma carga única de tonalidade de sentimento dentro das almas que nascem. Elas não dependem uma da outra de nenhum modo. Elas não são nem masculinas nem femininas. Mas elas certamente estão sintonizadas uma com a outra, como espíritos aparentados.

  Qual é o motivo para a criação de almas gêmeas? Por que elas existem? Ah… vocês geralmente pensam que a razão de ser de alguma coisa é o processo de aprendizado e seus efeitos. Mas este não é o caso das almas gêmeas. O motivo da existência de almas gêmeas não é aprender alguma coisa. O propósito é simplesmente alegria e criatividade. As almas gêmeas não têm nenhuma função na dualidade. Vocês encontrarão suas almas gêmeas quando estiverem transcendendo a dualidade, quando se identificarem novamente com o Deus dentro de vocês, que é inteiro e indivisível e que é capaz de tomar qualquer forma ou aparência. As almas gêmeas se reencontram na sua jornada de volta ao Lar.

  Vamos voltar um pouco ao começo da jornada. No momento em que vocês abandonam o estado de unidade e se tornam indivíduos, vocês entram na dualidade. De repente passa a existir escuridão e luz, grande e pequeno, doente e saudável, etc… A realidade se dissocia. Vocês não têm mais ponto de referência para o que vocês realmente são. No começo, vocês se identificavam como “uma parte do todo”. Agora, vocês são uma parte isolada do todo. Mas, sem o seu conhecimento consciente, vocês são acompanhados por alguém que é igual a vocês, que se parece com vocês tão exatamente como nada mais poderia parecer. Vocês ocupavam o “mesmo lugar” no manto da unidade, tão próximos um do outro, que vocês não sabiam que eram dois, até que nasceram. O que os conecta é algo além da dualidade, algo que antecede a história da dualidade. Isto é difícil de se expressar apropriadamente em palavras, porque desafia a sua definição corrente de identidade, segundo a qual vocês ou são um ou são dois e não podem ser ambos ao mesmo tempo.

  Então, vocês dois empreenderam uma viagem, uma longa viagem, através de muitas experiências. Ambos experienciaram os extremos da dualidade, para descobrir gradualmente que a sua essência não se encontra na dualidade, mas fora dela, em algo que é subjacente a ela. Logo que vocês se tornam profundamente conscientes dessa unidade implícita, a sua jornada de volta começa. Pouco a pouco, vocês se tornam menos ligados a coisas externas, como poder, fama, dinheiro ou prestígio. Cada vez mais, vocês compreendem que a chave não é o que vocês experienciam, mas como o experienciam.

 Vocês criam sua própria felicidade ou infelicidade através do seu estado de consciência. Vocês descobrem o poder da sua própria consciência. 

  Depois de passarem por todos os altos e baixos da dualidade, há um momento em que vocês encontram a sua alma gêmea. Na energia e aparência da sua alma gêmea, vocês reconhecem uma parte muito profunda de si mesmos, sua essência além da dualidade e, através desse mesmo reconhecimento, vocês começam a entender melhor a si mesmos e tornam-se conscientes de quem vocês realmente são. O seu gêmeo é um ponto de referência para vocês, que os leva para fora das crenças limitadoras com as quais vocês foram alimentados e que vocês assumiram nesta vida e em outras vidas passadas.

 Vocês se libertam ao enxergarem esse reflexo de si mesmos no seu gêmeo. Isto é como um lembrete e não tem nada a ver com dependência emocional.

 O encontro entre vocês dois ajuda cada um de vocês a se tornar um indivíduo mais forte e autoconsciente, expressando a sua criatividade e amor na Terra. Esse encontro acelera a sua jornada de volta, já que os ajuda a se elevar a um nível superior de unidade, enquanto conservam e expressam completamente o seu eu, a sua individualidade única.

  Em última instância, todos nós somos um. Somos sustentados por uma energia que é universal e está em todos nós. Mas, ao mesmo tempo, existe individualidade em todos nós. A alma gêmea é a ligação entre a individualidade e a unidade. É como um degrau para a unidade. Se vocês se conectam com suas almas gêmeas, consciente e materialmente, vocês provocam a criação de uma coisa nova:- uma terceira energia é gerada a partir da combinação das suas ações. Essa energia sempre ajuda a ampliar a consciência da unidade, numa escala maior do que se fossem somente as duas. Como as almas gêmeas estão no seu caminho de volta ao Lar, elas sentem-se inspiradas a ancorar as energias de amor e unidade na Terra, e fazem isso de uma forma que está de acordo com seus talentos e habilidades únicas. Deste modo, as almas gêmeas adoram construir degraus entre “ser um” e “ser Um”.

  Existe uma ligação profunda entre almas gêmeas, mas isto não altera o fato de que elas são unidades completas em si mesmas. A sua união gera amor e alegria e o seu encontro aumenta a criatividade e a auto-realização. Elas apóiam uma à outra, sem cair na armadilha da dependência emocional ou do hábito. O amor entre almas gêmeas não é para que um complete o outro, mas para criar algo novo: em vez de os dois se tornarem um, os dois devem se tornar três.

CURA  DA  DOR  DO  NASCIMENTO  CÓSMICO

Em algum momento, vocês encontrarão a sua alma gêmea. Por favor, permitam que este conhecimento seja o suficiente para vocês. Tentem não se envolver com esperanças e expectativas que poderiam tirá-los do aqui e agora. O que importa, neste preciso momento, é que vocês compreendam completamente que o amor e a segurança, que vocês tanto desejam, está presente dentro de si mesmos. A chave é compreender que esta absoluta auto-aceitação nunca lhes poderá ser dada por mais ninguém, nem mesmo por sua alma gêmea.

  Não apenas nos relacionamentos amorosos, mas também nos relacionamentos entre pais e filhos, existe a tentação de encontrar a unidade absoluta ou a segurança um no outro. Pensem num pai que secretamente deseja que seu filho realize todos os sonhos que ele mesmo não conseguiu concretizar; ou num filho que, já adulto, ainda se prende aos seus pais e os considera como seu porto absolutamente seguro.

  É importante que vocês se conscientizem das dinâmicas e motivos por trás dos seus relacionamentos, e curá-los à luz da sua consciência. As suas saudades cósmicas não serão curadas por um relacionamento nem em um relacionamento. Isto será feito apenas por vocês mesmos, através da completa conscientização de quem vocês são, através da percepção da sua própria luz, beleza e divindade. Este é o destino da sua jornada.

  Inclusive, vocês não retornarão ao estado de unidade do qual vocês vieram. O “manto de amor” do qual vocês nasceram constituiu o seu estágio embrionário. Agora, vocês estão se tornando deuses amadurecidos. Vocês criarão campos de absoluta segurança e amor a partir dos seus próprios corações e permitirão que outros participem disto, sem nenhuma condição. Esta é a essência de Deus: amor incondicional que irradia, cria e cuida sem nenhuma programação, nem nenhum cálculo.

  Agora Eu gostaria de pedir a cada um de vocês que fique em silêncio por alguns instantes e sinta verdadeiramente o seu Eu, o seu ser único em você mesmo. Se estiver rodeado de pessoas, então sinta mais intensamente o seu “Eu”. Incondicionalmente, você é essa parte de Deus. Não é algo que possa ser tirado de você, mas uma presença inegável que É.

  E agora sinta como o fato inegável da presença do seu Eu pode ser uma fonte de alegria e força para você. Diga sim para o milagre do seu próprio ser e abrace-o. “Sim, Eu sou Eu. Eu sou separado e único, meu próprio ser. Eu posso me conectar profundamente com outros, mas também me conservar sempre um ‘Eu’.” Você pode pensar que há solidão e desolação, por trás deste fato, mas por favor vá além destes pensamentos e sinta o poder e vitalidade dentro de você. Se você realmente disser “sim” para a sua individualidade, você experimentará confiança e fé em si mesmo. Com base nisto, você criará relacionamentos amorosos, e a solidão e a desolação se dissolverão.

  Quando sentimentos de solidão e desolação tomarem conta de você, pegue a sua criança interior no colo. Observe a dor dessa criança. Ela anseia pela total segurança que ela conheceu um dia, como um embrião. Ela quer ver essa segurança refletida no rosto do seu parceiro, no rosto do seu filho, no rosto da sua mãe ou do seu pai, no rosto do seu terapeuta… Então, mostre a essa criança o seu rosto. Para essa criança, você tem o rosto de um anjo. Você tem o poder de curar essa criança da forma mais absoluta que você pode sonhar. Nem Eu, nem nenhum “mestre” é capaz de fazer isto por você. Nós só podemos lhe mostrar a direção. Você mesmo é o seu próprio salvador.

  Finalmente, Eu gostaria de convidar todos vocês a sentir a união de todos nós juntos, por uns instantes. Mesmo se vocês não estiverem presentes, se estiverem lendo este material, sintam a nossa conexão. Não focalizem o Eu agora, mas a nossa união, de uma forma bem livre e tranqüila. Sintam a energia, sintam aquilo que nos une. É um anseio pelo estado de totalidade.

Agora, imaginem que nós estamos rodeados pela energia mais poderosa que existe, a energia dos seus seres despertos, a energia do anjo dentro de vocês. Vamos inspirar esta energia e vamos nos dar uns minutos para senti-la profundamente dentro de nós.

  Obrigado pela sua presença.
 

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

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