O tempo muda tudo e não muda nada. Escrever não é um privilégio dos poetas ou dos escritores e expressar sentimentos também é uma função nobre de quem deseja e gosta de escrever. Não tenho mais vontade de escrever sobre o mundo da fantasia ou sobre a minha visão da realidade. Tanto tempo se passou e no final das contas me dou conta de que sou como o “Pequeno príncipe” isolada num planeta além de tudo e de todos. Ser rotulada é algo ao qual já estou acostumada. Não sofro menos nem mais do que ninguém, não sou mais nem menos que ninguém, mas no meu blog, no meu diário, na minha mente, o personagem principal sou eu.
Me sinto sozinha, muito sozinha. Me sinto invisível. Me sinto como um pequeno átomo perdido no meio de zilhões de elementos estranhos e maiores do que eu que me escondem, me engolem, me anulam. Grito e não sou ouvida, choro e não sou acolhida, olho a minha volta e a sensação que tenho é de que não tenho vida. Não estou deprimida. Não estou nem um pouco deprimida. Estou apenas frustrada, cansada, triste, como uma pessoa normal que não sente reconhecimento, carinho.
Não sei até onde vai o limite do amor. Não sei até onde vai o limite do amor-próprio. Não sei como separar esses limites.
Cada um tem o direito de acreditar na verdade que quiser, mas só existe uma verdade.
Até eu tenho um limite. Um limite que se demora a alcançar, mas tenho um limite.
Eu me dôo até além do meu limite, mas até onde consigo aguentar?
O que acontecerá no dia em que o meu limite deixar de ser tão flexível? Até onde vai a submissão às leis do amor, às leis de Deus, às leis dos homens?
Penso que estou prestes a descobrir. Estou no meu limite.