segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Festas de final de ano

Estou há muito tempo sem escrever e há muito tempo sem tempo. Terminei o ano cuidando das crianças, da sobrinha, da filha e da enteada. Terminei o ano fazendo tanta coisa, pra ajudar tanta gente, pra resolver tantos problemas, que nem percebi quer terminou o ano. Minha irmã salvou o natal que seria vazio e sem presentes. Me emocionei ao ganhar uma câmera digital do papai noel quando eu não esperava ganhar nada. Fiquei super feliz ao ver a vovó mais uma vez sentadinha na cabeceira, dessa vez infelizmente sem poder andar, mas ainda entre nós. Admirei mais uma vez a ceia que eu fiz, dessa vez com bastante dificuldade (cá entre nós), mas com um prazer que só eu posso dimensionar. Esse foi o meu natal, com o barulho das crianças, a correria do dia especial, a ceia elogiada (Graças a Deus!) por todos e... por dentro um medo e um vazio que ninguém poderia enxergar. Um natal sem o Dio que estava em São Paulo. Um natal sozinha (?). A expectativa de um ano novo sem o meu irmão (isso acabou comigo) e sabendo que seria talvez o ano novo mais sem graça da minha história. O ano novo? O ano novo foi... sem graça. Sem o meu irmão. Com a ceia mais mixuruca do mundo, mas feita com muito amor pela minha prima e pela minha irmã. (Era pra eu fazer mas quando eu cheguei elas já tinham adiantado tudo). A surpresa de receber amigos queridos no último minuto para alegrar um pouco a festa. E a primeira vez na minha vida que eu vivenciei o grande momento da meia-noite completamente sozinha na varanda da minha casa, para não deixar a vovó sozinha em casa. Em pé olhando os fogos no céu, ouvindo o barulho da esperança de um novo ano e pensando em tudo que me aconteceu em 2008 e já tinha começado a acontecer em 2009 (e eu nem imaginava o que ainda estava por vir). Abri uma Chandon que estava na geladeira e me servi sozinha na varanda. Fui até o quarto da vovó e brindei com ela. Dei um abraço tão forte que quase a sufoquei e conversamos sobre as trivialidades da festa de final de ano e das imagens na tv, que mostravam o ano-novo em copacabana. Sentei ao seu lado. Bebi. Levantei e fui lavar a louça. Um silêncio sepulcral no apartamento. Liguei a tv na MTV e fiquei limpando a bagunça. Dio voltou com as crianças, trocamos um beijo e nos abraçamos. No dia seguinte ele iria para um retiro espiritual de um mês. Arrumamos as crianças para dormir. Ele foi embora com os amigos que vieram nos visitar. Eu bebi, bebi, bebi e terminei a madrugada tentando decidir se deveria  ir para o hospital pois meus pés, pernas, mãos, estavam tão inchados que pensei até em trombose. Decidi ficar e ir dormir. Não faria diferença nenhuma para mim se fosse algo terrível, ou se fosse algo mortal (rsrsrsrs). Dias depois minha avó caiu da cama às 7 horas da manhã e eu e meu primo tivemos que levá-la para o hospital (de novo) onde ela permanece até o presente momento. Então... 2009... um início um tanto solitário, melancólico e conturbado. Sem carro, cheia de crianças que precisam do meu sorriso e da minha alegria, sem dinheiro, sem companheiro e com a vovó internada. Mas não pretendo fazer disso uma previsão para o resto do ano. Não por enquanto.

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