As penas flutuam no ar e as asas cortadas sangram.
Não sustento mais o meu vôo e não vejo mais a linha do horizonte.
Eu caio, meu mundo cai, o céu cai.
Não ouço mais a música dos anjos e nem a melodia do vento.
Ouço apenas a respiração de um coração que lentamente pára de existir.
O vento corta minha face cegando os meus olhos e poupando a visão do fim.
O fim.
O fim está próximo.
Caio eu, as penas, as asas cortadas, o céu, o horizonte, o mundo e tudo o que eu fui um dia.
Mortal, me separo do Divino e desabo no humano.
Humano.
A primeira coisa que sinto é dor. Depois tristeza. Depois a saudade que nunca mais abandonará a minha mente e o meu músculo cardíaco, antes coração.
Um dia eu fui um anjo.
Hoje não sei mais quem eu sou.
Só sei que ser humano
me animaliza.
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