sábado, 5 de abril de 2008

Contos insólitos da dengue I

Eu mal consigo sentar na cadeira para escrever, pois estou com dengue. O tipo de doença que eu nunca penso que vou pegar. Após 3 dias em casa fui arrastada à força para o hospital Barra Dor pelo Diógenes. Eu estava desesperada, pois vinha acompanhando as notícias no noticiário e via horas de espera, mortes, tratamento inadequado, etc.
Eu só queria ficar deitadinha debaixo de meus 3 cobertores com meus 40º de febre e minha tv a cabo. Comer nem pensar. Mal e porcamente eu estava bebendo água, pepsi (nunca é esforço,faço questão de comentar) e gatorade azul, vermelho, cinza, colorido...
Dengue é que nem espírito de baiano. Se você fica na rede tomando água de côco e bebidinhas diversas, só no dengo e na preguiça, uma hora ela vai passar. Assim eu acreditava.
Chego na merda do hospital (sou cliente cativa dessa droga) e agora tem um lance de triagem e umas pulseirinhas coloridas que o Dio falou que ia guardar para usar no hopi hari... hahahaha
A minha pulseirinha foi amarela,ou seja, prioridade. A vermelha é prioridade máxima.
De acordo com o médico eu estava com dengue (dããããã, não diga!!!!), mas estava com complicações hepáticas, com o fígado aumentado e risco de hepatite por causa do tylenol. Ele queria me internar, mas para variar eu dei um GRANDE escândalo e disse que queria ficar na minha cama vendo tv. Tomei litros e litros de soro, me furaram duas vezes, tiraram sangue, deram remédio, fizeram ultrassonografia do fígado e de tudo que acharam e depois de meia noite me mandaram pra casa. Toda vez que eu levantada eu caía no chão.
Dio, seu filho da puta. Eu tava melhor deitada na minha cama em casa.
Ah! Coitadinho, eu esqueci de dizer. Ele me arrastou para o hospital pois eu estava evacuando muito sangue.
Só um pequeno detalhe. Praticamente insignificante.

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