Qual é a hora certa de terminar um relacionamento? Existe fórmula mágica?
Tenho pensado muito nisso, mas conclui que o principal foco disso tudo é muito mais complicado, pois na verdade a questão é se as pessoas estão dispostas a abandonar o que é estável e certo, ou sair do conforto ou comodismo, ou ter coragem de quebrar algo de que precisam muito, seja lá por qual motivo.
Um casamento envolve bens, filhos (ou não), rede de amigos, compromissos, dinheiro, falando apenas do principal.
Uma amizade envolve amigos em comum, locais freqüentados em comum, memórias e objetos relacionados.
Uma parceria de negócio - sem comentários!
E existem muitos outros relacionamentos.
No caso do candomblé, por exemplo, temos o relacionamento com os Orixás que pode até ser considerado um pacto, pois envolve um comprometimento que vai além do espiritual.
Em todos os casos, abrir mão das coisas que envolvem o relacionamento é doloroso demais, é difícil demais.
Mas não estamos fazendo mais bem do que mal na maioria dos casos?
Abrir mão pode nos trazer muito mais paz e liberdade e perspectivas de um futuro melhor.
Como fazer então? Como olhar nos olhos daquela pessoa que é ou foi tão importante para você e falar - acabou. Como lidar com toda a carga de sentimentos e consequências que virá em seguida?
Também temos que levar em consideração que há relacionamentos que só nos fazem mal, que só nos trazem dor-de-cabeça, prejuízo, perda de pessoas queridas...
Nessa altura eu já estou pensando em fugir pro Himalaya e não me relacionar com mais ninguém, mas a verdade é que eu teria que me relacionar comigo mesmo e isso também seria insuportável, já que sou uma pessoa tão instável, complicada e intensa.
Putz! Vou me matar então...( dessa vez foi só uma brincadeira!!!)
O que eu sei é que existe aquele momento em que nada disso interessa pois estamos preparados para romper com tudo e com todos. É uma questão de sobrevivência às vezes. Ou rompemos, ou nos rompemos.
Estou ligando o motor do meu trator. Vou reformar a casa por dentro e por fora. Vou limpar tudo e tentar de novo. Sozinha ou não, casada ou não, com amigos ou não. É uma questão de sobrevivência.
O relacionamento que está dando certo para mim no momento é com a minha filha (óbvio), com o médico da minha avó e o meu psiquiatra. Os outros relacionamentos estão sobrevivendo pela necessidade, ou covardia, ou pelo conforto.
Mas é hora de mudar. Cortar. Selecionar. Chorar. Cair. Levantar e seguir em frente.
Não posso obrigar ninguém a aceitar o meu amor, nem a minha amizade, nem a me entender ou me compreender ou me tolerar. Mas também não sou obrigada da mesma maneira.
Para os relacionamentos que continuarem ficarei feliz.
Cansei de ser acusada de coisas que não fiz, xingada de coisas que não sou, obrigada a coisas que não quero e rejeitada por motivos que nem sei quais são.
Se eu não souber quem eu sou e acreditar no meu caráter e na minha verdade, quem irá?
O importante é eu manter o meu caminho e as minhas crenças.
E pra não perder a pose...
Foda-se!
Nenhum comentário:
Postar um comentário