quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Anjo caído

Sempre foste meu Todo.
Ao insistir em acrescentar,
tornei-te um Deus.
Devias amar e cuidar,
tornar seguros os teus,
abrir mão de engodo.
Anjo caído e mortal,
com tua adaga me roubaste,
amor, fé, dignidade...
De tudo que me tiraste,
a dor da infelicidade,
não há igual.
Encontrarás a roda da fortuna,
teu karma já está criado,
há tempos não possuis meu louvor,
um dia, só e abandonado,
verás que fui teu grande amor,
e não obterás clemência alguma.
Senhor do meu destino,
quando há anos ele nos juntou,
foste ceifando minha vida,
tudo que o verdadeiro Deus criou,
e nesta alma que deixaste perdida,
marcou com ferro e fogo, loucura e desatino.

Um comentário:

  1. Belíssimo começo.
    Realmente há um deus, e há também o Deus que nós criamos.

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