O tempo se encontra na minha mente,
presente e passado um só,
a visão de uma existência maior,
certeza do eternamente.
Confundo momentos que eu vivi,
de dentro pra fora observo,
seleciono, separo e reservo,
mosaico do que existi.
Até agora e ainda no futuro,
janelas separam os meses
repetidos tantas e tantas vezes
num destino obscuro.
Nesse segundo o relógio pára.
Do almoço vou para o carro,
do passado no resente me encaro,
fico comigo cara a cara.
Essa linha atemporal, um desbunde,
desenrolo encontros e desencontros,
Deuses, mortais e monstros,
na realidade que se confunde.
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