segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Eu e a chuva

A chuva cai. Os pingos dançam no chão e salpicam o ar. A noite é linda assim, molhada e úmida. A teia de chuviscos muda a paisagem e muda o meu corpo.
Nos amamos eu e a chuva.
Me arrepio ao seu toque e ouço de olhos fechados o seu sussurro.
Os pingos que acariciam minha pele, minha nuca, que arrepiam meus pêlos e deslizam por cada pedaço de mim. Beijo a chuva. Estico minhas mãos e busco seus beijos molhados e o abraço da brisa fresca que a acompanha.
Me entorpece o cheiro de jasmim que há no ar.
Esqueço do mundo, esqueço da tristeza, esqueço dos problemas. E lembro de mim...
Na chuva. Corpo, moléculas, mulher.
Um desejo latente desperto pela chuva.
O tempo pára.
Naquele caso fugás com a chuva tudo desaparece. Só existem pingos, toques, chuva, corpo, eu e muito amor.
Quando nos amamos.
Eu e a chuva.

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