segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Salve Jorge!

Li tuas palavras como se fossem as minhas.
Minhas mãos, extensões genéticas das suas mãos.
Na história, na família.
Somos uma ilha.
Tatiana, filha de Jorge. Salve Jorge!
Neta de Demétrius e Ricardina, poetisa, mulher, menina.
Bisneta de Alzemira e Zequito e de Maria que veio da fazenda.
Cada pedaço, cada ponto dessa renda.
Agora o ponto Sophia, neta de Telma, esposa de Jorge,
filha de Hélia e Paulo, neta de Alice e Manoel, bisneta de alguém.
Filha de Tatiana, casada com ninguém.
Onde te encontro novamente,
avô, amado, ausente. Salve Jorge!
Jorge poeta, goleiro, iogue, atleta.
Jorge maçom, rosacruz, católico em macumbeiro, economista da Eletrobrás, arteiro.
Minhas mãos continuam as suas mãos ausentes.
E nessa prosa, poema da vida, como nas suas poesias,
louvo meus parentes.
Salve Jorge! E Telma, e Hélia, e Paulo, e Alice, e Manoel, e Ricardina, e Demétrius, e Maria, e Alzemira, e Zequito, e Lourival...

Nenhum comentário:

Postar um comentário