Então é isso. Esse post deveria vir depois do meu post sobre o meu pseudo-renascimento, porém coisas aconteceram durante o pseudo-parto e eu preciso escrever. No último minutodos 45 do segundo tempo resolvemos viajar para Atibaia com a Sophia para que ela comemorasse o aniversário com a priminha Mariana que ela adora e os padrinhos. Faz algum tempo que eu tenho reclamado muito de tudo e de todos com mil argumentos e justificativas. Nada está bom, nunca. Digo constantemente que estou sendo sugada, rejeitada, usada e outras coisas mais. Acreditava que isso tudo fosse verdade e, embora algumas coisas realmente acontecessem da maneira que eu via, descobri que não era o caso de algumas outras. Fui para Atibaia pois lá é o meu porto seguro, a minha cumadre Glória é meu porto seguro, mas por diversos motivos dessa vez não foi assim. Isso me fez muito mal. Nunca fui embora com um adeus tão frio e tão seco entre nós duas. Entretanto também nunca tive outras pessoas compartilhando dias, momentos com nós duas. Sempre éramos só nós e eventualmente o meu cumpadre. Ouvi dizer que ter uma terceira pessoa ou uma pessoa de fora junto com quem estamos acostumados a estar sozinhos é a "medida da balança". É um outro olhar, uma outra dinânima de relação. Eu conheço a minha cumadre desde o colégio. As outras pessoas eu conheço há 9 anos e há cerca de dois ou três meses. Amo todos da mesma maneira, cada um tem uma importância indescritível independente do tempo de relacionamento, mas é impossível que todos me vejam da mesma maneira. É impossível que todos me entendam e entendam o que estou passando da mesma maneira, e quando eles se juntam e comentam coisas que eu tenha feito ou falado usando a visão de cada um deles a pessoa que eu sou, para cada um deles, se desmonta e deixa de ser a mesma. Uma das coisas mais tristes que pode acontecer com alguém é, sem querer, ouvir todos os seus mais importantes amigos falando de você, e falando "mal". Acordei ainda sonolenta e a porta tinha sido deixada aberta por alguém e quando sentei para me preparar para levantar comecei a ouvir os comentários e os debates a meu respeito e a respeito das minhas atitudes, do que eu falava, do que eu tinha feito, etc. Algumas coisas eu ouvi e entendi, outras não. No final das contas todos estão magoados. Tomei um fora que me magoou muito e me lançou para o espaço, fora a vergonha que senti pois foi dito na frente de todos. Ninguém tem razão e todo mundo tem razão. Tenho vontade de abandonar todo o tratamento psiquiátrico e parar de tomar todos os remédios. Odiei ouvir que eu vivia deitada no sofá ou que dormia o dia todo (até porque isso não é bem assim). Sem remédios é fácil acordar quando eu quiser, mesmo que eu não durma, já que eu sofro de insônia. Além disso, como podem dizer que eu durmo o dia inteiro ou que eu vivo deitada no sofá se eles me vêem por uns poucos dias, não convivem comigo diariamente. Ou reclamarem que o meu apartamento está uma zona e coisa e tal sem saber que dentro da minha rotina diária eu não tenho dado conta de tudo, principalmente porque sempre tive alguém para fazer tudo para mim e de repente eu fui obrigada a fazer tudo, até o que eu não sabia. Alguns tem 20 anos a mais na minha frente de experiência, de vida e de acontecimentos. Alguns tem uma história de vida parecida com a minha, mas têm mais apoio e meios para passar por tudo isso. O que interessa é que eles podem estar certos em algumas coisas, até muitas coisas, mas foi decepcionante ser assunto de uma conversa da maneira que eu fui e de ouvir as coisas que eu ouvi de quem eu ouvi. Me sinto traída, me sinto idiota, me sinto um estorvo. Me sinto magoada. Para finalizar ouvi a seguinte frase: o melhor para você talvez seja mesmo ficar sozinha!
Temos realmente que trocar uma idéia. / Como a vida da gente da voltas violentas. / To morando em Lorena-SP durante a semana e tenho ido pro Rio e pra Sampa nos findis. / Considere combinado (quero sua confirmation) de nos vermos na minha próxima ida ao rio. Deve ser no findi do dia 16. / marcelomanes@gmail.com / marcelo@alquibras.com.br / Saudade docê.
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