Abandono essa vida, abandono esse corpo, abandono esse enredo.
Levo comigo a dor, toda a desilusão e a minha falta de fé,
melhor desaparecer enquanto a vida persiste em engatar a ré,
crer num novo começo, na certeza e investir sem medo.
Para a vida no astral, no inferno ou para a vida na Terra,
melhor ser pó do que viver assim, ou existir e não mais viver.
Sofrimento por sofrimento, o futuro não tenho como saber,
tomada a decisão encerro como quem a tudo enterra.
Egoísta, fria, calculista, desalmada... sei que dirão
de tudo, e todas as palavras terão um fundo de verdade,
somente eu que sangro e agonizo sei como é a realidade,
e o fardo que retiro das costas dos que amo e ficarão.
No horizonte há um caminho e uma incerta redenção,
no presente tudo o que existe é discórdia, saudade de amar.
Vou e não olho pra trás, sei o que deixo mas não sinto pesar,
com um punhal, ainda sem nome, gozo o fim da minha desilusão.
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