quinta-feira, 28 de maio de 2009
Meu primeiro sinal de infarto
Ontem de madrugada eu tive o maior dos sustos. Estava navegando pela internet por volta de 4 horas da manhã quando comecei a sentir uma dor insuportável no peito e no braço. Não consegui respirar e me sentia tonta. No início não entendi o que estava acontecendo, mas de repente veio aquelas lembranças antigas de quando vi pessoas que eu amava tenho problemas no coração e eu me desesperei. Corri para chamar o Dio e já não conseguia nem pensar em nada quando ele falou que ia me levar para o hospital. Deitada na nossa cama estava Sophia, inocente, em seus sonhos confusos e cheios de terror, e tão fragilizada pelo que a vida tem feito com ela nos últimos meses. Eu estou sem plano de saúde, e ele está há 3 meses sem receber de nenhuma das escolas que ele trabalha então percebi como iria ser. Ele ia ter que me levar para o hospital público Lourenço Jorge, acordar a Sophia no meio da madrugada, e ficar esperando em uns bancos frios de cimento que ficam do lado de fora, pois lá só quem entra é o paciente. E eu iria entrar pela primeira vez dentro de uma emergência de um hospital público sozinha, sem ninguém para segurar a minha mão, sem certeza do que ia acontecer. Entrei em pânico. Tirei toda a roupa e deitei na cama, pedi um rivotril (um inteiro) e disse que depois que eu dormisse ia passar. A verdade é que eu achava que talvez eu não acordasse mais. Chorei. Abracei a Sophia, rezei, beijei tanto a face dela e pedi para qualquer entidade que pudesse me ajudar que me permitisse morrer sem ela ver. Não que eu não desejasse de uma certa forma que aquela fosse a minha hora, afinal eu sou uma suicida em recuperação e com potencial suicida oras, mas percebi que a minha filha não merecia que fosse desse jeito e com ela assistindo. O Dio não conseguiu dormir. A Sophia graças a Deus não soube de nada e não percebeu nada. E eu ainda estou viva, mas vou no hospital assim que ele chegar. Não fiquei com medo da morte, ou da dor ou de qualquer outra coisa. Fiquei com medo pelo que a Sophia teria que passar. Acho que ela não aguenta mais ver as pessoas que ela ama morrendo e assistir tudo. Não sei o que fazer. Eu sei que estou dando uma força danada pra morte me levar através do modo como estou vivendo, mas de repente a Sophia passou a ter importância crucial no processo. Eu posso querer destruir a minha vida, mas seria muita sacanagem e egoísmo da minha parte destruir a dela. Destruir mais do que já está destruída.
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Espero que tudo no final fique bem minha querida!
ResponderExcluirEstou torcedo para que tudo saia bem, e essa fase posse !
Abraços fraternos e de Admiração pela coragem , e fé...
Diêgo.