quinta-feira, 1 de julho de 2010
Recomeços mágicos
Eu acordava bem tarde e passava muito mal mas sabia que ela estava ali para cuidar de mim. Hoje, com os novos medicamentos, eu mal consigo ficar em pé, vomito e passo mal e não posso deixar de fazer as coisas que outras pessoas faziam antes para mim graças à minha avó. Eu não sinto falta da minha avó por causa das coisas materiais que existiam graças a ela, eu sinto falta dela porque não tenho mais aquele carinho, a preocupação de toda hora ir na porta do meu quarto para ver se eu estou bem, a preocupação com a minha comida, as conversas durante o dia... Sinto falta de comprar pastel com caldo de cana na feira, de comprar peixe para fazer no domingo, de descobrir novos doces para diabéticos e comprar para ela... As noites não pareciam tão ameaçadoras, as coisas pareciam menos complicadas porque ela existia. Essa nova fase de adaptação está acabando comigo e me sinto tão sozinha e vulnerável. Não tem ninguém para cuidar de mim, tomar conta de mim. Eu sei que a vida evolui, as coisas mudam, mas é terrível não poder mais contar com quem eu sempre contei. Tenho sonhado com príncipes encantados, e recomeços mágicos...
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