O escuro é tangível, o ar esbarra em mim.
Cheiro de piche, de metal, de borracha.
Se há luz, se há fim, se acha.
Sem luz, sem fim,
toda extremidade é uma possibilidade.
Prefiro o chão, prefiro áspero e imediato.
de mim só sei da urgente necessidade.
Vestir o escuro e deixar o ar entrar.
pelo túnel, por todo e qualquer lugar.
E se houver pele, carne, melhor.
Embaixo, em cima, nos lados...
se houver pele, carne, melhor.
Textura de asfalto, a pele no toque,
umidade, úmido, quente...
Sem luz, sem fim,
um túnel lá fora, um túnel dentro de mim.
E se houver respiração, se houver pulsação,
se houver hálito, melhor.
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