segunda-feira, 12 de julho de 2010

Manhãs

O frescor das manhãs. 
À meia luz observo o dia nascer, Sophia crescer e a vida...
Toda manhã um presente e na mágica das cores a presença divina,
a certeza de que não tem como ser diferente.
O amor que explode no beijo que ela me dá,
o descanso que só acontece depois que os vejo sair,
e então posso dormir.
Amo as manhãs. Amo os contrastes, os tons,
arte única, os pássaros, os sons.
E vejo que existo porque observo mais uma manhã.
O frescor que lembra que houve a noite,
o calor que avisa que o dia nasceu,
a orquestra dos homens sem maestro.
Me arrebatam as manhãs.
A luz que invade o meu quarto sem convite,
motores, apitos, buzinas, conversas...
Assim são as manhãs, sempre diversas.

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