eu volto a ser sol e a luz volta a entrar,
as sombras desaparecem ou viram brincadeiras de criança,
a lama que me prendia vira jogo, vira lambança.
Aos poucos lembro das cócegas e volto a me remexer,
eu volto a ser moleca e paro novamente de crescer,
a dor diminui aos poucos ou deixa de ser importante,
a saudade não dá pra esquecer, mas não é tão apavorante.
Aos poucos eu volto a escrever e as minhas palavras são positivas,
eu volto a poetisar e estourar bolhas criativas,
as lágrimas secam nos olhos ou descem apenas com a emoção,
o peito só acelera de amor ou de paixão.
Aos poucos eu volto a rimar e caso palavras como uma adolescente,
não ligo mais para as críticas e volto a ser meio insolente,
ganho o título de mãe doidinha e sou a tia da maluquice,
a cura veio a tempo, antes agora do que na velhice.
(melhor brincar e rimar assim, e rir muito com minha filha do que escrever sobre coisas tristes... hahahaha)
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