sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Anjo

Anjo, olhos tão tristes
enquanto caminhas, pés descalços,
na arena dos teus destroços
das chances que destruístes.

Pobre anjo caído,
o sangue pinga na navalha,
a tentação, outra batalha,
neste espírito destruído.

Anjo, alma perturbada,
há honra em tua guerra
tua espada esta não erra,
tem fé em ti a mãe amada.


(Para um anjo que acabei de conhecer e que apesar dos olhos tristes e da alma tão perturbada mostrou-se uma pessoa tão doce, tão gentil e tão angelical que me comoveu e mexeu profundamente comigo... além de perceber afinidade nas nossas loucuras, percebi o quanto é difícil para ele manter-se são e salvo no fio da navalha que é a vida dele. E à mãe dele que é minha heroína) - não me preocupei com a estrutura poética
 

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