sábado, 27 de junho de 2009

Morte

Sinto a morte me cercando e tirando meu ar. Apenas um peso das mortes que acontecem sem parar ao meu redor sejam de pessoas próximas ou distantes. Morre a pantera Farrah Fawcet, morre meu ídolo de adolescência (ou seria infância?) Michael Jackson, morre minha avó, morre minha comadre, morre meu tio-avô no dia de hoje. Não posso ficar afastada da morte. Para meu tio-avô ser internado terão que exumar os corpos dos meus avós paternos e lá vamos nós lidar com a morte de novo. Parece que a morte gosta de festa quando se trata da minha vida. Minha mãe morreu no feriado de 15 de novembro, meu avô imediatamente após o ano novo, minha avó na quarta feira de cinzas de carnaval, minha comadre nas vésperas do dia das mães, meu tio avô no dia da festa junina da Sophia e minha avó Hélia na véspera do meu aniversário sendo enterrada no meu aniversário. Não escrevo isso deprimida. Não estou deprimida. Estou apenas analisando as coisas como elas vem acontecendo ao meu redor. Estou começando a ficar com medo das datas festivas e dos momentos em que o telefone toca. Leio emails que falam das mortes em massa que fazem parte da nova era e da mudança energética da Terra. Muitos já foram e estão indo dia após dia. O que têm de diferente os ficam? Devo desejar morrer ou ficar? Devo ficar feliz com as mortes ou triste? Independente de mim a morte continua espreitando a minha vida. Eu tento continuar a viver.

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