segunda-feira, 2 de junho de 2008

Vale a pena viver para passar por um momento desse

Ontem aconteceu um dos momentos mais importantes na minha vida.
Vale a pena viver para passar por um momento como esse.
Eu estava muito puta e magoada com um monte de coisas que estavam acontecendo na minha vida, principalmente dentro da minha casa e da minha família, quando um telefonema do meu irmão mudou toda a minha perspectiva de vida atual.
Foi foda.
A falta de comunicação quase estragou tudo. Temos temperamentos fortes, costumamos achar que somos os donos da verdade e somos muito parecidos em alguns aspectos.
Nós dois não somos mais crianças, mas sempre seremos irmãos e mesmo sendo adultos continuaremos a ter os mesmos problemas que irmãos tem.
Fiquei envergonhada por não ter percebido que talvez ele tenha problemas tão grandes quanto os meus, ou maiores.  Acho que fiquei tão acostumada a viver com "problemas" (reais, irreais, que eu arranjei, que aconteceram e que me arrumaram ou colocaram em mim) que espero sempre uma atenção e compreensão em relação à mim que nem sempre as pessoas têm.
Ele mudou muito. Faz parte.
Eu sinto que ajo bem diferente em relação à ele, à minha irmã e à vovó. Eles têm uma prioridade e uma importância na minha vida que faz com que tudo seja decidido ou norteado pensando neles primeiro.
A minha casa é a casa deles. Mas eles não são obrigados a se sentir assim em relação à mim.
Sinto falta da intimidade e do aconchego que tinha com ele. Mas a vida segue e todos temos que nos adaptar.
Outras pessoas entram nas nossas vidas e somos nós que escolhemos como vamos gerenciar nossas relações.
Para mim os amigos e a minha família sempre virão em primeiro lugar, pois acredito que permanecerão ao meu lado até meu último suspiro. Isso incomoda muito as pessoas que passam a fazer parte da vida deles. Mas eu não posso me desculpar por amar eles tanto assim e por serem eles tudo na minha vida. Não posso.
Terei que aprender a lidar com o meu novo lugar na vida deles.
Com certeza perderei muitos amigos e atrapalharei muito. Não faço por mal.
Eu não cresci, não sei viver sem eles, preciso deles, sou carente e, certamente, substituo várias perdas minhas e o vazio que sinto na minha vida com nossas relações.
Eu ainda estou vivendo em 19XX...
Mas...
da mesma forma que eu tenho que lidar com tudo isso, eles também têm que aprender a lidar comigo.
Eu também mudo quando tudo muda.
Eu também mudo quando a nossa relação muda.
É uma necessidade minha.
Eu também não gosto de um monte de coisa e também não sou obrigada a ser a mesma pessoa e ficar sorrindo feito uma idiota quando não estou sentindo a mesma reciprocidade ou quando não me sinto acolhida. Eu me retraio, eu sumo, não gosto de ficar perto.
Eu fui mimada, eu sou mimada. Pelos meus pais, pela minha mãe (depois que o papai morreu), por eles. Porque eles sempre me deram muita importância e atenção também.
Eu me acostumei a ser procurada, me acostumei a dividir tudo que me dizia respeito, me acostumei a estar junto o tempo todo e a ser incluída.
É assim que eu sou. Eu empresto XX.000,00 reais, empresto qualquer quantia (se eu tiver) para qualquer amigo ou para meus irmãos sem titubear, eu largo tudo o que estiver fazendo por eles, eu dou a vida por eles.
Sinto muita falta dos meus amigos e do meu irmão.
Sinto falta de todos eles.
Eu consegui me integrar com grande parte das novas pessoas que entraram nas vidas deles... mas, não com todas elas.
Com as namoradas do Ranz eu estou PHD. O que me consola é que o problema não era só comigo. Em compensação eu adoro a Cidinha. Ela é minha "ídala" e é um anjo na vida dele, e eu fico muito feliz. Adoro encontrar eles na Azimut. Cada um de nós se adaptou perfeitamente ao outro e tem espaço pra todo mundo. (pelo menos é o que eu acho e o que eles me fazem entender)
Mas a verdade é que eu só tenho esses amigos e os meus irmãos. É muito difícil quando não se tem mais ninguém. (Dio não conta pois ele vive comigo)
Anyway.... fugi totalmente do que me fez escrever essa entrada no blog...
O meu irmão me ligou e eu fiquei muito feliz. Não quis desrespeitar o espaço dele, pois respeito muito isso. Eu e Soso só queríamos curtir a energia dele, matar a saudade, sentir que estávamos tendo um pouquinho dele pra gente.
Respeito e admiro ele por ter tido a humildade e a grandeza de ter se desculpado comigo e isso me permitiu fazer o mesmo. Ambos mostramos como estávamos nos sentindo e como nos sentíamos em relação a algumas coisas.
Somos os "Barboza"!!!! hahahahaha
Ciumentos, grandiosos, com gênios fortes e apegados à família. Cada um do seu jeito.
Ele me ama, eu o amo, nós nos amamos.
Isso é o que importa. Fico feliz que tudo tenha sido esclarecido entre nós dois.
Eu amo o Dio, mas Taís, Diogo e vó Hélia sempre virão em primeiro lugar. Sem pestanejar.
Ainda estou remoendo tudo o que aconteceu. Não consegui dormir. Tenho que conter várias atitudes e palavras por causa da vovó que está com a pressão muito alta. Isso me faz muito mal.
Se eu fosse o filho-da-puta do mestre-de-obra que está demorando quase um ano pra terminar meu apt e que não aparece há uma semana....
Se eu fosse ele não apareceria mesmo. Ele não me conhece. E já faz um tempo que eu não tô muito "boa"... sangue quente é foda!

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