quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Sonho com o Rene
Sonho super estranho com o Rene. Eu estava num lugar, um tipo de galeria de artes,num coquetel. Ele chegava de surpresa com a Edna e me beijava com um daqueles beijos de quem não se vê há séculos. Seus braços ao meu redor me prendendo de encontro à parede, uma coisa tão íntima, tão nossa. As pessoas em volta, meus amigos, todos notavam e batiam palmas e assobiavam e diziam pra nós irmos embora. Ele me pegava pelas mãos e me levava para um carro bem velhinho que parecia estar parado há uma eternidade, parecia não ser usado há uma eternidade. Estava do lado de fora na orla de copacabana. Parecia um corsa hatch modelo bem antigo de cor escura. Quando ele abria o carro dava para ver que os bancos estavam cobertos por um tipo de estofado velho e puído, parecia um tipo de veludo cinza. O carro cheirava muito forte a xixi de gato e mais alguma coisa mas eu entrava no carro como se estivesse entrando num Porshe. Lembro que estávamos no final de copacabana, quase no leme, e que estava chovendo um pouco ou tinha chovido,pois o chão estava molhado com aquele brilho de umidade e ele ia dirigindo e eu olhava o mar. Tinha um caminhão estacionado de uma forma que impedia ou dava a impressão de que impediria que nós virássemos no primeiro retorno que deveríamos pegar e eu perguntava se ele não ia retornar e para aonde estávamos indo. Nessa altura já estávamos no leme, perto do final da praia e então eu acordei. Ficou em mim a sensação forte e muito real da presença dele, dos beijos carinhosos e apaixonados que me fizeram lembrar os tantos que demos quando ele era vivo, o cheiro estranho e forte do carro e a sensação de que tudo aquilo parecia real e parecia um pouco "a cara" dele, o jeito dele mesmo, algo que ele realmente teria feito se estivesse ainda entre nós, pois ele sempre surgia assim e eu largava tudo para ficar com ele. Acordei tão subitamente, como se ele tivesse feito ou dito algo que me assustasse e me tirasse do sonho. Não lembro o que foi mas lembro dessa sensação. Acordei às 6:30am. Uma saudade daquele beijo, daquela pele, daquele cheiro, daquele abraço, daqueles momentos cometas que nós vivíamos e que eram só nossos e que eram tão únicos e especiais em que eu tinha a impressão que só nós dois importávamos e de que eu era e sempre seria tão importante para ele. E o lance de estarmos no leme, no local que foi tão importante para nós dois, onde nos descobrimos de todas as formas, onde vivemos tantas experiências que só nós dois sabemos, onde nos amamos tanto, onde ele me ensinou tanta coisa. Onde ele fez jantar para mim, leu para mim. E onde aconteceu a noite onde eu agi da forma que achava correta e deixei de fazer o que o meu coração mandava e do qual eu nunca vou esquecer ou me perdoar. Agora a saudade dói tanto, meio que massacra por dentro, sabe? A nossa relação não era normal e era bem doida e eventual, mas era tão especial.
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