Assisto ao documentário sobre Janis Joplin (fantástico) e minha mente viaja. Observando o curso da vida dela é fácil perceber as mudanças pelas quais ela passou e tudo o que ela se tornou. Uma menina tímida, desprezada na escola, desprezada em casa, sem perspectivas, considerada feia...
A música foi sua salvação e o caminho para a sua destruição.
Todos nós somos assim, porém alguns conseguem superar esses obstáculos de forma positiva e outros não.
Não é questão de usar a maneira mais fácil ou a mais difícil.
Remédios de tarja preta são ótimos, drogas são ótimas, álcool é ótimo. São meios mais rápidos de diminuir a dor, de esquecer a dor, mesmo que momentaneamente.
Não estou fazendo uma apologia às coisas ilegais da vida, mas entendo exatamente o que ela e tantos outros artistas e pessoas que morreram de overdose ou que se afundaram nas drogas passaram.
Erroneamente, as drogas e o álcool permitiram a ela ser tudo o que ela sonhava e não conseguia ser antes. E permitiu que suas prioridades e neuroses deixassem de nortear a sua vida.
Ela me inspira. De “patinho feio” a cisne. O que ela passava com sua voz não tem adjetivo que classifique.
Em compensação percebe-se claramente o preço que ela pagou em tão pouco tempo nas mudanças em seu rosto, sua pele, seus cabelos...
Onde estão nossos medos, nossos monstros? O quanto eles nos afetam?
Eu carrego o meu dinossauro nas costas e até hoje tento encontrar uma maneira de lidar com ele sem me perder no submundo.
Porque para pessoas como eu, cá entre nós, o submundo é MUITO tentador e bem mais sedutor que o mundo como ele é.
Não estou negando o “bem” em contrapartida ao “mal”.
O mal está dentro das pessoas e em suas atitudes.
O bem continua dentro da pessoa que deseja, mesmo que ela esteja fazendo um tour no inferno.
Apesar da minha tendência a aventuras doidas e coisas que nem posso contar aqui, eu continuo caminhando na “senda do bem”.
Mas, Janis Joplin, você é minha ídala e eu sou sua discípula de toda a minha alma.
Nenhum comentário:
Postar um comentário