De repente um medo de morrer. Penso no dr. André. O que será que ele pensa quando olha para mim? A molequinha Tatibitati ficou pra trás e ele está olhando a "senhora" Tatiana, mãe da Sophia. Será que é isso?
Chegamos em um momento onde eu e ele estamos no mesmo nível.
É estranho.
Ele é o médico que era grande amigo da minha mãe e que trabalhava com ela, era sócio na clínica de campo grande. Brincou comigo, me pegou no colo, fez gracinhas e me viu na barriga da mamãe.
Mas hoje não é assim.
Ele é o meu psiquiatra e me ouve contar intimidades e problemas da minha vida particular.
Hoje somos homem e mulher, pais, casados, com uma bagagem de vida e conhecimentos praticamente iguais, não fosse o fato de ele ser muito mais velho, é claro.
Tenho vontade de sair da etiqueta de consultório e perguntar sobre os filhos, sobre a vida dele em friburgo, sobre como ele se sentiu com a morte da mamãe e como ele se sente em me atender profissionalmente.
Me calo.
Existem barreiras que talvez sejam necessárias para que ambos consigam o que desejam.
Mas o que eu desejo?
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