A verdade é que a vida é um jogo. Tal como "Monopoly" ou "Jogo da Vida" vivemos num tabuleiro onde um dado invisível é jogado a todo instante ditando os nossos caminhos, guiando nossas direções e nos enchendo com cartões de ônus e bônus, impostos, taxas, filhos, casas, e um infindável mundo de "coisas".
A diferença entre o tabuleiro de jogo e a nossa vida é que não podemos parar quando desejamos, a menos que burlemos a principal regra do jogo da verdadeira vida que é - não tirar a própria vida. Não se matar. Não cometer suicídio!
Tudo muito fácil de entender a não ser por um detalhe: nos tabuleiros de jogos que demoram horas do início ao fim do jogo, com grandes reviravoltas, com altos e baixos, com perdas e ganhos, mesmo sendo uma brincadeira nos cansamos tão facilmente, como se fosse a vida real, então, imagina o peso verdadeiro da nossa vida?
Pensando em tudo isso cheguei a conclusão de que grande parte dos suicídios são uma resposta à essa regra de não poder sair do jogo na hora desejada. Algumas pessoas simplesmente não aguentam a pressão de tudo o que acumulam durante a sua passagem pelo tabuleiro da vida. Algumas pessoas simplesmente não aguentam se tornar "adultos". Crescer é um fardo pesado demais.
Mas e se pudéssemos desistir na hora que quiséssemos? Existiriam adultos? Existiriam idosos? Existiriam pessoas morrendo por causa da velhice?
Sendo Deus o criador do nosso tabuleiro, o que será que Ele espera de nós? Além do fato de não podermos desistir no meio do caminho.
Entretanto o mais impressionante que veio na minha mente depois foi...
E se existe a continuação do tabuleiro depois da morte tanto para quem morre no final do tabuleiro de maneira natural, quanto para quem tira a própria vida antes do tempo?
O que será que vem depois?
E o mistério permanecerá bem guardado até o dia que o próprio Criador assim desejar.
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