Os meus olhos de mãe parecem possuir lentes especiais. Minha filha cresceu, em todos os aspectos, está tão mais alta do que eu, tão maior do que eu, mas quando olho para ela os meus olhos ainda enxergam o mesmo bebê que eu vi crescer.
Ela sabe tanta coisa que eu não sei e anda na rua como se fizesse parte dela. Conhece as linhas de ônibus da cidade, os locais onde encontrar as coisas, os melhores horários para tudo. Ela ajuda em casa, estuda mais do que eu tenha estudado em qualquer dia da minha vida e é belíssima.
Eu consigo admitir essas coisas depois de um tempo de resistência, entretanto, quando preciso interagir com ela ainda vejo a minha filha, o meu bebê, a minha cria. É engraçado às vezes. As mãos dela são bem maiores do que as minhas mas quando eu peço para ela lavar a louça faço questão de lavar as coisas grandes e pesadas, ou as coisas de vidro, por exemplo, com medo de que ela se machuque. E normalmente quem se machuca sou eu.
Quando andamos de ônibus eu me preocupo se ela está segurando direito nos "apoios", se ela está bem acomodada, mas quem cai normalmente sou eu. E eu poderia dar dezenas, centenas de exemplos de como aos poucos o meu bebê está se tornando uma mulher e eu, mulher, estou me tornando novamente um bebê.
A sabedoria dela me encanta. A paciência dela comigo me encanta. A maturidade em relação à sua idade me encanta. E tudo isso ao mesmo tempo me entristece, pois não importa o quanto eu tente não conseguirei impedir o tempo de fazer o óbvio: fazer a minha filhota se tornar a grande mulher que ela está se tornando.
Ela sabe tanta coisa que eu não sei e anda na rua como se fizesse parte dela. Conhece as linhas de ônibus da cidade, os locais onde encontrar as coisas, os melhores horários para tudo. Ela ajuda em casa, estuda mais do que eu tenha estudado em qualquer dia da minha vida e é belíssima.
Eu consigo admitir essas coisas depois de um tempo de resistência, entretanto, quando preciso interagir com ela ainda vejo a minha filha, o meu bebê, a minha cria. É engraçado às vezes. As mãos dela são bem maiores do que as minhas mas quando eu peço para ela lavar a louça faço questão de lavar as coisas grandes e pesadas, ou as coisas de vidro, por exemplo, com medo de que ela se machuque. E normalmente quem se machuca sou eu.
Quando andamos de ônibus eu me preocupo se ela está segurando direito nos "apoios", se ela está bem acomodada, mas quem cai normalmente sou eu. E eu poderia dar dezenas, centenas de exemplos de como aos poucos o meu bebê está se tornando uma mulher e eu, mulher, estou me tornando novamente um bebê.
A sabedoria dela me encanta. A paciência dela comigo me encanta. A maturidade em relação à sua idade me encanta. E tudo isso ao mesmo tempo me entristece, pois não importa o quanto eu tente não conseguirei impedir o tempo de fazer o óbvio: fazer a minha filhota se tornar a grande mulher que ela está se tornando.
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