Acalmo o ar.
A brisa envolve o meu corpo,
não sou mais eu,
flutuo no nada.
Nos vales longínquos do além
a atmosfera é doce,
como nossa alma.
Um pouco de tudo me envolve,
não há limite, não há fronteira.
Sou um balão colorido.
Estresso o ar.
Caio no olho do furacão,
me divido em infinitos pedaços,
desabo no todo.
Nos montes paralelos das terras,
o espaço é concreto,
como nosso corpo.
Muito do nada me transpassa,
paredes, muros, o finito.
Sou uma pedra cinzenta.
Sou o próprio ar.
Envolvo a brisa e o furacão,
sou eu e infinitos pedaços,
flutuantes e caídos.
Nos vales, nos montes
paralelos do além,
atmosfera e espaço
concretamente doces,
envolvo tudo e transpasso
o balão colorido que sobe,
a pedra cinzenta que cai.
Ar,
brisa,
furacão,
eu.
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