Acordei bem cedo para levar a vovó para fazer exame de sangue. Doeu por dentro ver aquela mulher que sempre foi um furacão arrasador indo de cadeira de rodas, tão frágil, com a pele flácida, e tão dependente de mim. Brinquei, fiz carinho, fiz graça com tudo o que pude, mas não tinha jeito... era a minha vó Hélia que eu estava levando e parecia que eu estava levando outra pessoa.
Parece que o tempo está acompanhando o meu resguardo, pois eu não posso ir à praia, não posso fazer nada e só chove... uma chuva de Iansã que venta tudo e que faz a gente querer entrar debaixo do cobertor e se agarrar a alguém.
Quero colo.
Sei que só falo de sexo, só penso em sexo, só quero sexo, mas agora eu estou precisando é de colo.
Engraçado né ? É fácil pra todo mundo se relacionar comigo num âmbito sexual, sensual, mas ninguém consegue compartilhar a intimidade do colo, do ombro amigo, de ouvir meu choro ou ouvir minhas palavras. Talvez eu seja a culpada disso, nunca vou saber.
Ando meio cansada de "açougue"!!! hahahahaha
Se eu pudesse eu pegava um carro, um avião, um ônibus, uma mula, um cabrito, sei lá... e sumia por uns tempos. Uma cabaninha no meio do mato, do lado de uma cachoeira ou de um rio, ou em frente ao mar.
Estou na etapa final para me formar. Sabe o que eu penso ? FODEU!!!!! O que é que eu vou fazer depois ???? Porque o lance sempre foi a PUC, a luta pra ir, pra estar lá, o prazer das aulas... não quero que termine. Pra onde vou depois que acabar ?
Putz. Tenho que largar o laptop por uns instantes. Vou checar o almoço que eu fiz e fazer essas crianças comerem. E a pergunta fica no ar: o que é que eu vou fazer depois ?
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