sábado, 19 de junho de 2010

Encontro com o xamã

Eu fechei os olhos e aceitei o presente. Mais que um presente era um benção. Não sabia o que esperar mas depositava muita esperança naquele momento, naquela faísca de luz divina. Abri os olhos e soube que ele estava ali, não havia dúvidas de que ele estava ali. Abri meu coração e ouvi tudo o que ele tinha a dizer. Abri meu coração e disse tudo o que senti que devia ser dito. Ele inspirava tanta confiança que não me impedi de dizer absolutamente nada. Senti como se estivesse sendo envolvida por uma espécie de "abraço" intangível de luz. Senti como se eu estivesse deitada como um bebê em seus braços e não tive medo. A sensação de proteção e de que estava tudo certo era muito forte. Ele me falou do medo, da desesperança e do amor. Eu falei das perdas, da tristeza, das traições e da decepção. Ele tocou delicadamente na questão do perdão. Eu expus o tamanho da minha dor. Ficamos os dois conversando durante um tempo que não podia ser medido no relógio. Estávamos além do espaço-tempo, estávamos aqui sem estar aqui. Ele me pediu permissão para fazer parte da minha vida e para me ajudar a conseguir a abundância e a prosperidade que eu merecia. Ele disse que gostaria de me ajudar a evoluir e a me curar. Eu pensei o quão profunda era a minha ferida e o quão séria era a minha doença, mas ele disse que eu poderia colocar um fim em tudo isso. Ele me falou de amor, eu falei do meu irmão. Ele me falou de cura, eu falei do meu irmão. Ele falou de medo, desesperança e amor, eu falei do meu irmão. Durante aquele tempo em estive com ele consegui sentir a luz limpando a minha alma, curando feridas, removendo mágoas e rancores. Senti cada gota de luz que homeopaticamente estava sendo administrada em mim.  Então ele se foi e o outro veio. Como um médico me examinou e enxergou cada aspecto de doença no meu corpo. E enxergou algo que aconteceu há muito tempo e eu chorei por dentro. E enxergou o câncer e me deu esperança. Começou um trabalho de cura espiritual e me surpreendeu com o tamanho da paz e da serenidade que passou a emanar de mim depois. E aquele momento acabou. Eu entrei no carro e a vontade era de chorar, apesar da imensa paz de espírito e da serenidade que eu estava sentindo. Talvez eu conseguisse flutuar se eu tentasse. E deitada na minha cama eu só conseguia pensar no que tinha vivido e em como tinha sido afetada por aquelas duas entidades iluminadas que eu tinha conhecido. Dormi pensando em xamãs, em mudanças, na PUC, em cura, em perdão... Não vejo a hora de voltar lá.

Nenhum comentário:

Postar um comentário