sexta-feira, 10 de julho de 2009

Eu quero meus contos de fada de volta (a tristeza que me consome e me envena)

Eu queria muito estar inspirada para escrever alguma coisa super interessante ou espetacular, mas estou tão triste que não consigo me inspirar. Uma tristeza de sangue, tristeza de fé, tristeza de amor, uma tristeza grande. Tristeza de ver pessoas do próprio sangue se tratando como inimigas e ver movimentações tão egoístas e de má fé. Tristeza de ver que apesar dos Orixás e das bençãos que cercam a nossa vida, a nossa fé ainda depende dos seres humanos e isso às vezes pode nos deixar na mão quando mais precisamos. Tristeza de ver o amor tão machucado, maltratado, desprezado, humilhado e lutar tanto para resistir à constante vontade de ir embora, desistir e tomar outro caminho. Uma tristeza grande de saber que existe tanta lealdade familiar, tanta fé, tanto amor e isso não ter significado algum porque os outros não compartilham do mesmo sentimento ou não investem da mesma maneira que a gente. Eu vejo esse castelinho de areia que eu construí durante a minha vida desmoronar aos poucos com as atitudes alheias e eu não poder fazer nada. Como cantava Cássia Eller: "Quem sabe o príncipe virou um sapo que vive dando no meu saco?".  Nesses momentos de tristeza sinto falta da vida como era antes quando eu sempre tinha para onde ir, um colo para deitar, uma voz para consolar. Mas todos se foram. E eu fiquei. Fiquei aqui vendo o castelo ruir, vendo as pessoas tirarem suas máscaras, vendo o mal vencer o bem e sem poder fazer nada. Irmão contra irmão, batalha de egos espiritual, esposa gata borralheira. Eu nunca li esse tipo de história. Não cresci para viver enredos assim. Ainda sou a Cinderela, ainda acredito na fada madrinha e ainda desejo o príncipe encantado. Ainda guardo minhas economias para o vestido do baile e converso com os passarinhos. Ainda acredito no amor e na bondade, mas não posso ignorar as sombras que o mal instala em minha vida. Acho que eu mordi a maçã que a madrasta envenenou. Não sei quando foi mas acho que a mordi. A maçã da tristeza (?). Sofro de desilusão.
Eu quero meus contos de fada de volta. 

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